{"id":84,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/?p=84"},"modified":"2014-07-20T16:04:59","modified_gmt":"2014-07-20T16:04:59","slug":"bases-para-a-pastoral-vocacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/bases-para-a-pastoral-vocacional\/","title":{"rendered":"Bases para a Pastoral Vocacional"},"content":{"rendered":"<p>Novo documento da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa\u0000 <!--more--> <b>Bases para a Pastoral Vocacional<\/b>  INTRODU\u00c7\u00c3O  1. A Pastoral das Voca\u00e7\u00f5es, como parte integrante da vida da Igreja, \u00e9 uma das suas preocupa\u00e7\u00f5es fundamentais. Constitui, por isso, uma prioridade pastoral. \u201cUm generoso empenho certamente h\u00e1-de ser posto \u2013 sobretudo atrav\u00e9s de uma ora\u00e7\u00e3o insistente ao Senhor da messe (cf. Mt 9,38) \u2013 na promo\u00e7\u00e3o das voca\u00e7\u00f5es ao sacerd\u00f3cio e de especial consagra\u00e7\u00e3o. Trata-se dum problema de grande import\u00e2ncia para a vida da Igreja em todo o mundo\u201d(1) . A abundante reflex\u00e3o da Igreja sobre esta tem\u00e1tica, em particular a produzida em S\u00ednodos e Congressos Internacionais, convocados pela Santa S\u00e9, tem-se concretizado em documentos, onde se faz uma an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o das voca\u00e7\u00f5es e das suas ra\u00edzes, ao mesmo tempo que s\u00e3o oferecidas perspectivas e orienta\u00e7\u00f5es para a ac\u00e7\u00e3o pastoral marcadamente vocacional.  2.  Esta preocupa\u00e7\u00e3o constante da Igreja pelas voca\u00e7\u00f5es est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o dos Bispos portugueses. Com estas Bases para a Pastoral Vocacional queremos contribuir para a renova\u00e7\u00e3o e dinamiza\u00e7\u00e3o da Pastoral Vocacional em Portugal de uma forma mais org\u00e2nica e empenhada de todos os agentes deste sector: pais, educadores, escolas, movimentos, institutos de vida consagrada, par\u00f3quias, dioceses. Sem esquecer outras formas de voca\u00e7\u00e3o na Igreja, que foram e poder\u00e3o ser objecto de outros documentos orientadores, a nossa proposta incidir\u00e1 particularmente nas voca\u00e7\u00f5es ao sacerd\u00f3cio ministerial e \u00e0 vida de especial consagra\u00e7\u00e3o religiosa e secular. Apresentaremos alguns princ\u00edpios, orienta\u00e7\u00f5es, linhas de for\u00e7a e estruturas pastorais, a partir da realidade eclesial em que nos situamos.  I \u2013 BREVE PANORAMA DA SITUA\u00c7\u00c3O  Caracter\u00edsticas da cultura actual  3.  O mundo contempor\u00e2neo est\u00e1 cada vez mais sujeito a mudan\u00e7as r\u00e1pidas e profundas. As quest\u00f5es relativas \u00e0 f\u00e9 e \u00e0 Igreja n\u00e3o se podem desligar da metamorfose cultural que acontece vertiginosamente no mundo que habitamos, no espa\u00e7o europeu em que nos situamos e no pa\u00eds em que vivemos. No que respeita \u00e0 promo\u00e7\u00e3o das voca\u00e7\u00f5es ao sacerd\u00f3cio e de especial consagra\u00e7\u00e3o, \u201ctal problema tornou-se dram\u00e1tico devido \u00e0 altera\u00e7\u00e3o do contexto social e \u00e0 aridez religiosa causada pelo consumismo e secularismo\u201d,(2) entre outros factores. As mudan\u00e7as culturais devem ser assumidas em atitude de discernimento cr\u00edtico e de abertura \u00e0 esperan\u00e7a.  4. A cultura actual cont\u00e9m luzes e sinais de esperan\u00e7a tais como: a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa humana na sua dignidade; um certo despertar para os valores da vida e da fam\u00edlia; a sensibilidade \u00e0s grandes causas como a busca de uma sociedade nova baseada na paz, na justi\u00e7a, no bem comum, no respeito pelo ambiente, na aten\u00e7\u00e3o \u00e0 diversidade, na solidariedade e no voluntariado. Por outro lado, essa cultura \u00e9 uma cultura secularizada, que exagera o sentido da autonomia das realidades terrestres, apresentando um projecto de vida sem liga\u00e7\u00e3o com a realidade onde tais valores se alicer\u00e7am e consumam. Por isso esta nova realidade cultural constitui um desafio \u00e0 f\u00e9 e \u00e0 pastoral das voca\u00e7\u00f5es que prop\u00f5em op\u00e7\u00f5es fundamentais sobre o sentido da vida e da pr\u00f3pria cultura.  5. Apesar da seculariza\u00e7\u00e3o reinante na cultura contempor\u00e2nea, existe um interesse renovado pela religi\u00e3o e pela espiritualidade, expresso numa religiosidade multiforme. O homem encontra-se confrontado com os pr\u00f3prios limites das ci\u00eancias e da t\u00e9cnica, mais acutilantes quando se p\u00f5e a quest\u00e3o do sentido da vida e da exist\u00eancia. Surge assim a no\u00e7\u00e3o de \u201cmist\u00e9rio\u201d na realidade da vida, a abertura ao transcendente de Deus. No entanto, este despertar religioso na cultura moderna n\u00e3o tem rosto nem nome. \u00c9 uma esp\u00e9cie de religiosidade polite\u00edsta que fala do divino de maneira radicalmente diferente da tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica. O homem moderno \u00e9 atra\u00eddo por esta forma de religiosidade sem Deus, que tem a sua express\u00e3o mais forte no New Age, com o seu aspecto c\u00f3smico e terap\u00eautico. O homem cultiva o gosto da espiritualidade, mas n\u00e3o tem necessidade de Deus. \u00c9 nesta cultura pluralista e ambivalente de religiosidade polite\u00edsta e neutra, cada vez mais dominante, que a Igreja deve suscitar a procura vocacional do Deus da B\u00edblia, que transcende a realidade e que na pessoa de Jesus Cristo convida ao seguimento, exigindo da pessoa humana uma resposta livre e respons\u00e1vel. Face \u00e0s novas formas de espiritualidade, que hoje surgem na sociedade, os ministros ordenados e as pessoas consagradas, pela doa\u00e7\u00e3o total da sua vida e pela exist\u00eancia oferecida como verdadeiro culto espiritual, sentem dificuldade em testemunhar o reconhecimento do primado absoluto de Deus (3).  6. Para a f\u00e9 crist\u00e3 e consequente discernimento vocacional, o homem s\u00f3 se compreende de maneira plena na sua liberdade e felicidade, na medida em que deixar que a transcend\u00eancia verdadeira entre na sua vida. O sentido pleno da liberdade s\u00f3 acontece na rela\u00e7\u00e3o e no confronto com o Deus vivo. A cultura moderna, ao organizar-se \u00e0 margem de Deus ou com refer\u00eancia a um Deus impessoal e vago, \u00e9 pouco sens\u00edvel \u00e0 vida recebida como dom e a ser gerada nos outros. Promove um homem sem voca\u00e7\u00e3o e cria uma mentalidade individualista incompat\u00edvel com a solidariedade aut\u00eantica.  7. \u00c9 neste contexto s\u00f3cio-cultural que est\u00e3o inseridos os jovens, que s\u00e3o os principais destinat\u00e1rios da Pastoral Vocacional. Prevalece, por um lado, uma certa imagem negativa sobre as realidades vocacionais da Igreja, muito especialmente acerca da voca\u00e7\u00e3o presb\u00edteros e dos consagrados, e tamb\u00e9m da voca\u00e7\u00e3o matrimonial. Ao mesmo tempo, muitos jovens est\u00e3o animados pela busca sincera de uma aut\u00eantica espiritualidade e pela procura do sentido para as suas vidas, est\u00e3o abertos a Deus enquanto sentido \u00faltimo das suas exist\u00eancias, promovem em si mesmos e \u00e0 sua volta atitudes de confian\u00e7a, optimismo e esperan\u00e7a, empenham-se corajosamente nas quest\u00f5es sociais, lutam por uma nova sociedade mais humana, mais fraterna e mais solid\u00e1ria, entregam-se generosamente em ac\u00e7\u00f5es de voluntariado.  8. Algumas express\u00f5es do modo de compreender a realidade vocacional podem ser uma manifesta\u00e7\u00e3o do subjectivismo e do individualismo, t\u00e3o caracter\u00edsticos da cultura actual. A voca\u00e7\u00e3o corre o risco de ser compreendida de um modo individualista e intimista e n\u00e3o tanto como um dom, e de aparecer como um direito que visa apenas a realiza\u00e7\u00e3o de um projecto pessoal de vida segundo crit\u00e9rios subjectivos e selectivos e n\u00e3o segundo o crit\u00e9rio evang\u00e9lico de \u201cperder a vida\u201d por Cristo e pelo Reino. Todavia, a busca inicial de realiza\u00e7\u00e3o pessoal, muito frequente, deve abrir-se  \u00e0 perspectiva do servi\u00e7o eclesial. \u00c9 um processo de crescimento e de abertura de perspectivas da voca\u00e7\u00e3o ao minist\u00e9rio ordenado, que deriva da Igreja e da sua media\u00e7\u00e3o, que se faz reconhecer na Igreja, e que se configura, tamb\u00e9m e necessariamente, como servi\u00e7o \u00e0 Igreja.  9. Acresce a tudo isto que nas nossas comunidades muitos fieis manifestam desinteresse pela cultura vocacional, esquecendo que todos e cada um dos membros das comunidades crist\u00e3s s\u00e3o respons\u00e1veis pela promo\u00e7\u00e3o das diversas voca\u00e7\u00f5es eclesiais para a constru\u00e7\u00e3o do Reino de Deus, a consagra\u00e7\u00e3o do mundo e a edifica\u00e7\u00e3o da Igreja: as voca\u00e7\u00f5es ao minist\u00e9rio ordenado e de especial consagra\u00e7\u00e3o, e as voca\u00e7\u00f5es laicais.  Al\u00e9m disso, a escassez do n\u00famero das voca\u00e7\u00f5es sacerdotais e de especial consagra\u00e7\u00e3o conduz, por vezes, a uma Pastoral Vocacional que acentua mais as tarefas e actividades a realizar, do que o mist\u00e9rio de Cristo e da Igreja que cada voca\u00e7\u00e3o cont\u00e9m e est\u00e1 chamada a significar.   Discernimento evang\u00e9lico da situa\u00e7\u00e3o actual  10. Para compreender as propostas vocacionais no \u00e2mbito da vida crist\u00e3, \u00e9 importante o conhecimento preciso e concreto da situa\u00e7\u00e3o em que est\u00e3o inseridas, nas suas reais circunst\u00e2ncias s\u00f3cio-culturais e eclesiais. Mas mais importante \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o, entrela\u00e7ada de ambival\u00eancias e contradi\u00e7\u00f5es, obst\u00e1culos e aberturas, elementos negativos e de esperan\u00e7a. A situa\u00e7\u00e3o exige de todos n\u00f3s um discernimento \u00e0 luz do Evangelho vivo e pessoal de Jesus Cristo e com o dom do Esp\u00edrito Santo. Trata-se da exig\u00eancia permanente da Igreja em auscultar os sinais os tempos e interpret\u00e1-los \u00e0 luz do Evangelho, para que possa dar resposta \u00e0s quest\u00f5es perenes sobre o sentido da vida, fundamentado em Jesus Cristo.  11. \u201cO discernimento evang\u00e9lico v\u00ea, na situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e nas suas vicissitudes e circunst\u00e2ncias, n\u00e3o um simples \u00abdado\u00bb a registar com precis\u00e3o, frente ao qual \u00e9 poss\u00edvel permanecer na indiferen\u00e7a ou na passividade, mas uma \u00abtarefa\u00bb, um desafio \u00e0 liberdade respons\u00e1vel, quer do indiv\u00edduo quer da comunidade. \u00c9 um \u00abdesafio\u00bb que est\u00e1 ligado a um \u00abapelo\u00bb, que Deus faz ressoar na pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica: tamb\u00e9m nele e atrav\u00e9s dele, Deus chama o crente, e antes ainda a Igreja, a fazer com que \u00abo Evangelho da voca\u00e7\u00e3o e do sacerd\u00f3cio\u00bb exprima a sua verdade perene nas novas circunst\u00e2ncias da vida\u201d (4) . Este desafio exige, pois, n\u00e3o s\u00f3 o aprofundamento da compreens\u00e3o da voca\u00e7\u00e3o de todo o baptizado e das v\u00e1rias voca\u00e7\u00f5es ao sacerd\u00f3cio ministerial e \u00e0 vida de especial consagra\u00e7\u00e3o religiosa e secular, mas tamb\u00e9m a promo\u00e7\u00e3o de uma \u201cnova cultura vocacional\u201d nos jovens e nas fam\u00edlias, e, como recomenda Jo\u00e3o Paulo II, um \u201csalto de qualidade\u201d na praxis da pastoral vocacional (5), como veremos adiante.   II \u2013 PRINC\u00cdPIOS DA PASTORAL VOCACIONAL  Chamados \u00e0 comunh\u00e3o  12. A ac\u00e7\u00e3o vocacional na pessoa s\u00f3 pode acontecer num dinamismo de alian\u00e7a e de comunh\u00e3o com Deus no amor. Consciente de que foi escolhido por Deus desde sempre, o indiv\u00edduo que \u00e9 chamado deixa-se envolver na aventura da rela\u00e7\u00e3o e do amor. Homem de Deus que faz uma experi\u00eancia di\u00e1ria de comunh\u00e3o e de di\u00e1logo com Deus, o chamado descobre os projectos de Deus, identifica-se com eles e aceita testemunh\u00e1-los no mundo.  O amor de Deus que lhe enche o cora\u00e7\u00e3o, compromete-o no amor aos irm\u00e3os. \u201c\u00c9 por isso que todos saber\u00e3o que sois meus disc\u00edpulos, se vos amardes uns aos outros\u201d (Jo 13,35). A caridade \u00e9 verdadeiramente o cora\u00e7\u00e3o da Igreja, o amor \u00e9 a chave de todas as voca\u00e7\u00f5es, no dizer de S. Teresa de Lisieux: \u201cCompreendi que a Igreja tem um cora\u00e7\u00e3o, um cora\u00e7\u00e3o ardente de amor; compreendi que s\u00f3 o amor fazia actuar os membros da Igreja; compreendi que o amor encerra em si todas as voca\u00e7\u00f5es, que o amor \u00e9 tudo\u201d (6).  13. Falar da voca\u00e7\u00e3o e das voca\u00e7\u00f5es significa falar da realidade mais profunda da pessoa. N\u00e3o se trata apenas de buscar a satisfa\u00e7\u00e3o de um mero desejo pessoal ou de se sentir realizado em determinadas tarefas gratificantes. \u00c9 um processo que se passa ao n\u00edvel mais profundo da pessoa. O mais importante e decisivo \u00e9 a resposta ao chamamento a seguir Jesus na Igreja e a continuar a sua miss\u00e3o no mundo, que pode levar \u00e0 consagra\u00e7\u00e3o total da pessoa. Qualquer tipo de voca\u00e7\u00e3o assumida nesta perspectiva, abre para um projecto belo e nobre de realiza\u00e7\u00e3o da pessoa humana nas suas mais profundas aspira\u00e7\u00f5es: no dom de si, na rela\u00e7\u00e3o com os outros, na transforma\u00e7\u00e3o da sociedade e do mundo, segundo o projecto salv\u00edfico de Deus  14. A ac\u00e7\u00e3o vocacional procede da decis\u00e3o amorosa e maternal da Igreja de prestar o melhor servi\u00e7o a todas e a cada uma das pessoas, para serem elas mesmas segundo o projecto de Deus, para descobrirem \u201co dom de Deus\u201d e o Seu amor incondicional e \u00fanico e para assumirem o servi\u00e7o salv\u00edfico que devem prestar na Igreja e no mundo.   15. A ac\u00e7\u00e3o vocacional tem como dever \u201cpremente e irrecus\u00e1vel anunciar e testemunhar o sentido crist\u00e3o da voca\u00e7\u00e3o\u201d, a boa not\u00edcia do chamamento. O povo crist\u00e3o tem direito a escutar este \u201cEvangelho da Voca\u00e7\u00e3o\u201d. Deste Evangelho faz parte a proclama\u00e7\u00e3o da especificidade e do valor das diversas voca\u00e7\u00f5es: minist\u00e9rio ordenado (presb\u00edteros e di\u00e1conos), vida consagrada religiosa e secular, e laical. Deve proclamar a beleza inestim\u00e1vel do celibato e da virgindade como formas de viver o amor \u201ccom um cora\u00e7\u00e3o novo, grande e puro, com um aut\u00eantico esquecimento de si mesmo, com dedica\u00e7\u00e3o plena, cont\u00ednua e fiel\u201d (7), assim como anunciar a complementaridade da castidade conjugal e da castidade celibat\u00e1ria.  16. A ac\u00e7\u00e3o vocacional deve procurar atingir todas as pessoas, em todas as idades e ao longo de toda a vida. A pastoral vocacional n\u00e3o conhece fronteiras; dirige-se a todos e n\u00e3o apenas a algumas pessoas privilegiadas, porque todo o ser humano tem o desejo de conhecer o sentido da vida e do seu lugar na hist\u00f3ria; \u00e9 uma proposta cont\u00ednua que n\u00e3o acontece apenas uma vez na vida; n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para jovens, pois o convite do Senhor a segui-lo dirige-se a todas as idades e a voca\u00e7\u00e3o considera-se plenamente realizada na hora da morte (8).  17. A ac\u00e7\u00e3o vocacional acontece no mist\u00e9rio de Deus: &#8211; parte do Mist\u00e9rio de Deus para reconduzir ao mist\u00e9rio do homem,  &#8211; parte da centralidade da Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo na vida da Igreja e na voca\u00e7\u00e3o para provocar a resposta da pessoa,  &#8211; parte do dinamismo radical da escatologia para captar os sinais do Esp\u00edrito na hist\u00f3ria. Sem esta abertura ao mist\u00e9rio em sentido pleno, n\u00e3o existe voca\u00e7\u00e3o nem pastoral vocacional. A pessoa humana realiza-se vocacionalmente neste movimento que envolve toda a sua vida e que \u00e9 o fundamento do caminho de discernimento vocacional.  Chamados a anunciar o Evangelho da Esperan\u00e7a  18. Toda a pastoral da Igreja tem o seu fundamento teol\u00f3gico na eclesiologia renovadora do Conc\u00edlio Vaticano II, que define a Igreja como comunh\u00e3o e miss\u00e3o. A comunh\u00e3o encarna e manifesta a ess\u00eancia da Igreja. \u201cPromover uma espiritualidade de comunh\u00e3o, elevando-a ao n\u00edvel de princ\u00edpio educativo em todos os lugares onde se plasma o homem e o crist\u00e3o, onde se educam os ministros do altar, os consagrados, os agentes pastorais, onde se constroem as fam\u00edlia e as comunidades\u2026\u201d (9), antes de quaisquer programas, iniciativas ou ac\u00e7\u00f5es pastorais, \u00e9 o grande desafio para todos os que procuram ser fi\u00e9is ao des\u00edgnio de Deus e corresponder \u00e0s expectativas do mundo. A pastoral das voca\u00e7\u00f5es, situa-se na compreens\u00e3o da Igreja como comunh\u00e3o e miss\u00e3o. Sendo assim, os vocacionados ao minist\u00e9rio d\u00e3o continuidade ao servi\u00e7o de Jesus, ungido pelo Esp\u00edrito Santo, para levar a Boa Nova aos pobres, a luz aos que andam nas trevas, a liberdade aos que est\u00e3o prisioneiros, a vida a todos os homens.   19. Toda a voca\u00e7\u00e3o na Igreja est\u00e1 ao servi\u00e7o da santidade. Algumas, como a voca\u00e7\u00e3o ao minist\u00e9rio ordenado e \u00e0 vida consagrada, fazem-no de modo singular. A voca\u00e7\u00e3o sacerdotal \u201c\u00e9 essencialmente uma chamada \u00e0\u00a0santidade na forma que nasce do Sacramento da Ordem. A santidade \u00e9 intimidade com Deus, \u00e9 imita\u00e7\u00e3o de Cristo pobre, casto e humilde; \u00e9 amor sem reserva \u00e0s almas e entrega pelo seu pr\u00f3prio bem; \u00e9 amor \u00e0 Igreja que \u00e9 santa e nos quer santos, porque assim \u00e9 a miss\u00e3o que Cristo lhe confiou. Cada um de v\u00f3s deve ser santo tamb\u00e9m para ajudar os irm\u00e3os a seguir a sua voca\u00e7\u00e3o \u00e0 santidade\u201d (10). A vida consagrada revela a \u00edntima natureza de toda a voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u00e0 santidade e a tens\u00e3o de toda a Igreja-Esposa para Cristo, seu \u00fanico Esposo, apontando para o valor absoluto e escatol\u00f3gico da proposta de vida assumida.  20. A Igreja, chamada por Deus, constitu\u00edda no mundo como comunidade de chamados, \u00e9, por sua vez instrumento do chamamento de Deus. \u201cA comunidade que toma consci\u00eancia de ser chamada, ao mesmo tempo toma consci\u00eancia de que deve chamar continuamente. Atrav\u00e9s e ao longo desse chamamento, nas suas v\u00e1rias formas, flui tamb\u00e9m o apelo que vem de Deus\u201d (11). Neste sentido a Igreja \u00e9 m\u00e3e de voca\u00e7\u00f5es, geradora e educadora de voca\u00e7\u00f5es: com a for\u00e7a do Esp\u00edrito, f\u00e1-las nascer, protege-as e alimenta-as; procura que tenham uma adequada forma\u00e7\u00e3o inicial e permanente, acompanhando-as ao longo do caminho.   III \u2013 ORIENTA\u00c7\u00d5ES PARA A PASTORAL VOCACIONAL  Linhas de for\u00e7a da ac\u00e7\u00e3o vocacional  Uma cultura do chamamento.  21. Comunidade de chamados, a Igreja chama. \u201cAs novas condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e culturais exigem que a pastoral das voca\u00e7\u00f5es seja vista como um dos objectivos prim\u00e1rios de toda a comunidade crist\u00e3\u201d (12). Isto sup\u00f5e e exige dar in\u00edcio a uma cultura do chamamento, ou seja, passar de uma atitude da espera e do acolhimento dos que se sentem chamados e se oferecem para as diversas voca\u00e7\u00f5es, especialmente para o sacerd\u00f3cio ministerial e para a vida de especial consagra\u00e7\u00e3o religiosa e secular, a uma pastoral da proposta directa, do convite e do chamamento pessoal. Torna-se urgente o an\u00fancio expl\u00edcito da excel\u00eancia e da riqueza das voca\u00e7\u00f5es de especial consagra\u00e7\u00e3o aos jovens. Consequentemente, a pastoral deve ser mais corajosa e franca em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 proposta vocacional, mais concreta e incisiva na apresenta\u00e7\u00e3o da mensagem-proposta, mais dirigida \u00e0 pessoa e n\u00e3o apenas ao grupo, mais feita de envolvimento concreto e n\u00e3o de apelos vagos a uma f\u00e9 abstracta e distante da vida, mais provocadora do que consoladora.  A responsabilidade \u00e9 de toda a Igreja.   22. Todos e cada um dos membros da Igreja devem ser mediadores da proposta vocacional. Os Bispos e os Sacerdotes t\u00eam um lugar especial nesta media\u00e7\u00e3o que, de modo algum, se esgota neles. Por for\u00e7a da sua f\u00e9, o disc\u00edpulo de Jesus deve tomar sobre si a voca\u00e7\u00e3o do outro. O minist\u00e9rio do apelo vocacional diz respeito a todo o crist\u00e3o: aos pais, aos catequistas, aos educadores, aos professores, em especial os professores de Educa\u00e7\u00e3o Moral e Religiosa Cat\u00f3lica, e n\u00e3o apenas aos bispos, presb\u00edteros e di\u00e1conos ou aos consagrados da vida religiosa e secular. Do mesmo modo, o apelo vocacional, deve ser uma ac\u00e7\u00e3o que envolve toda a comunidade nas suas diversas express\u00f5es: fam\u00edlias crist\u00e3s, grupos, movimentos, par\u00f3quias, dioceses, institutos religiosos e seculares.  A ac\u00e7\u00e3o vocacional \u00e9 a categoria unificadora da pastoral em geral.  23. Acolhendo os sinais da presen\u00e7a do Esp\u00edrito na Igreja, \u201ctrata-se antes de mais nada de introduzir o an\u00fancio vocacional nos sulcos da pastoral ordin\u00e1ria\u201d (13). O objectivo da pastoral e o crit\u00e9rio de avalia\u00e7\u00e3o est\u00e1 nessa rela\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca com a dimens\u00e3o vocacional.  A pastoral vocacional entende-se em \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com as outras dimens\u00f5es da pastoral (familiar e cultural, lit\u00fargica e sacramental), com a catequese e as formas de catecumenato, com os v\u00e1rios grupos de anima\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3, com os movimentos e, especialmente, com a pastoral juvenil. Em todo este processo ter\u00e1 um papel importante a solicitude dos pais crist\u00e3os.  A Pastoral Juvenil \u00e9 insepar\u00e1vel da Pastoral Vocacional.  24. Como j\u00e1 afirm\u00e1mos no Documento Bases para a Pastoral Juvenil, \u201ca pastoral juvenil \u00e9 insepar\u00e1vel da pastoral vocacional, dado que s\u00e3o especialmente os jovens que se encontram perante os desafios do compromisso, que resulta de uma livre e esclarecida op\u00e7\u00e3o de vida, em ordem ao futuro. A educa\u00e7\u00e3o da f\u00e9 deve, portanto, de modo sistem\u00e1tico, abrir os jovens para a descoberta e compromisso, por for\u00e7a da f\u00e9 e da gra\u00e7a baptismal, para a vida matrimonial, para o minist\u00e9rio ordenado, para a consagra\u00e7\u00e3o religiosa ou laical, para as novas formas est\u00e1veis de empenhamento apost\u00f3lico na Igreja e na sociedade (\u2026) Os Servi\u00e7os da pastoral juvenil e da pastoral vocacional devem, por tudo isto, trabalhar em estreita colabora\u00e7\u00e3o\u201d (14) . Neste sentido, todos os intervenientes na educa\u00e7\u00e3o dos jovens s\u00e3o tamb\u00e9m correspons\u00e1veis na pastoral vocacional, e ter\u00e3o em conta os desafios que daqui nascem.   Rezar pelas voca\u00e7\u00f5es.   25. Dom do Pai e situadas no plano do mist\u00e9rio que s\u00f3 Deus conhece e pode revelar, as voca\u00e7\u00f5es nascem e desenvolvem-se gra\u00e7as \u00e0 media\u00e7\u00e3o da Igreja orante.  Na verdade, Deus ao prometer  \u00e0 sua Igreja pastores segundo o seu cora\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m diz: \u201cRogai ao Senhor da messe que envie trabalhadores para a Sua messe\u201d (Mt 9,38). Por isso, a ora\u00e7\u00e3o, que empenha n\u00e3o apenas os indiv\u00edduos mas tamb\u00e9m todas as comunidades eclesiais, \u00e9 a base de toda a pastoral vocacional e \u00e9 caminho para o discernimento vocacional.  A ora\u00e7\u00e3o, em particular a eucaristia e a adora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, possibilita o encontro profundo do orante com a pessoa de Jesus Cristo em toda a sua plenitude e a resposta  ao seu chamamento, deixando tudo para o seguir. Adquire aqui particular import\u00e2ncia a ora\u00e7\u00e3o da \u201clectio divina\u201d em perspectiva vocacional. A leitura frequente da Palavra de Deus, feita na ora\u00e7\u00e3o, leva o orante a dispor a mente e o cora\u00e7\u00e3o para reconhecer a Palavra que chama sem cessar. As \u201ccasas de ora\u00e7\u00e3o\u201d ou \u201ccasas da Palavra\u201d s\u00e3o fundamentais para as voca\u00e7\u00f5es.  Incentivar a dimens\u00e3o interpelativa da liturgia.  26. Torna-se necess\u00e1rio redescobrir a liturgia como lugar de encontro vocacional:  &#8211; Na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, exaltando o sentido da oferta espont\u00e2nea, consciente, generosa e total de si mesmo, e a obla\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria vida no desempenho dos diversos minist\u00e9rios necess\u00e1rios para o servi\u00e7o do Povo de Deus e da causa de Jesus. Neste aspecto h\u00e1 que prestar aten\u00e7\u00e3o aos ac\u00f3litos. Eles \u201cconstituem um viveiro de voca\u00e7\u00f5es sacerdotais (15) &#8230; se bem acompanhados. &#8211; Na celebra\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios sacramentos, especialmente do Crisma, aprofundando a dimens\u00e3o vocacional da vida crist\u00e3 e abrindo para a compreens\u00e3o dos diversos minist\u00e9rios indispens\u00e1veis \u00e0 vida e \u00e0 miss\u00e3o da comunidade crist\u00e3, bem como \u00e0 participa\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria e gratuita na comunidade humana (16);  &#8211; Na celebra\u00e7\u00e3o do Matrim\u00f3nio fazendo descobrir o matrim\u00f3nio como voca\u00e7\u00e3o e a fam\u00edlia como Igreja dom\u00e9stica, m\u00e3e e geradora de voca\u00e7\u00f5es.  Redescobrir o acompanhamento espiritual pessoal.  27. Para cumprir a sua miss\u00e3o de guia de cada pessoa na descoberta da pr\u00f3pria voca\u00e7\u00e3o, a ac\u00e7\u00e3o vocacional deve empenhar-se na redescoberta da tradi\u00e7\u00e3o do acompanhamento espiritual pessoal mediante o qual se visibiliza o acompanhamento do Mestre interior que \u00e9 o Esp\u00edrito, o grande animador de toda a voca\u00e7\u00e3o, Aquele que acompanha o caminho para que chegue \u00e0 meta. Este acompanhamento, n\u00e3o sendo exclusivo dos sacerdotes, exige do acompanhante dedica\u00e7\u00e3o de tempo e energias, mesmo que se tenham que relegar para segundo plano outras coisas consideradas boas e \u00fateis, compet\u00eancia e entusiasmo para ajudarem as pessoas a seguir Cristo.  Viver a alegria da fidelidade \u00e0 voca\u00e7\u00e3o.  28. A ac\u00e7\u00e3o vocacional deve ajudar a viver fielmente aqueles que foram chamados a uma determinada voca\u00e7\u00e3o. Insere-se no dinamismo de uma aut\u00eantica pastoral de fidelidade \u00e0 pr\u00f3pria voca\u00e7\u00e3o, que tem por base a dimens\u00e3o testemunhal da voca\u00e7\u00e3o como caminho de felicidade no servi\u00e7o da Igreja.  Fomentar as experi\u00eancias do voluntariado.  29. A ac\u00e7\u00e3o vocacional dever\u00e1 fomentar e apoiar as experi\u00eancias do voluntariado como \u201cpastoral do servi\u00e7o\u201d gratuito, especialmente aos mais pobres e necessitados, educando para o valor do sacrif\u00edcio, da doa\u00e7\u00e3o incondicional e gratuita, para o empenhamento desinteressado, para aceitar o convite a perder a vida. Deste modo, o voluntariado converter-se-\u00e1 em caminho de compromissos progressivos que podem levar, de chamamento em chamamento, a decis\u00f5es definitivas, at\u00e9 numa voca\u00e7\u00e3o de especial consagra\u00e7\u00e3o.  Desafios \u00e0 Pastoral Vocacional  Necessidade e urg\u00eancia de uma estrutura global.  30. Falando especificamente das voca\u00e7\u00f5es ao sacerd\u00f3cio e de especial consagra\u00e7\u00e3o, Jo\u00e3o Paulo II prop\u00f5e esta orienta\u00e7\u00e3o fundamental para o novo mil\u00e9nio: \u201c\u00e9 necess\u00e1rio e urgente estruturar uma vasta e capilar pastoral das voca\u00e7\u00f5es, que envolva as par\u00f3quias, os centros educativos, as fam\u00edlias, suscitando uma reflex\u00e3o mais atenta sobre os valores essenciais da vida, cuja s\u00edntese decisiva est\u00e1 na resposta que cada um \u00e9 convidado a dar ao chamamento de Deus, especialmente quando este pede a total doa\u00e7\u00e3o de si mesmo e das pr\u00f3prias for\u00e7as \u00e0 causa do Reino\u201d (17). A recente Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Ecclesia in Europa fala da voca\u00e7\u00e3o como miss\u00e3o de toda a Igreja ao servi\u00e7o do Evangelho da esperan\u00e7a: \u201cServir o Evangelho da esperan\u00e7a com uma caridade que evangeliza \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o e responsabilidade de todos. De facto, seja qual for o carisma e o minist\u00e9rio de cada um, a caridade \u00e9 a estrada mestra apontada a todos e que todos podem percorrer: \u00e9 a estrada que toda a comunidade eclesial \u00e9 chamada a percorrer seguindo as pegadas do seu Mestre\u201d (18).  Nova cultura vocacional.  31. Promover uma cultura da voca\u00e7\u00e3o implica fomentar a cultura da vida e da abertura \u00e0 vida, discernir o significado do viver e do morrer, incentivar a busca de sentido e o desejo da verdade, colocar as grandes perguntas que d\u00e3o sentido pleno \u00e0s pequenas respostas que provocam grandes decis\u00f5es, como a op\u00e7\u00e3o pela f\u00e9. A pen\u00faria das \u201cvoca\u00e7\u00f5es espec\u00edficas\u201d tem a ver com a aus\u00eancia de cultura da voca\u00e7\u00e3o, apoiada num modelo de homem sem voca\u00e7\u00e3o. Esta nova cultura vocacional, inerente a todo o crente e \u00e0 comunidade crist\u00e3, abrange todo um conjunto de valores n\u00e3o muito emergentes na cultura actual: a gratid\u00e3o, o acolhimento do mist\u00e9rio, a compreens\u00e3o do homem como ser na sua finitude, a abertura ao transcendente, a disponibilidade em se deixar chamar pelos outros ou pelo Outro, a confian\u00e7a em si pr\u00f3prio e no pr\u00f3ximo, a liberdade de acolher responsavelmente o dom recebido.  \u201cSalto de qualidade\u201d na pastoral vocacional.  32. Este \u201csalto de qualidade\u201d significa a exig\u00eancia de uma mudan\u00e7a radical, que tenta compreender a direc\u00e7\u00e3o que Deus est\u00e1 a imprimir \u00e0 nossa hist\u00f3ria: &#8211; a pastoral das voca\u00e7\u00f5es como express\u00e3o da maternidade da Igreja, aberta ao plano de Deus que nela gera vida; a promo\u00e7\u00e3o de todas as voca\u00e7\u00f5es;  &#8211; a coragem de apresentar a todos o an\u00fancio e a proposta vocacional;  &#8211; a actividade vocacional marcada pela esperan\u00e7a crist\u00e3, que nasce da f\u00e9 e se projecta na novidade e no futuro de Deus;  &#8211; a certeza de que em toda a pessoa h\u00e1 um dom de Deus \u00e0 espera de ser descoberto;  &#8211; o objectivo da promo\u00e7\u00e3o vocacional como servi\u00e7o \u00e0 pessoa para que saiba discernir o projecto de Deus na sua vida para a edifica\u00e7\u00e3o da comunidade;  &#8211; a certeza de que Deus continua a chamar em toda a Igreja e em todo o lugar;  &#8211; a educa\u00e7\u00e3o vocacional inspirada no m\u00e9todo do acompanhamento;  &#8211; o animador vocacional como educador para a f\u00e9 e formador de voca\u00e7\u00f5es, numa ac\u00e7\u00e3o mais conjunta;  &#8211; a coragem do inconformismo e do questionamento, na busca de um novo impulso criativo e testemunhal; &#8211; a voca\u00e7\u00e3o como realiza\u00e7\u00e3o profunda da pessoa, na resposta ao chamamento especial de Deus.   IV \u2013 ESTRUTURAS PASTORAIS  33. A Igreja como comunidade de convocados deve manifestar em toda a sua ac\u00e7\u00e3o vocacional a comunh\u00e3o das diferentes voca\u00e7\u00f5es entre si e a preocupa\u00e7\u00e3o por todas as voca\u00e7\u00f5es. Por isso, na direc\u00e7\u00e3o, na orienta\u00e7\u00e3o e nas actividades de todos os organismos e estruturas, a n\u00edvel paroquial, diocesano e nacional, dever\u00e3o estar representadas, na sua pluralidade, as voca\u00e7\u00f5es e minist\u00e9rios eclesiais. Esta exig\u00eancia n\u00e3o corresponde apenas a uma quest\u00e3o meramente organizativa, mas \u00e9 manifesta\u00e7\u00e3o e fruto do esp\u00edrito novo que deve estar presente na pastoral vocacional da Igreja, que \u00e9 o esp\u00edrito de comunh\u00e3o. \u201cA crise vocacional \u00e9 tamb\u00e9m crise de comunh\u00e3o em promover e fazer crescer as voca\u00e7\u00f5es\u201d (19). As voca\u00e7\u00f5es desenvolvem-se onde se vive um esp\u00edrito autenticamente eclesial, numa Igreja como comunh\u00e3o.  34. Dissemos que toda a ac\u00e7\u00e3o pastoral tem uma dimens\u00e3o vocacional. Nesse sentido, temos a tarefa de promover formas para que esse dinamismo vocacional se concretize nas nossas Igrejas particulares: \u201co Bispo h\u00e1-de procurar que a pastoral juvenil e vocacional seja confiada a sacerdotes e outras pessoas capazes de transmitirem, com o entusiasmo e o exemplo da sua vida, o amor a Jesus. A sua miss\u00e3o ser\u00e1 acompanhar os jovens, por meio duma rela\u00e7\u00e3o pessoal de amizade e, se poss\u00edvel, de direc\u00e7\u00e3o espiritual, para ajud\u00e1-los a identificarem os sinais de voca\u00e7\u00e3o de Deus e a buscarem a for\u00e7a para lhe corresponder na gra\u00e7a dos sacramentos e na vida de ora\u00e7\u00e3o, que \u00e9 primariamente uma escuta de Deus que fala\u201d (20).  Nas dioceses e par\u00f3quias, fam\u00edlias e centros educativos, movimentos e institutos de vida consagrada, \u00e9 urgente e necess\u00e1rio que todos se envolvam nas estruturas da pastoral das voca\u00e7\u00f5es de uma maneira empenhada e interpeladora.  35. A ac\u00e7\u00e3o vocacional n\u00e3o se pode realizar de um modo ocasional, espor\u00e1dico e fragmentado, mas de forma permanente, sistem\u00e1tica e programada. Para isto tem necessidade de estruturas e organismos que animem, coordenem e unifiquem as for\u00e7as ao servi\u00e7o de todas as voca\u00e7\u00f5es. Isto exige, nos diferentes n\u00edveis, uma equipa suficiente de pessoas plenamente dispon\u00edveis e dedicadas \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o destes programas. Nesta perspectiva de pastoral vocacional aberta a toda a voca\u00e7\u00e3o, apontamos estruturas cuja ac\u00e7\u00e3o vocacional procurar\u00e1 dar uma aten\u00e7\u00e3o particular \u00e0s voca\u00e7\u00f5es sacerdotais e de especial consagra\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de procurarem gerar dinamismos de comunh\u00e3o e de inser\u00e7\u00e3o da perspectiva vocacional em toda a pastoral da Igreja, os v\u00e1rios organismos e estruturas pastorais, j\u00e1 existentes ou a serem criados, dever\u00e3o assumir com todo o cora\u00e7\u00e3o: \u201ca promo\u00e7\u00e3o de uma aut\u00eantica cultura vocacional na sociedade civil e eclesial, e a forma\u00e7\u00e3o dos educadores-formadores vocacionais, verdadeiro elemento central e estrat\u00e9gico da actual pastoral vocacional\u201d (21).  A n\u00edvel paroquial  36. Reconhecendo que toda a ac\u00e7\u00e3o vocacional \u00e9 a \u201ccategoria unificadora da pastoral em geral\u201d, o Conselho Pastoral Paroquial deve ser o lugar privilegiado do interesse pela Pastoral das Voca\u00e7\u00f5es nas par\u00f3quias. Sinal de unidade e de comunh\u00e3o e lugar onde brotam as preocupa\u00e7\u00f5es, necessidades e esperan\u00e7as da comunidade crist\u00e3, o Conselho Pastoral Paroquial dever\u00e1, na sua programa\u00e7\u00e3o anual, prever e promover que toda a pastoral seja vocacional e, nomeadamente: &#8211; sensibilizar para uma vis\u00e3o da comunidade paroquial como uma comunidade de minist\u00e9rios; &#8211; sensibilizar para a realidade das voca\u00e7\u00f5es, nomeadamente para as voca\u00e7\u00f5es de especial consagra\u00e7\u00e3o; &#8211; promover grupos de ora\u00e7\u00e3o pelas voca\u00e7\u00f5es; &#8211; promover momentos de forma\u00e7\u00e3o sobre a Voca\u00e7\u00e3o; &#8211; sensibilizar as fam\u00edlias, os catequistas, os educadores, os movimentos, os agentes pastorais para a urg\u00eancia da Pastoral Vocacional; &#8211; criar uma equipa de anima\u00e7\u00e3o vocacional; &#8211; dinamizar, entre outras, a Semana Diocesana dos Semin\u00e1rios e a Semana de Ora\u00e7\u00e3o pelas Voca\u00e7\u00f5es.  A n\u00edvel diocesano  37. A presen\u00e7a activa de um Centro (Servi\u00e7o, Secretariado, Obra, Departamento) Diocesano das Voca\u00e7\u00f5es tem como finalidade envolver toda a diocese no despertar das voca\u00e7\u00f5es e no seu acompanhamento, promovendo uma ac\u00e7\u00e3o vocacional unificada, ao servi\u00e7o da comunh\u00e3o. Sem absorver as fun\u00e7\u00f5es dos outros organismos diocesanos, o Centro Diocesano das Voca\u00e7\u00f5es, deve a todos animar para que, no terreno que lhes \u00e9 pr\u00f3prio, tomem em considera\u00e7\u00e3o a responsabilidade no campo das voca\u00e7\u00f5es. Sob a orienta\u00e7\u00e3o do Bispo Diocesano e com a presen\u00e7a dos representantes de todas as Voca\u00e7\u00f5es existentes na Diocese, este Centro (Servi\u00e7o, Secretariado, Obra, Departamento) tem como fun\u00e7\u00f5es: &#8211; Ajudar a que a Pastoral Vocacional se insira nos v\u00e1rios sulcos da pastoral ordin\u00e1ria (vicarial e diocesana); &#8211; Ser lugar de encontro de pessoas, institui\u00e7\u00f5es e associa\u00e7\u00f5es, para que todos se  comprometam na ac\u00e7\u00e3o vocacional, respeitando os carismas e tarefas de cada um, nomeadamente as fam\u00edlias, os movimentos, os institutos de vida consagrada, os institutos seculares, os educadores, os professores, etc.; &#8211; Preparar e oferecer subs\u00eddios pastorais de utilidade comum; &#8211; Promover a forma\u00e7\u00e3o de educadores e animadores vocacionais.   A n\u00edvel nacional  38. O Servi\u00e7o Nacional das Voca\u00e7\u00f5es \u2013 que funcionar\u00e1 na depend\u00eancia da Comiss\u00e3o Episcopal do Clero Semin\u00e1rio e Voca\u00e7\u00f5es &#8211; \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o privilegiado da pastoral vocacional na comunh\u00e3o das Igrejas particulares. \u00c9 um instrumento apropriado para a partilha, estudo, programa\u00e7\u00e3o, anima\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o da pastoral comunit\u00e1ria de todas as voca\u00e7\u00f5es espec\u00edficas ao servi\u00e7o da Igreja. A este Servi\u00e7o correspondem os seguintes objectivos: &#8211; Ser lugar de encontro, de interc\u00e2mbio e de comunh\u00e3o com os Centros (Servi\u00e7o, Secretariado, Obra, Departamento) Diocesanos das Voca\u00e7\u00f5es. &#8211; Incentivar uma aut\u00eantica cultura vocacional na sociedade civil e eclesial, capaz de irradiar, com os meios e a linguagem mais adequados, a evangeliza\u00e7\u00e3o da voca\u00e7\u00e3o; &#8211; Divulgar as linhas da pastoral vocacional definidas pela Confer\u00eancia Episcopal; &#8211; Preparar subs\u00eddios pastorais de utilidade comum; &#8211; Formar os educadores e animadores das voca\u00e7\u00f5es; &#8211; Colaborar com outros organismos nacionais e internacionais, associa\u00e7\u00f5es, movimentos.    CONCLUS\u00c3O  39. Vivemos um tempo de perplexidade e de esperan\u00e7a. No Esp\u00edrito, somos interpelados a atitudes positivas de confian\u00e7a. Deus n\u00e3o abandona o Seu Povo. Este ser\u00e1 servido e a ele ser\u00e1 anunciada a Boa Nova por instrumentos mediadores adaptados aos tempos. Os modos ter\u00e3o de ser diferentes; a atitude de chamamento e resposta n\u00e3o podem mudar, s\u00e3o algo de permanente. Deus escolhe e chama, o homem responde livremente a esse apelo. O problema das voca\u00e7\u00f5es tem ra\u00edzes profundas. As voca\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, sacerdotais e de especial consagra\u00e7\u00e3o, precisam de um h\u00famus apropriado. \u00c9 preciso transformar a cultura, recuperar os valores, reencontrar o interesse pelas grandes quest\u00f5es da vida, retomar o sentido do mist\u00e9rio e do transcendente, ousar sonhar e ter ideais, cuidar da qualidade evang\u00e9lica da vida crist\u00e3. \u00c9 uma quest\u00e3o de vida da f\u00e9, que diz respeito a todos os crist\u00e3os.  40. Novas voca\u00e7\u00f5es surgir\u00e3o na medida em que houver compromisso e testemunho da voca\u00e7\u00e3o baptismal, comunidades eclesiais entusiasmadas com a presen\u00e7a do Ressuscitado e capazes de anunciar o Evangelho transformador da esperan\u00e7a. Na proposta vocacional, procurem as nossas comunidades eclesiais ser mais entusiastas e entusiasmadoras, mais alegres e vivas, menos t\u00edmidas e mais arrojadas, mais corajosas e encorajadoras, mais optimistas e portadoras de esperan\u00e7a. \u00c9 hora de chamar com a aud\u00e1cia dos verdadeiros ap\u00f3stolos. Tamb\u00e9m aqui \u00e9 imperioso \u201cfazer-se ao largo\u201d numa mentalidade nova e com iniciativas diferentes. \u00c9 fundamental suscitar e acompanhar voca\u00e7\u00f5es \u00e0 maneira de Jesus: semear, acreditando que \u00e9 Deus quem semeia; acompanhar, fazendo caminho com aquele que \u00e9 chamado \u00e0 voca\u00e7\u00e3o; descobrir que Jesus faz caminho com aquele que se v\u00ea chamado; falar com clareza e exig\u00eancia, apelando ao testemunho da radicalidade e \u00e0 imita\u00e7\u00e3o de Cristo sem reservas; ajudar a tomar decis\u00f5es e a comprometer-se; ajudar a descobrir crit\u00e9rios de discernimento vocacional.  41. O futuro da f\u00e9 crist\u00e3 passa pelo cuidado das voca\u00e7\u00f5es. Face \u00e0 cultura dominante e \u00e0 car\u00eancia de seminaristas e de aspirantes \u00e0 vida religiosa, a pastoral das voca\u00e7\u00f5es tem um papel determinante em suscitar, acompanhar e ajudar a discernir o servi\u00e7o dos ministros ordenados e dos consagrados, numa Igreja que deseja anunciar, celebrar e servir o Evangelho da esperan\u00e7a A quantos t\u00eam dedicado o seu melhor entusiasmo a esta causa deixamos uma palavra de gratid\u00e3o e apre\u00e7o, certos de que o Senhor da messe os recompensar\u00e1 abundantemente.   42. Exortamos todos os fi\u00e9is, em particular os jovens, para que tenham o cora\u00e7\u00e3o aberto ao chamamento do Senhor Jesus que convida a segui-lo, Ele que \u00e9 Caminho, Verdade e Vida. S\u00f3 Ele \u00e9 sentido pleno para a vida. Que a procura de Deus na ora\u00e7\u00e3o e a aten\u00e7\u00e3o aos sinais dos tempos sejam atitudes constantes que possibilitem o acolhimento dos apelos de Deus, como resposta \u00e0 voca\u00e7\u00e3o e desafio \u00e0 miss\u00e3o.  Exortamos todos os que aceitam o convite do Senhor a segui-Lo de maneira mais radical &#8211; presb\u00edteros, di\u00e1conos e consagrados religiosos e seculares &#8211; a que vivam e actuem de forma coerente com a sua op\u00e7\u00e3o vocacional. Sejam testemunhas alegres e aut\u00eanticas de Cristo Ressuscitado como \u00fanica esperan\u00e7a para o mundo. Vivam em gratuidade total o amor e o servi\u00e7o \u00e0 causa do Reino. Exortamos as fam\u00edlias, os catequistas e os professores crist\u00e3os a que promovam uma aut\u00eantica cultura vocacional, ajudando os jovens a descobrir o projecto que Deus tem para cada um, cultivando a disponibilidade em fazer da vida um dom para a miss\u00e3o, motivando-os para o encontro pessoal com o Senhor. Encorajamos as fam\u00edlias a viverem como verdadeiras \u201cigrejas dom\u00e9sticas\u201d, sendo espa\u00e7os que possibilitem o surgir das diferentes voca\u00e7\u00f5es.   Que a Virgem Maria, a mulher orante que na escuta de Deus soube dizer sim, seja modelo de disponibilidade total para aqueles que aceitam o projecto de Deus e geradora de voca\u00e7\u00f5es ao servi\u00e7o da Igreja para a vida do mundo.   F\u00e1tima, 22 de Abril de 2004.  ____________  Notas (1) JO\u00c3O PAULO II, Carta Apost\u00f3lica Novo Millennio Ineunte (Roma 2001), n\u00ba 46. (2) JO\u00c3O PAULO II, Carta Apost\u00f3lica Novo Millennio Ineunte (Roma 2001), n\u00ba 46. (3) Cf. JO\u00c3O PAULO II, Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Ecclesia in Europa (Roma 2003), n\u00ba 38. (4) JO\u00c3O PAULO II, Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Pastores Dabo Vobis (Roma 1992), n\u00ba 10. (5) Cf. OBRA PONTIF\u00cdCIA PARA AS VOCA\u00c7\u00d5ES ECLESI\u00c1STICAS, Novas Voca\u00e7\u00f5es para uma Nova Europa (In verbo tuo\u2026). Documento final do Congresso sobre Voca\u00e7\u00f5es para o Sacerd\u00f3cio e a Vida Consagrada na Europa, Roma, 5-10 de Maio de 1997 (Roma 1998) [NVNE], n\u00ba 13. (6) JO\u00c3O PAULO II, Carta Apost\u00f3lica Novo Millennio Ineunte (Roma 2001), n\u00ba 42. (7) JO\u00c3O PAULO II, Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Pastores Dabo Vobis (Roma 1992), n\u00ba 22. (8)Cf. OBRA PONTIF\u00cdCIA PARA AS VOCA\u00c7\u00d5ES ECLESI\u00c1STICAS, NVNE, n\u00ba 26. (9) JO\u00c3O PAULO II, Carta Apost\u00f3lica Novo Millennio Ineunte (Roma 2001), n\u00ba 43. (10) JO\u00c3O PAULO II, Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Pastores Dabo Vobis (Roma 1992), n\u00ba 33. (11) OBRA PONTIF\u00cdCIA PARA AS VOCA\u00c7\u00d5ES ECLESI\u00c1STICAS, NVNE, n\u00ba 19. (12) JO\u00c3O PAULO II, Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Ecclesia in Europa (Roma 2003), n\u00ba 40. (13) JO\u00c3O PAULO II, Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Ecclesia in Europa (Roma 2003), n\u00ba 40. (14) CONFER\u00caNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA, Bases para a Pastoral Juvenil (F\u00e1tima 2002), n\u00ba 18. (15) Cf. Carta do Santo Padre Jo\u00e3o Paulo II aos sacerdotes por ocasi\u00e3o de Quinta-feira Santa de 2004, n\u00ba 6. (16) Cf. CONFER\u00caNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA, Bases para a Pastoral Juvenil (F\u00e1tima 2002), n\u00ba 19. (17)JO\u00c3O PAULO II, Carta Apost\u00f3lica Novo Millennio Ineunte (Roma 2001), n\u00ba 46. (18) JO\u00c3O PAULO II, Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Ecclesia in Europa (Roma 2003), n\u00ba 33. (19) OBRA PONTIF\u00cdCIA PARA AS VOCA\u00c7\u00d5ES ECLESI\u00c1STICAS, NVNE, n\u00ba 29. (20) JO\u00c3O PAULO II, Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Pastores Gregis (Roma 2003), n\u00ba 54. (21) OBRA PONTIF\u00cdCIA PARA AS VOCA\u00c7\u00d5ES ECLESI\u00c1STICAS, NVNE, n\u00ba 29. \u0000<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novo documento da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-84","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - 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