{"id":85,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/?p=85"},"modified":"2014-07-20T16:05:31","modified_gmt":"2014-07-20T16:05:31","slug":"testemunhas-de-solidariedade-e-evangelizacao-hospitaleira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/testemunhas-de-solidariedade-e-evangelizacao-hospitaleira\/","title":{"rendered":"\u00abTestemunhas de solidariedade e evangeliza\u00e7\u00e3o Hospitaleira\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Nota Pastoral da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa\u0000 <!--more--> INTRODU\u00c7\u00c3O A Ordem Hospitaleira tem estado a comemorar o 75\u00ba anivers\u00e1rio da restaura\u00e7\u00e3o da Prov\u00edncia Portuguesa. E a Confer\u00eancia Episcopal, na sequ\u00eancia do que j\u00e1 fez noutras ocasi\u00f5es (1), associa-se de bom grado ao j\u00fabilo e alegria de toda a Fam\u00edlia Hospitaleira, a quem sa\u00fada com muita estima no Senhor Jesus Cristo, que veio para servir e enviou os seus disc\u00edpulos a curar os doentes, a purificar os leprosos e a expulsar os dem\u00f3nios (Mt 10,8), aconselhando-os a dar de gra\u00e7a o que de gra\u00e7a tinham recebido. Os Irm\u00e3os de S. Jo\u00e3o de Deus, h\u00e1 mais de quatro s\u00e9culos, que se esfor\u00e7am por cumprir, nas suas vidas e nas suas Obras, as palavras de Jesus, sendo testemunhas de solidariedade crist\u00e3 e de evangeliza\u00e7\u00e3o pela hospitalidade, ao estilo do seu Fundador. A seu lado, surgiram mais tarde as Irm\u00e3s Hospitaleiras do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, fundadas por S. Bento Menni, a quem estendemos tamb\u00e9m o sinal do nosso apre\u00e7o e incentivamos a prosseguir, com \u00e2nimo e com f\u00e9 renovada, a voca\u00e7\u00e3o a que Deus as chamou.  EVOCA\u00c7\u00c3O HIST\u00d3RICA A presen\u00e7a da Ordem Hospitaleira em Portugal estende-se ao longo de dois per\u00edodos. O primeiro, desde 1611, data em que se estabeleceram em Montemor-o-Novo os primeiros Irm\u00e3os, para a\u00ed recuperar a casa onde nascera o seu Fundador (1495-1550) e, posteriormente, tomar conta do Hospital, que chegou a ter 200 camas, at\u00e9 1834, data em que foram extintas, entre n\u00f3s, todas as congrega\u00e7\u00f5es religiosas masculinas. Nesse per\u00edodo a sua ac\u00e7\u00e3o n\u00e3o era t\u00e3o espec\u00edfica como na actualidade. Em Lisboa, os irm\u00e3os dedicaram-se a cuidar de cl\u00e9rigos pobres. No per\u00edodo subsequente \u00e0 Restaura\u00e7\u00e3o da nacionalidade, tomaram conta de v\u00e1rios hospitais, em localidades pr\u00f3ximas da fronteira. O crescimento num\u00e9rico da Ordem e as circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas do tempo aconselharam a que se criasse a Prov\u00edncia de S. Jo\u00e3o de Deus em Portugal. O que veio a acontecer no ano de 1671, libertando assim os Irm\u00e3os portugueses de poss\u00edveis tens\u00f5es de car\u00e1cter pol\u00edtico com os superiores espanh\u00f3is de que dependiam, at\u00e9 essa data.  O segundo per\u00edodo de perman\u00eancia em Portugal iniciou-se em 1891 e ainda n\u00e3o terminou. Tudo come\u00e7ou, quando amainada a sanha contra as congrega\u00e7\u00f5es religiosas, o Superior Geral da Ordem, incentivado pelo Papa Pio IX, enviou o P. Bento Menni para Espanha, com a incumb\u00eancia de \u00abrestaurar a Ordem no seu ber\u00e7o\u00bb. Foi na sequ\u00eancia dessa arrojada decis\u00e3o que entraram de novo em Montemor-o-Novo dois irm\u00e3os espanh\u00f3is que a\u00ed restauraram a ermida de S. Jo\u00e3o de Deus. Em seguida, veio a Portugal o pr\u00f3prio P. Bento Menni que, sendo h\u00f3spede do Cardeal Patriarca, em S. Vicente de Fora, colocou tr\u00eas irm\u00e3os \u00e0 frente do hosp\u00edcio de Santa Marta para cuidar dos \u00abcl\u00e9rigos enfermos\u00bb, mas por pouco tempo. Bento Menni, sacerdote plenamente imbu\u00eddo do carisma de S. Jo\u00e3o de Deus, desejava ardentemente que os Irm\u00e3os se dedicassem aos mais carenciados e menos protegidos socialmente. Em Portugal identificou, ao tempo, duas categorias de exclu\u00eddos sociais que decidiu acarinhar e proteger: as crian\u00e7as e os doentes mentais. Para as crian\u00e7as, criou em Aldeia da Ponte, na Diocese da Guarda, um asilo (col\u00e9gio) para meninos pobres, que apenas funcionou de 1892 a 1897. Por\u00e9m, mais tarde, a assist\u00eancia \u00e0s crian\u00e7as viria a ser retomada tanto no Hospital Infantil de Montemor-o-Novo como noutras institui\u00e7\u00f5es criadas pelas Irm\u00e3s Hospitaleiras e que ainda continuam a funcionar. Para os doentes mentais, depois de aturadas dilig\u00eancias, adquiriu uma quinta no lugar do Telhal, onde, em 1893, com anu\u00eancia verbal do Patriarca de Lisboa, como era praxe da \u00e9poca, por raz\u00f5es pol\u00edticas, se estabeleceu o que viria a ser o centro nevr\u00e1lgico da Ordem em Portugal. A casa do Telhal, que chegou a ser visitada pelo Doutor Afonso Costa, gra\u00e7as \u00e0s dilig\u00eancias do P. Menni e \u00e0 excepcional humanidade com que a\u00ed eram tratados os doentes mentais, passou inc\u00f3lume a onda republicana que decretou a extin\u00e7\u00e3o de todas as congrega\u00e7\u00f5es religiosas. Da\u00ed irradiou para todo o territ\u00f3rio portugu\u00eas de ent\u00e3o o carisma de S. Jo\u00e3o de Deus que est\u00e1 na origem das m\u00faltiplas institui\u00e7\u00f5es da Ordem Hospitaleira, inclusive a casa das Irm\u00e3s Hospitaleiras da Idanha, aberta em 1894. Em 1928, foi restaurada a Prov\u00edncia de S. Jo\u00e3o de Deus em Portugal da qual, durante muitos anos, estiveram dependentes todas as casas do actual territ\u00f3rio portugu\u00eas e bem assim as de \u00c1frica, da \u00c1sia e da Oce\u00e2nia. Em Portugal, nunca se poder\u00e1 escrever nem a hist\u00f3ria da Igreja nem a hist\u00f3ria da Psiquiatria sem ter em conta a gesta de amor, de ci\u00eancia e de humanidade levada a cabo por esses homens e mulheres que, atrav\u00e9s de S. Jo\u00e3o de Deus, descobriram o rosto de Cristo nos pobres e nos doentes.  CARISMA HOSPITALEIRO A Confer\u00eancia Episcopal considera sua miss\u00e3o reconhecer o carisma espec\u00edfico da ordem Hospitaleira e promover, pelos meios que lhe s\u00e3o pr\u00f3prios, a sua renova\u00e7\u00e3o, na fidelidade ao esp\u00edrito do Fundador. No interior da Igreja, a Ordem Hospitaleira tem por carisma e miss\u00e3o exprimir o amor misericordioso da hospitalidade, junto dos mais necessitados e dos doentes. Tanto os Irm\u00e3os como os seus colaboradores mais directos e generosos devem sentir-se chamados a manter vivo o amor misericordioso do Senhor e a express\u00e1-lo na pr\u00f3pria vida e nas institui\u00e7\u00f5es de que s\u00e3o respons\u00e1veis, obedecendo ao mandato de Jesus: curai os doentes e proclamai que o Reino de Deus est\u00e1 pr\u00f3ximo (Cf. Mt 10, 7-8). Para os membros da Ordem Hospitaleira, a pessoa doente e com defici\u00eancia, em vez de exclu\u00edda, passar\u00e1 a ser colocada no centro das aten\u00e7\u00f5es para se transformar em meio de aprendizagem qual \u00abuniversidade hospitaleira\u00bb. Desta forma o carisma hospitaleiro ser\u00e1 chamado a construir, no nosso tempo, um ant\u00eddoto para os males que t\u00eam sido objecto de algumas das nossas \u00faltimas interven\u00e7\u00f5es (2). O carisma hospitaleiro d\u00e1 prioridade aos mais humildes e a todos aqueles a quem n\u00e3o s\u00e3o reconhecidos os inalien\u00e1veis direitos de cidadania. Por isso, todo o verdadeiro filho de S. Jo\u00e3o de Deus se esfor\u00e7a continuamente por minorar a exclus\u00e3o social, promover a sa\u00fade e defender a dignidade das pessoas, particularmente as que s\u00e3o negligenciadas ou marginalizadas, pelo simples facto de serem afectadas pela doen\u00e7a mental ou por outras defici\u00eancias. Ao acolher evangelicamente as pessoas afectadas por limita\u00e7\u00f5es mentais graves, garantindo-lhes tratamentos t\u00e9cnicos apropriados e dispensando-lhes os cuidados humanos a que t\u00eam direito, enquanto membros da grande fam\u00edlia humana, a Ordem Hospitaleira apresenta-se como consci\u00eancia cr\u00edtica do individualismo ego\u00edsta, do consumismo desenfreado, da cultura de morte e da insensibilidade aos valores espirituais, que se v\u00e3o fazendo sentir na nossa sociedade. E afirma-se como testemunha cred\u00edvel da civiliza\u00e7\u00e3o do amor e da esperan\u00e7a, da plenitude e da vida nova que brotam abundantemente da Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. Assim o prop\u00f5e o carisma fundacional praticado por S. Jo\u00e3o de Deus que em rela\u00e7\u00e3o a toda a esp\u00e9cie de doentes e necessitados seguiu \u00e0 risca o exemplo de Jesus Cristo, Bom Samaritano da humanidade. Gastou a pr\u00f3pria vida em favor dos irm\u00e3os pobres e doentes, levando at\u00e9 \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias o seguimento de Cristo, Caminho, Verdade e Vida e fazendo desse facto o n\u00facleo central do seu carisma martirial.  A CARIDADE \u00c9 CRIATIVA Em Portugal, a Ordem Hospitaleira tem mostrado sensibilidade, dinamismo e compet\u00eancia nas actividades que lhe s\u00e3o pr\u00f3prias. Auguramos que continue a oferecer aos seus utentes um servi\u00e7o de caridade inovador e criativo, prosseguindo os esfor\u00e7os para humanizar a sa\u00fade mental, para reabilitar e reinserir social e familiarmente o maior n\u00famero poss\u00edvel de assistidos, contrariando assim as conhecidas formas de exclus\u00e3o, os guetos sociais, intra e extra-institucionais, suprimindo toda a esp\u00e9cie de barreiras arquitect\u00f3nicas, culturais, sociais e religiosas e concorrendo para a dignifica\u00e7\u00e3o das pessoas doentes. S\u00e3o louv\u00e1veis e dignas de nota as inova\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas utilizadas pela Ordem Hospitaleira no \u00e2mbito do treino de compet\u00eancias pessoais e sociais, orientadas para a responsabiliza\u00e7\u00e3o e para a autonomia progressivas, em articula\u00e7\u00e3o com outras terap\u00eauticas apropriadas, que proporcionam \u00e0s pessoas, afectadas por doen\u00e7as mentais e outras limita\u00e7\u00f5es, a possibilidade de usufruir melhor qualidade de vida e praticar um estilo de cidadania mais dignificante. Sabendo n\u00f3s que os apoios dos organismos oficiais ficam muito aqu\u00e9m de uma distribui\u00e7\u00e3o equitativa dos recursos nacionais, n\u00e3o podemos deixar de evocar aqui a humildade e a incans\u00e1vel dedica\u00e7\u00e3o dos Irm\u00e3os que percorriam o pa\u00eds, de norte a sul, angariando fundos para garantir o funcionamento de todas as suas obras. Por\u00e9m, a magreza dos apoios oficiais nunca impediu que se caminhasse na promo\u00e7\u00e3o da dignidade dos utentes, particularmente no que se refere \u00e0s \u00e1reas da inser\u00e7\u00e3o social e familiar e \u00e0 \u00e1rea da preven\u00e7\u00e3o. A esse prop\u00f3sito, apraz-nos referir as resid\u00eancias intra e extra-institucionais bem como as terap\u00eauticas ocupacionais que se inserem nesse esfor\u00e7o de inova\u00e7\u00e3o, de promo\u00e7\u00e3o da qualidade de vida e de dignifica\u00e7\u00e3o da pessoa humana.  PASTORAL DA SA\u00daDE No \u00e2mbito da Pastoral Especializada, a Pastoral da Sa\u00fade \u00e9 um dos sectores que tem vindo a tomar maior incremento nos \u00faltimos tempos. A Ordem Hospitaleira, com o ardor que lhe \u00e9 pr\u00f3prio e usando um estilo de vanguarda, tem vindo a desenvolver nas suas casas uma Pastoral da Sa\u00fade renovada cujos efeitos extravasam para fora dos muros das suas institui\u00e7\u00f5es. Com efeito, trata-se de um estilo pastoral que abrange as pessoas e as institui\u00e7\u00f5es, os doentes, os profissionais, os volunt\u00e1rios, os hospitais e as par\u00f3quias e ultrapassa o \u00e2mbito das t\u00e9cnicas e dos cuidados dispensados aos doentes. Engloba tamb\u00e9m os valores da humaniza\u00e7\u00e3o, da bio\u00e9tica e da defesa da vida. Estende-se aos valores espirituais, inclusive aos valores da f\u00e9 e da transcend\u00eancia. Aos Irm\u00e3os de S. Jo\u00e3o de Deus e \u00e0s Irm\u00e3s Hospitaleiras agradecemos o trabalho desenvolvido nesta \u00e1rea e esperamos que continuem a ser sinal e fermento de vida nova, no \u00e2mbito da sa\u00fade mental.  APELO AOS JOVENS A nossa exorta\u00e7\u00e3o pastoral dirige-se a todos em geral mas queremos endere\u00e7\u00e1-la de modo particular aos jovens, sentinelas da manh\u00e3 e aurora de um futuro novo, para que, no seu dia a dia, ponham em pr\u00e1tica os nobres ideais de solidariedade que habitam nos seus cora\u00e7\u00f5es. A todos os jovens das nossas comunidades dirigimos um veemente apelo para que, impulsionados pela generosidade que os caracteriza, se deixem cativar pelo exemplo arrebatador de S. Jo\u00e3o de Deus, Santo Universal da Hospitalidade Solid\u00e1ria, que a todos prop\u00f5e um dos mais sublimes ideais, alguma vez sonhado por um jovem. A hospitalidade solid\u00e1ria, a promo\u00e7\u00e3o das pessoas exclu\u00eddas dos direitos de cidadania e dos bens comuns, a luta pela dignidade dos doentes e dos mais pobres e esquecidos \u00e9 campo privilegiado dos baptizados, dos consagrados, dos profissionais e dos volunt\u00e1rios cat\u00f3licos que se comprometeram ou se querem comprometer com Jesus Cristo. O cuidado dos doentes, com amor e dedica\u00e7\u00e3o, constitui o fermento mais genu\u00edno da nova evangeliza\u00e7\u00e3o.  AGRADECIMENTO, EXORTA\u00c7\u00c3O E B\u00caN\u00c7\u00c3O A toda a Ordem Hospitaleira reafirmamos o nosso apre\u00e7o e o agradecimento da Igreja em Portugal pelo not\u00e1vel exemplo de vida consagrada ao servi\u00e7o dos mais pequenos e dos mais pobres entre os pobres: os doentes mentais. Permanecei firmes na concretiza\u00e7\u00e3o da voca\u00e7\u00e3o a que fostes chamados e no seguimento do vosso carisma fundacional. Nada vos fa\u00e7a desanimar. Permanecei confiantes no Senhor que vos chamou a partilhar com os mais desamparados, por vezes \u00e0 beira do desespero, os dons da vida, da sa\u00fade e da presen\u00e7a misericordiosa de Jesus Cristo que salva, cura e d\u00e1 a vida. Sede sempre testemunhas da esperan\u00e7a. Convosco damos gra\u00e7as a Deus por este Jubileu Solene de Servi\u00e7o e de Hospitalidade. E, por interm\u00e9dio de S. Jo\u00e3o de Deus \u2013 Patrono dos Doentes, Hospitais, Enfermeiros, Bombeiros e Livreiros \u2013 a quem a Prov\u00edncia ergueu um monumento no centro da Cidade de Lisboa, por ocasi\u00e3o do V Centen\u00e1rio do seu nascimento, imploramos do Senhor, para a Ordem Hospitaleira e para todos aqueles que se acolhem \u00e0 sua protec\u00e7\u00e3o ou com ela colaboram, profissionais, volunt\u00e1rios e benfeitores, as b\u00ean\u00e7\u00e3os do Pai das miseric\u00f3rdias, do Verbo Encarnado, Bom Samaritano da humanidade e do Esp\u00edrito Santo, Consolador e Sanador de todas as feridas da culpa, do sofrimento e da doen\u00e7a.  F\u00e1tima, 22 de Abril de 2004  (1) Cf. Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, Nota sobre o Qu\u00edntuplo Jubileu das Ordens Hospitaleiras em Portugal, Lisboa, 11.06.1990; Nota Pastoral sobre S. Jo\u00e3o de Deus, no 5\u00ba Centen\u00e1rio do seu Nascimento, Lisboa, 20.01.1995. (2) Cf. Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, Nota Pastoral As Pessoas com Defici\u00eancia &#8211; Cidad\u00e3os de Pleno Direito, F\u00e1tima, 08.05.2003; Carta Pastoral Responsabilidade Solid\u00e1ria pelo Bem Comum, Lisboa, 01.09.2003.  \u0000<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota Pastoral da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-85","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - 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