{"id":9235,"date":"2026-04-13T16:15:51","date_gmt":"2026-04-13T15:15:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/?p=9235"},"modified":"2026-04-13T17:24:28","modified_gmt":"2026-04-13T16:24:28","slug":"214-a-assembleia-plenaria-da-conferencia-episcopal-portuguesa-palavras-de-abertura-do-presidente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/214-a-assembleia-plenaria-da-conferencia-episcopal-portuguesa-palavras-de-abertura-do-presidente\/","title":{"rendered":"214.\u00aa Assembleia Plen\u00e1ria da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa: Palavras de Abertura do Presidente"},"content":{"rendered":"<h2>Sauda\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Estimados irm\u00e3os Bispos, Membros desta Assembleia, convidados da CIRP (Confer\u00eancia dos Institutos Religiosos de Portugal) e da CNISP (Confer\u00eancia Nacional dos Institutos Seculares de Portugal): a todos dou as boas-vindas \u00e0 214.\u00aa Assembleia Plen\u00e1ria da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, com uma palavra de especial sauda\u00e7\u00e3o a D. Andr\u00e9s Carrascosa Coso, novo N\u00fancio Apost\u00f3lico em Portugal, que, embora j\u00e1 tivesse estado presente na Assembleia Plen\u00e1ria extraordin\u00e1ria de 27-02-2026, s\u00f3 hoje toma parte numa Assembleia Plen\u00e1ria ordin\u00e1ria, com a presen\u00e7a de todos os seus membros. Seja muito bem-vindo, Senhor N\u00fancio, e que a sua presen\u00e7a e minist\u00e9rio, ligado ao papel do Papa para toda a Igreja, possa ajudar-nos a viver a sinodalidade eclesial, na qual nos encontramos todos empenhados. Endere\u00e7o tamb\u00e9m uma sauda\u00e7\u00e3o e uma palavra particular de boas-vindas a D. Pedro Fernandes, novo Bispo de Portalegre-Castelo Branco, desejando-lhe um fecundo minist\u00e9rio como Pastor desta diocese e como membro do Col\u00e9gio Episcopal da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa.<\/p>\n<p>Sa\u00fado ainda os profissionais dos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social que nos acompanham neste in\u00edcio dos trabalhos: agrade\u00e7o o servi\u00e7o que prestais em prol de uma sociedade mais informada e participativa.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma Assembleia particularmente significativa para a vida da nossa Confer\u00eancia, com as elei\u00e7\u00f5es para os \u00f3rg\u00e3os do pr\u00f3ximo tri\u00e9nio. Reunidos neste Tempo Pascal, na alegria de Cristo Ressuscitado, invocamos o Esp\u00edrito de Deus para nos iluminar neste momento que vai para al\u00e9m de uma mera substitui\u00e7\u00e3o de nomes ou renova\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es. Trata-se, antes de mais, de um servi\u00e7o de escuta, discernimento espiritual e eclesial, que deve ser vivido em liberdade interior e em sentido de comunh\u00e3o para o caminho e o servi\u00e7o da nossa Igreja.<\/p>\n<p>Nestes \u00faltimos seis anos em que presidi a este Col\u00e9gio episcopal, vivemos per\u00edodos particularmente exigentes para a Igreja e para o pa\u00eds. Foram anos de aprendizagem e de purifica\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m de alento e de esperan\u00e7a. Quero, por isso, agradecer a confian\u00e7a e sobretudo a participa\u00e7\u00e3o sinodal dos irm\u00e3os bispos no servi\u00e7o que juntos fomos chamados a exercer em favor da Igreja em Portugal. Em seguida, menciono alguns pontos que me parecem mais relevantes destes seis anos, n\u00e3o tanto em termos de balan\u00e7o, mas sobretudo evocando processos que marcaram a vida da Igreja em Portugal neste per\u00edodo, em permanente aten\u00e7\u00e3o e discernimento desta Assembleia.<\/p>\n<h2>Pandemia e outras crises<\/h2>\n<p>A pandemia Covid-19 e o per\u00edodo que se lhe seguiu alteraram os nossos h\u00e1bitos, puseram \u00e0 prova as nossas comunidades e exigiram adapta\u00e7\u00f5es pastorais. Num tempo de incerteza, de sofrimento e de isolamento, a Igreja procurou sempre estar junto das pessoas, mas tivemos de nos reinventar para encontrar novas formas de proximidade. Era fundamental que o sentido de perten\u00e7a comunit\u00e1ria permanecesse, apesar de estarmos fechados em casa e de estar limitado o acesso \u00e0s nossas igrejas.<\/p>\n<p>Houve sinais muito belos de generosidade, de solidariedade com os mais carenciados e solit\u00e1rios, de servi\u00e7o e de criatividade pastoral, com a participa\u00e7\u00e3o de muitas e renovadas caras. Mas houve tamb\u00e9m fragilidades que ficaram mais expostas, como, por exemplo, a perda de liga\u00e7\u00e3o concreta \u00e0 comunidade e ao ritmo habitual da vida de f\u00e9. Aprendemos, por isso, que n\u00e3o basta simplesmente retomar o que existia antes e que \u00e9 fundamental trabalhar e acudir participando nos dramas e nos sonhos do mundo em que vivemos.<\/p>\n<p>Noutras crises naturais ou econ\u00f3micas, com graves consequ\u00eancias sociais, como as tempestades que assolaram v\u00e1rias zonas do pa\u00eds, atingindo especial gravidade na regi\u00e3o Centro, no in\u00edcio deste ano, com consequ\u00eancias e feridas que v\u00e3o demorar ainda a ser saradas, testemunh\u00e1mos igualmente a generosa vaga de solidariedade para acudir, intervir e participar na necess\u00e1ria obra de repara\u00e7\u00e3o. Foram milhares os volunt\u00e1rios, entre os quais muitos jovens, que puseram \u201cm\u00e3os \u00e0 obra\u201d, entre as quais as institui\u00e7\u00f5es da Igreja. Esta mobiliza\u00e7\u00e3o, como a silenciosa e continuada aten\u00e7\u00e3o aos mais desfavorecidos, constitui, ali\u00e1s, um dos campos bem presentes na a\u00e7\u00e3o da Igreja, que tem de ser mais bem coordenado para ir ao encontro de quem mais precisa.<\/p>\n<p>Num tempo de aceleradas mudan\u00e7as culturais, em que a linguagem digital impera e os ritmos sociais s\u00e3o reconfigurados, a miss\u00e3o da Igreja e a fidelidade ao Evangelho pedem-nos um constante discernimento e convers\u00e3o sobre a forma como agimos e evangelizamos. A mem\u00f3ria viva deste per\u00edodo cr\u00edtico para toda a humanidade n\u00e3o deve ser esquecida, mas valorizada nos seus problemas, tamb\u00e9m na criatividade, nas novas parcerias e caminhos de rela\u00e7\u00e3o e solidariedade que se geraram na Igreja e na sociedade.<\/p>\n<h2>Sinodalidade<\/h2>\n<p>\u00c9 neste contexto que o caminho sinodal iniciado pelo Papa Francisco, e continuado agora no pontificado do Papa Le\u00e3o XIV, se assume como um momento crucial na vida da Igreja onde o Povo de Deus possa caminhar junto, escutar, discernir e partilhar responsabilidades na miss\u00e3o. A sinodalidade n\u00e3o \u00e9 apenas um m\u00e9todo organizativo, mas \u00e9 a forma de a Igreja se compreender e viver a partir do Evangelho. Trata-se de um caminho que exige convers\u00e3o pessoal e comunit\u00e1ria, na escuta do Esp\u00edrito de Deus e uns dos outros, para discernir e tomar decis\u00f5es em corresponsabilidade.<\/p>\n<p>Estamos na fase de rece\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o do Documento Final do S\u00ednodo nas comunidades locais rumo \u00e0 Assembleia Eclesial de 2028. Esta \u00e9 a oportunidade para fazer uma avalia\u00e7\u00e3o sincera do que \u00e9 apropriado ou n\u00e3o \u00e0 miss\u00e3o evangelizadora da Igreja em Portugal e concretizar reformas. O caminho que est\u00e1 a ser feito nas Dioceses do pa\u00eds e a coordena\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o a n\u00edvel nacional, atrav\u00e9s dos representantes diocesanos, mostram um percurso a aprofundar e tornar mais expl\u00edcito e congregador. Foi neste esp\u00edrito que procur\u00e1mos tamb\u00e9m reorganizar alguns aspetos da a\u00e7\u00e3o pastoral da Confer\u00eancia Episcopal. A reorganiza\u00e7\u00e3o das Comiss\u00f5es Episcopais decidida na Assembleia Plen\u00e1ria de novembro passado n\u00e3o \u00e9 uma mera altera\u00e7\u00e3o administrativa, mas o sinal de que as estruturas s\u00f3 t\u00eam verdadeiro sentido quando ajudam a Igreja a responder melhor aos desafios reais do seu tempo e da sua miss\u00e3o. No entanto, tanto a n\u00edvel desta Confer\u00eancia, como de cada Igreja Local (Diocese), h\u00e1 que prosseguir o caminho que leva \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o de uma verdadeira comunh\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o correspons\u00e1vel e miss\u00e3o aberta ao mundo diversificado em que vivemos.<\/p>\n<h2>JMJ Lisboa 2023<\/h2>\n<p>Gostaria de recordar tamb\u00e9m a Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023, como um dos momentos mais significativos deste caminho, que n\u00e3o pode ficar fechado na mem\u00f3ria de um \u201cgrande evento\u201d. Foi, sem d\u00favida, um tempo de alegria, de vigor e de renovada visibilidade da Igreja, mas foi tamb\u00e9m mais do que isso: toda a prepara\u00e7\u00e3o da Jornada, a mobiliza\u00e7\u00e3o das dioceses, a dedica\u00e7\u00e3o de tantos volunt\u00e1rios e o encontro com jovens de tantas proveni\u00eancias mostraram-nos que a Igreja, para ser fiel \u00e0 sua miss\u00e3o, precisa de escutar mais profundamente os jovens e de levar mais a s\u00e9rio o lugar que eles t\u00eam na vida eclesial.<\/p>\n<p>Os jovens n\u00e3o s\u00e3o apenas destinat\u00e1rios da pastoral. Eles s\u00e3o parte ativa de uma comunidade que tamb\u00e9m se deixa renovar pelo seu entusiasmo, pelas suas perguntas e pela sua sede de esperan\u00e7a. O dinamismo e as redes de comunh\u00e3o e a\u00e7\u00e3o que a JMJ gerou n\u00e3o podem perder-se. A JMJ recordou-nos que a Igreja n\u00e3o pode viver fechada sobre os seus ritmos habituais, como se bastasse repetir formas conhecidas. \u00c9 chamada a ser mais hospitaleira, mais mission\u00e1ria e mais capaz de integrar a diversidade sem medo, porque na Igreja todos s\u00e3o chamados e cada um deve encontrar lugar no caminho da f\u00e9. O di\u00e1logo e a participa\u00e7\u00e3o correspons\u00e1vel dos jovens continuam a ser um dos desafios fundamentais para a Igreja e para a sociedade em geral.<\/p>\n<h2>Prote\u00e7\u00e3o de Menores e Adultos Vulner\u00e1veis<\/h2>\n<p>Se houve tema em que a Igreja em Portugal teve compromisso particularmente determinado nos \u00faltimos anos foi o da Prote\u00e7\u00e3o de Menores e de Adultos Vulner\u00e1veis. N\u00e3o podemos olhar para este tempo sem reconhecer a dor das v\u00edtimas de abusos sexuais e a gravidade do mal que lhes foi causado, e as marcas profundas que esse mal deixou nas suas vidas. Agrade\u00e7o a cada pessoa que encontrou coragem para testemunhar e renovo o nosso pedido de perd\u00e3o.<\/p>\n<p>Este foi, e continua a ser, um caminho de purifica\u00e7\u00e3o e de reconcilia\u00e7\u00e3o com o passado. Um caminho doloroso, mas necess\u00e1rio, que exp\u00f4s feridas profundas e nos obrigou a uma consci\u00eancia mais s\u00e9ria da responsabilidade da Igreja perante os mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Independente, com o estudo sobre a realidade das \u00faltimas d\u00e9cadas, ajudou-nos a compreender melhor o fen\u00f3meno e a sua amplitude. O Grupo VITA, as Comiss\u00f5es Diocesanas e a sua Equipa de Coordena\u00e7\u00e3o Nacional, numa perspetiva de interven\u00e7\u00e3o direta, t\u00eam permitido que a Igreja em Portugal d\u00ea passos concretos no acolhimento e acompanhamento das v\u00edtimas, na preven\u00e7\u00e3o e na forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estamos tamb\u00e9m a terminar uma etapa do processo de compensa\u00e7\u00f5es financeiras \u00e0s v\u00edtimas de abusos. N\u00e3o se trata de pagar a dor, porque a dor n\u00e3o se paga. Trata-se de reconhecer um mal injusto e de colaborar, tanto quanto poss\u00edvel, na repara\u00e7\u00e3o e no refazer de vidas profundamente dilaceradas.<\/p>\n<p>Renovo a todos os profissionais que trabalharam e continuam a trabalhar neste processo, bem como aos membros das Comiss\u00f5es Diocesanas e da Equipa de Coordena\u00e7\u00e3o Nacional, a mais profunda gratid\u00e3o. Sem o vosso rigor, compet\u00eancia e generosidade, n\u00e3o teria sido poss\u00edvel este percurso.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o final sobre as compensa\u00e7\u00f5es \u00e9 da compet\u00eancia da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa e dos Institutos de Vida Consagrada, como estabelecido no Regulamento para esta iniciativa livre e aut\u00f3noma destas duas institui\u00e7\u00f5es da Igreja em Portugal. Essa decis\u00e3o sobre os montantes a atribuir a cada uma das pessoas que fez o pedido teve lugar na Assembleia Plen\u00e1ria extraordin\u00e1ria de 27 de fevereiro passado e s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as ao trabalho das Comiss\u00f5es de Instru\u00e7\u00e3o do processo e da Comiss\u00e3o de Fixa\u00e7\u00e3o da Compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como tem sido noticiado, nessa Assembleia fez-se uma revis\u00e3o dos montantes propostos, que se traduziu numa redu\u00e7\u00e3o destes, tendo em conta a jurisprud\u00eancia dos tribunais portugueses nesta mat\u00e9ria, a compara\u00e7\u00e3o com id\u00eanticas iniciativas da Igreja noutros pa\u00edses europeus e a situa\u00e7\u00e3o concreta do nosso pa\u00eds e da nossa Igreja.<\/p>\n<p>Neste como noutros casos, os membros da Assembleia exprimem-se livremente na diversidade leg\u00edtima dos seus pontos de vista, mas tem sido sempre poss\u00edvel chegar a uma solu\u00e7\u00e3o que passa a ser a decis\u00e3o da Assembleia. Esse \u00e9 o nosso modo de trabalhar, que me parece normal em qualquer \u00f3rg\u00e3o colegial e sinodal. Polemizar sobre posi\u00e7\u00f5es individuais dos membros da Assembleia, sem respeito pela realidade e a verdade dos factos, como aconteceu nos \u00faltimos dias, \u00e9 lament\u00e1vel e injusto, tanto para as v\u00edtimas como para os visados, e n\u00e3o ajuda a uma correta informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Admito que nem sempre a intencionalidade subjacente a todo este processo, que tem tamb\u00e9m o prop\u00f3sito de ajudar a uma nova cultura e prote\u00e7\u00e3o e cuidado na sociedade portuguesa, tenha sido convenientemente expressa ou sentida e que haja solu\u00e7\u00f5es que tenham ficado aqu\u00e9m das expectativas de algumas pessoas. Foi um percurso complexo e sens\u00edvel, mas sempre assumido com seriedade e responsabilidade, tendo as v\u00edtimas no centro do nosso pensamento e a\u00e7\u00e3o, no intuito de contribuir para a supera\u00e7\u00e3o poss\u00edvel dos dramas vividos por quem foi v\u00edtima de abusos e para a reconstru\u00e7\u00e3o das suas vidas.<\/p>\n<p>Mas o caminho n\u00e3o termina aqui nem pode voltar atr\u00e1s. A Igreja em Portugal precisa de consolidar uma verdadeira cultura de prote\u00e7\u00e3o e cuidado. N\u00e3o se trata apenas de responder ao passado, mas de mudar pr\u00e1ticas, refor\u00e7ar a preven\u00e7\u00e3o e tornar a Igreja num lugar seguro e mais coerente com aquilo que professa. A \u201ctoler\u00e2ncia zero\u201d tem de ser mais do que uma f\u00f3rmula dita: tem de tornar-se crit\u00e9rio permanente de coer\u00eancia evang\u00e9lica e de responsabilidade institucional. Estivemos, estamos e estaremos sempre empenhados nesse prop\u00f3sito, na preven\u00e7\u00e3o de todos os tipos de abuso e na promo\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria \u00e0 prote\u00e7\u00e3o aos mais fr\u00e1geis e agradecemos a todos os setores da sociedade que ajudaram e se manifestam dispon\u00edveis para colaborar nessa promo\u00e7\u00e3o da cultura do cuidado e do respeito pela dignidade de todas as pessoas.<\/p>\n<p>Depois deste caminho, a Igreja em Portugal sabe que tem ainda muito a aprender, mas sabe tamb\u00e9m que adquiriu uma experi\u00eancia que pode ser partilhada com outras institui\u00e7\u00f5es da sociedade, ao servi\u00e7o do bem comum, na preven\u00e7\u00e3o, no cuidado e na prote\u00e7\u00e3o dos mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<h2>No pa\u00eds e no mundo<\/h2>\n<p>Num mundo marcado por conflitos e num pa\u00eds em que as fragilidades sociais se evidenciam, a Igreja precisa de ser sinal da esperan\u00e7a e da reconcilia\u00e7\u00e3o que nasce do Evangelho e se traduz numa presen\u00e7a concreta junto das pessoas.<\/p>\n<p>A guerra, a instabilidade internacional e as suas consequ\u00eancias sobre o nosso dia-a-dia, a pobreza crescente, a fragilidade de tantas fam\u00edlias, as dificuldades de acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o e \u00e0 sa\u00fade, o desencanto de muitos jovens e o sofrimento silencioso e solit\u00e1rio de tantas pessoas idosas interpelam-nos e recordam-nos que a Igreja deve permanecer junto das feridas e esperan\u00e7as da sociedade.<\/p>\n<p>No plano social e pol\u00edtico crescem formas de desilus\u00e3o, de protesto e de radicaliza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o podem ser lidas superficialmente. H\u00e1 cansa\u00e7o e desconfian\u00e7a, e isso abre espa\u00e7o a populismos e a formas de fazer pol\u00edtica que se alimentam mais do medo e da manipula\u00e7\u00e3o do que da busca sincera de solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O aumento do n\u00famero de migrantes \u00e9 tamb\u00e9m um desafio crescente. Regular os fluxos migrat\u00f3rios \u00e9 necess\u00e1rio, mas nada pode justificar processos desumanos, tempos de espera humilhantes ou formas de integra\u00e7\u00e3o insuficientes. Uma sociedade justa reconhece nos migrantes pessoas concretas que t\u00eam um rosto, que procuram um futuro de esperan\u00e7a e dignidade e que est\u00e3o a dar um contributo fundamental para a sustentabilidade deste pa\u00eds. Legitimar a exclus\u00e3o, a hostilidade ou o desprezo s\u00e3o atitudes que contradizem o Evangelho e que n\u00e3o contribuem para a afirma\u00e7\u00e3o de uma sociedade justa, aberta e a pensar num futuro melhor para si e para o mundo.<\/p>\n<p>Diante destas realidades, que sejamos capazes de oferecer presen\u00e7a, acompanhar vidas e contribuir para a reconcilia\u00e7\u00e3o social e para uma esperan\u00e7a concreta, capaz de tocar a exist\u00eancia real das pessoas.<\/p>\n<p>Vivemos dias pautados por novas media\u00e7\u00f5es culturais e tecnol\u00f3gicas, em que a intelig\u00eancia artificial entra no quotidiano, reconfigura a forma como acedemos \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, como comunicamos e nos relacionamos. Neste mundo marcado por acelera\u00e7\u00e3o e ru\u00eddo, a miss\u00e3o da Igreja passa tamb\u00e9m por aprender a falar todas as novas linguagens, sem perder a verdade do Evangelho, para continuar a ser capaz de oferecer ao mundo a palavra serena e transformadora de Jesus.<\/p>\n<p>Ao iniciar esta Assembleia, de car\u00e1cter eletivo, pe\u00e7amos ao Senhor que nos d\u00ea lucidez para discernir, humildade para servir, coragem para continuar a caminhar juntos e confian\u00e7a para acolher aquilo que o Esp\u00edrito pede \u00e0 Igreja no nosso tempo.<\/p>\n<p>F\u00e1tima, 13 de abril de 2026<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><em>\u00a0<\/em><em>\u2020 Jos\u00e9 Ornelas Carvalho<\/em><\/p>\n<p><em>Bispo de Leiria-F\u00e1tima e Presidente da CEP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sauda\u00e7\u00e3o Estimados irm\u00e3os Bispos, Membros desta Assembleia, convidados da CIRP (Confer\u00eancia dos Institutos Religiosos de Portugal) e da CNISP (Confer\u00eancia 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