{"id":7509,"date":"2022-08-29T16:27:07","date_gmt":"2022-08-29T15:27:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/?p=7509"},"modified":"2022-08-29T16:32:09","modified_gmt":"2022-08-29T15:32:09","slug":"x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\/","title":{"rendered":"X Simp\u00f3sio do Clero &#8211; Palavra de sauda\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>F\u00e1tima, 29-08-2022<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4>1. Sauda\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Sa\u00fado com alegria todos os participantes neste X Simp\u00f3sio do Clero \u2013 Bispos, Presb\u00edteros, Di\u00e1conos, seminaristas e outros fi\u00e9is \u2013 simp\u00f3sio que vai ganhando uma dimens\u00e3o referencial para o clero e para a Igreja em Portugal.<\/p>\n<p>Em tempos de mudan\u00e7a como aqueles que vivemos, encontros de reflex\u00e3o como este que estamos a iniciar s\u00e3o fundamentais, para afirmar a comunh\u00e3o, aprofundar as ra\u00edzes da nossa voca\u00e7\u00e3o e do servi\u00e7o que prestamos na Igreja. Mas devem proporcionar igualmente um esfor\u00e7o de compreens\u00e3o do mundo, em constante e profunda mudan\u00e7a. E, em tempos de mudan\u00e7a, como diz o Papa Francisco, \u00e9 importante voltar \u00e0 for\u00e7a das origens, para escutar e entender o que \u00e9 essencial e para afirmar uma renovada fidelidade, atenta \u00e0 necessidade de novas formas da afirma\u00e7\u00e3o da vitalidade do Esp\u00edrito que nos guia.<\/p>\n<p>O bin\u00f3mio da <em>identidade relacional<\/em> e do <em>minist\u00e9rio sinodal<\/em> do presb\u00edtero, a que se dedica o simp\u00f3sio (<em>Identidade Relacional e Minist\u00e9rio Sinodal do Presb\u00edtero<\/em>), constitui um horizonte apropriado para esta renova\u00e7\u00e3o. Afirmar a <em>identidade como rela\u00e7\u00e3o<\/em> constitui uma liberta\u00e7\u00e3o de si pr\u00f3prio para ir ao encontro do OUTRO (com Mai\u00fascula) e dos outros, irm\u00e3os e irm\u00e3s, de forma amiga e din\u00e2mica, pois Deus, sendo sempre Ele mesmo, n\u00e3o se revela de modo est\u00e1tico, mas assumiu carne humana, na sua fragilidade e evolu\u00e7\u00e3o, acompanhando-a pelo seu Esp\u00edrito como semente que deve crescer e fermento que deve levedar a massa. \u00c9 ao servi\u00e7o desse Evangelho transformador que se <em>encontra o nosso minist\u00e9rio sinodal<\/em>, de modo a ser agente do Esp\u00edrito que fermenta e faz crescer, atrav\u00e9s dos dons que promove, para a constante renova\u00e7\u00e3o da Igreja e do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>2. Um momento particularmente desafiador<\/h4>\n<p>Esta reflex\u00e3o tem lugar num momento muito complexo e importante da hist\u00f3ria humana e da Igreja, com desafios enormes e muitos deles novos, que requerem novas abordagens e novas atitudes. Uma das primeiras palavras que ouvi do Papa Francisco, por ele dirigidas aos superiores das congrega\u00e7\u00f5es religiosas, foi: <em>\u201cN\u00e3o procurem responder aos tempos de hoje com receitas de ontem: n\u00e3o vai dar certo\u201d<\/em>. De facto, deparamo-nos hoje com problemas que no passado at\u00e9 podiam n\u00e3o existir. Vale especialmente para o nosso tempo aquilo que Jesus diz aos disc\u00edpulos, falando da atua\u00e7\u00e3o deles na hist\u00f3ria: <em>\u201cQuando vos levarem para serdes entregues, n\u00e3o vos inquieteis com o que haveis de dizer; dizei o que vos for dado nessa hora, pois n\u00e3o sereis v\u00f3s a falar, mas sim o Esp\u00edrito Santo\u201d<\/em>. Isto significa que n\u00e3o temos receitas j\u00e1 feitas, mas temos a Palavra de Deus, atuante numa hist\u00f3ria din\u00e2mica e criativa ao longo dos s\u00e9culos, com erros e nuvens, com repensamentos e brilhantes realiza\u00e7\u00f5es, com pecadores e santos\u2026 num peregrinar que acompanhou o caminho da humanidade \u00e0 qual pertencemos e sempre foi dinamizado e guiado pelo Esp\u00edrito do Senhor Jesus. Somos filhos desta humanidade e desta Igreja e somos hoje chamados a assumir o nosso papel, para que, transformados e fortalecidos pelo mesmo Esp\u00edrito, possamos dar testemunho do Senhor Jesus, imitando a sua predile\u00e7\u00e3o pelos pobres e pecadores e colaborar na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade melhor, a caminho do mundo verdadeiramente novo; esse sim, dado diretamente por Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>3. Abusos sexuais de menores<\/h4>\n<p>\u00c9 a esta luz que gostaria de dizer umas palavras sobre um tema que est\u00e1 presente na realidade social e que constitui uma quest\u00e3o incontorn\u00e1vel e desafiadora, tamb\u00e9m na Igreja, em Portugal e no mundo: a quest\u00e3o dos abusos sexuais de crian\u00e7as, transversal na sociedade e que assume um significado especial na Igreja, pelo que nos diz respeito. \u00c9 importante o tema, desde logo pela exist\u00eancia de abusos, pelo drama inesquec\u00edvel das v\u00edtimas, pelo que isso significa para a vida da Igreja e para a sua miss\u00e3o, pela perce\u00e7\u00e3o social da gravidade de tais crimes que nos envergonham, pelo destaque que tem nos meios de comunica\u00e7\u00e3o, pelos desafios que coloca a todos n\u00f3s. N\u00e3o fa\u00e7o uma an\u00e1lise aprofundada da quest\u00e3o, que seria descabida neste contexto, mas gostaria igualmente que ela n\u00e3o estivesse ausente da nossa reflex\u00e3o destes dias, sob pena de perdermos um significativo t\u00f3pico do \u201choje\u201d da realidade da Igreja e do mundo. Sobretudo, porque os crimes de abuso de crian\u00e7as na Igreja s\u00e3o frequentemente vistos como o exemplo de uma atitude demasiado hier\u00e1rquica, clerical, resistente \u00e0 mudan\u00e7a e ao tema deste Simp\u00f3sio que \u00e9 justamente a <em>identidade relacional e do minist\u00e9rio sinodal do presb\u00edtero<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>A exist\u00eancia dos abusos<\/h4>\n<p>A primeira realidade a ter em conta \u00e9 que existem no presente e existiram no passado abusos de menores, como tamb\u00e9m \u00e9 sensato reconhecer que n\u00e3o conseguiremos, apesar de todos os esfor\u00e7os, evitar que continuem a ter lugar no futuro. Admitir esta realidade \u00e9 um passo sensato para poder lidar corretamente com ela. Significa assumir, com humilde realismo, que a Igreja e cada um dos seus membros, tamb\u00e9m os que nela t\u00eam fun\u00e7\u00f5es de responsabilidade, n\u00e3o s\u00e3o perfeitos nem devem pretender parec\u00ea-lo. Para todos, reconhecer a exist\u00eancia destes comportamentos graves e de dram\u00e1ticas consequ\u00eancias \u00e9 doloroso e enche-nos mesmo de vergonha e pesar. Mas \u00e9 um passo fundamental para aceitar a nossa debilidade como oportunidade para crescer e melhorar; como disponibilidade para mudar atitudes, procedimentos e orienta\u00e7\u00f5es, \u00e0 luz da nossa identidade e da nossa miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Muitos ou poucos que sejam os abusos, lan\u00e7ar luz sobre essa realidade, dar voz e acolhimento \u00e0s v\u00edtimas e estudar os contornos destas anomalias \u00e9 um ato de justi\u00e7a e de liberta\u00e7\u00e3o para todos. Significa, em primeiro lugar, assumir que se trata de comportamentos inadmiss\u00edveis, pelo mal que causam e pela clara nega\u00e7\u00e3o dos valores do Evangelho e do compromisso de quem se disp\u00f5e a estar ao servi\u00e7o dos mais pequenos e vulner\u00e1veis, na Igreja e na sociedade. Jesus dizia mesmo: <em>\u201cSe algu\u00e9m escandalizar um destes pequeninos que creem em mim, seria prefer\u00edvel que lhe pendurassem ao pesco\u00e7o a m\u00f3 de um moinho e o lan\u00e7assem nas profundezas do mar\u201d<\/em> (Mt 18,6). Mas significa tamb\u00e9m a vontade firme e absoluta de assumir um c\u00f3digo de conduta e de procedimentos que mitiguem a reincid\u00eancia destes abusos, uniformize as medidas a tomar quando eles existirem e devolvam a confian\u00e7a na Igreja por parte da sociedade.<\/p>\n<p>Tentar esconder esta realidade, para al\u00e9m de contrariar os princ\u00edpios elementares da justi\u00e7a para com as v\u00edtimas e impedir o seu necess\u00e1rio tratamento, n\u00e3o ajuda ao esfor\u00e7o de erradica\u00e7\u00e3o destes males. A verdade \u00e9 libertadora para todos. O segredo n\u00e3o deve servir para guardar e sigilar coisas nefandas. Deve sim ser usado para que a justi\u00e7a n\u00e3o se fa\u00e7a nas ruas, mas proceda com rigor e efici\u00eancia, tanto na Igreja como nos tribunais civis, evitando condenar inocentes na pra\u00e7a p\u00fablica, antes de qualquer processo digno. Para isso serve o segredo de justi\u00e7a: n\u00e3o para impedir que a justi\u00e7a seja feita, mas para que ela tenha lugar com rigor e dignidade, tanto para as v\u00edtimas como para os acusados.<\/p>\n<p>\u00c9 ao servi\u00e7o desta clareza e purifica\u00e7\u00e3o que foi criada a Comiss\u00e3o Independente para o Estudo dos Abusos contra as Crian\u00e7as na Igreja Cat\u00f3lica Portuguesa (CI). Sinto uma grande confian\u00e7a e gratid\u00e3o para com as pessoas que, com o Dr. Pedro Strecht, est\u00e3o a levar por diante esta tarefa, que lhes foi pedida pela CEP e que est\u00e1 a ser conduzida com independ\u00eancia, compet\u00eancia e credibilidade. N\u00e3o se trata de nenhuma \u201cca\u00e7a \u00e0s bruxas\u201d nem de uma campanha contra ningu\u00e9m, mas de um caminho necess\u00e1rio de identifica\u00e7\u00e3o de males que existiram e continuam presentes, para que possamos assumi-los na sua realidade dolorosa, como processo de convers\u00e3o e de liberta\u00e7\u00e3o para todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>O drama das v\u00edtimas<\/h4>\n<p>Duas raz\u00f5es fundamentais moveram a Igreja em Portugal para empreender este processo de reconhecimento e de clarifica\u00e7\u00e3o: o drama das v\u00edtimas dos abusos de menores e a contradi\u00e7\u00e3o que eles significam com a identidade e a miss\u00e3o da Igreja e daqueles que a servem.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, move-nos o drama das v\u00edtimas de abusos sexuais de crian\u00e7as, adolescentes e adultos vulner\u00e1veis. Cada um deles n\u00e3o \u00e9 apenas um n\u00famero de estat\u00edstica, mas uma realidade dram\u00e1tica de uma pessoa fr\u00e1gil, em processo de crescimento, que sofre, muitas vezes em sil\u00eancio e com dram\u00e1tica viol\u00eancia, atentados \u00e0 sua integridade e ao seu futuro. O testemunho das v\u00edtimas e o concurso das ci\u00eancias humanas t\u00eam vindo a tornar claro, sobretudo nos \u00faltimos dec\u00e9nios, o car\u00e1ter dram\u00e1tico destes fen\u00f3menos, n\u00e3o apenas pelos atos f\u00edsicos sofridos, mas sobretudo pelos efeitos devastadores sobre toda a vida destas pessoas que dependem das rela\u00e7\u00f5es que a cercam, para se desenvolverem. A maior parte dos abusos tem lugar precisamente no ambiente familiar, onde a crian\u00e7a sente maior confian\u00e7a e onde espera encontrar o afeto que lhe \u00e9 t\u00e3o necess\u00e1rio como o p\u00e3o para a boca. A Igreja com os seus l\u00edderes, a escola com os seus mestres de ci\u00eancia e de vida, as institui\u00e7\u00f5es sociais de apoio constituem igualmente locais sens\u00edveis aos quais \u00e9 preciso deitar especial aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas e escut\u00e1-las \u00e9 o primeiro passo de um processo de liberta\u00e7\u00e3o, de justi\u00e7a e de dignidade. Sinto, por isso, uma profunda gratid\u00e3o para com as pessoas que, na sua inf\u00e2ncia ou adolesc\u00eancia, foram v\u00edtimas de abusos por membros da Igreja e tiveram a coragem de denunciar e de falar disso. Essa voz despertou e vai despertando o cora\u00e7\u00e3o das pessoas de bem para que o sofrimento n\u00e3o seja silenciado nem esquecido e seja feita justi\u00e7a \u00e0 dignidade que foi calcada aos p\u00e9s, para que se possam encontrar caminhos poss\u00edveis de futuro. Recordar o mal pode significar um reavivar do sofrimento, mas pode ser tamb\u00e9m ocasi\u00e3o de liberdade e de esperan\u00e7a. A CI foi a estrutura que julg\u00e1mos mais conveniente para criar as condi\u00e7\u00f5es de dar voz ao sil\u00eancio destas pessoas. Por isso continuamos a encorajar todas as pessoas que sofreram estes crimes a comunicar com a CI e denunciar essas atitudes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Uma Igreja que cuida e que se cuida<\/h4>\n<p>Em segundo lugar, temos de ter consci\u00eancia de que os abusos de menores contradizem redondamente a identidade e o modo de agir da Igreja e dos seus membros. Ela tem como miss\u00e3o continuar o estilo de rela\u00e7\u00e3o de Jesus, na sua aten\u00e7\u00e3o preferencial para com os pobres, os que sofrem, as crian\u00e7as, os que s\u00e3o discriminados, os pecadores. A identidade da Igreja, da qual fazemos parte, vem da capacidade de criar um espa\u00e7o de acolhimento, de reconcilia\u00e7\u00e3o e de cuidado dos mais fr\u00e1geis e exclu\u00eddos.<\/p>\n<p>Os abusos, qualquer que seja o seu n\u00famero, contradizem radicalmente esta identidade. Pelo mal que causam \u00e0s pessoas e \u00e0 comunidade, cada um \u00e9 tamb\u00e9m um sofrimento e uma derrota para toda a Igreja. Por isso, n\u00e3o pode haver toler\u00e2ncia nem encobrimento de casos destes. Imp\u00f5e-se um caminho claro no interior da Igreja e uma colabora\u00e7\u00e3o com as autoridades competentes para averiguar quaisquer ocorr\u00eancias, segundo os processos legais do pa\u00eds, com as medidas legais e penais previstas na Igreja e no ordenamento jur\u00eddico civil.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m desses processos, \u00e9 justo que este seja tamb\u00e9m um caminho de pedido de perd\u00e3o sincero a cada pessoa que foi v\u00edtima destes abusos. N\u00e3o devia ter acontecido nunca e em nenhum lugar, mas pedimos desculpa sentida por ter acontecido na Igreja, na qual confiaram e da qual esperavam um apoio carinhoso e n\u00e3o um abuso cruel e perturbador. Esse pedido de desculpa significa tamb\u00e9m disponibilidade para acolher e colaborar, na medida do poss\u00edvel, com as v\u00edtimas no restabelecimento da sua sa\u00fade e dignidade, para que possam ser senhoras do seu futuro, com liberdade, felicidade e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>A partir das conclus\u00f5es do estudo em curso, ser\u00e1 necess\u00e1rio rever e adaptar as medidas de preven\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o, particularmente das pessoas que se ocupam dos jovens, a fim de promover uma cultura mais bem capacitada para cuidar do seu desenvolvimento pessoal, social e na f\u00e9. Ser\u00e1 bom olhar para os resultados do estudo, rever as orienta\u00e7\u00f5es existentes onde se afigurar necess\u00e1rio, a fim de valorizar o papel da crian\u00e7a; apostar na preven\u00e7\u00e3o, a partir das Comiss\u00f5es Diocesanas e da Equipa de Coordena\u00e7\u00e3o Nacional; implementar a nova <em>\u201cRatio Nationalis Istitutionis Sacerdotalis\u201d<\/em> para sacerdotes e religiosos e melhorar igualmente a forma\u00e7\u00e3o de leigos e leigas, nas dimens\u00f5es humana, espiritual, afetiva e cultural, de acordo com os desafios e exig\u00eancias do nosso tempo. Isto, sem esquecer o cuidado pelas v\u00edtimas e igualmente por aqueles que as causam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Reconhecer com humildade e louvar com cora\u00e7\u00e3o agradecido<\/h4>\n<p>Reconhecer com humildade e verdade estes casos penosos e trat\u00e1-los convenientemente \u00e9 a melhor forma de fazer justi\u00e7a, de colaborar para uma cultura de transpar\u00eancia e seguran\u00e7a para crian\u00e7as, adolescentes e adultos vulner\u00e1veis, \u00e0s quais a Igreja continua a dedicar especial aten\u00e7\u00e3o. Mas constitui igualmente a afirma\u00e7\u00e3o da validade daquilo que somos como Igreja e da miss\u00e3o em que participamos com dedica\u00e7\u00e3o e alegria, mesmo diante de generaliza\u00e7\u00f5es medi\u00e1ticas que tomam a \u00e1rvore pela floresta, como se toda ela estivesse doente.<\/p>\n<p>Por isso, caros irm\u00e3os no episcopado, no sacerd\u00f3cio, no diaconado, na vida consagrada e em tantos servi\u00e7os laicais nas nossas comunidades, dou gra\u00e7as a Deus por esta Igreja que somos em conjunto. Somos uma Igreja pecadora, mas que n\u00e3o se resigna nem acomoda \u00e0s suas limita\u00e7\u00f5es; Igreja que reconhece erros e luta por renovar-se; Igreja que, na grande maioria do seu clero, reconhece e sofre com as suas limita\u00e7\u00f5es, mas procura continuar fiel ao seu Senhor, no servi\u00e7o ao seu povo e no an\u00fancio alegre do Evangelho; Igreja que procura n\u00e3o\u00a0 fechar os olhos aos mais carenciados da sociedade, mas criar modos de acolher, de ajudar de integrar; Igreja que procura caminhos, linguagem e atitudes mais renovados no acompanhamento das crian\u00e7as, adolescentes e jovens, bem como dos mais idosos e fragilizados; Igreja que, sendo sempre imperfeita e em caminho, quer continuar no mundo a dar sinais da presen\u00e7a do Senhor Jesus que a ensina a cuidar e a deixar-se cuidar, tamb\u00e9m nos momentos dif\u00edceis da hist\u00f3ria onde o Esp\u00edrito do Senhor ressuscitado nos leva a buscar, com confian\u00e7a e coragem, novas linguagens e novos caminhos, na Igreja e no mundo.<\/p>\n<p>Como refere o par\u00e1grafo final do nosso contributo para o S\u00ednodo dos Bispos em 2023: <em>\u201cO mundo precisa de uma \u201cIgreja em sa\u00edda\u201d \u2026 que olhe para a humanidade e lhe ofere\u00e7a mais do que uma doutrina ou uma estrat\u00e9gia, uma experi\u00eancia de salva\u00e7\u00e3o, um \u2018golpe de dom\u2019 que atenda ao grito da humanidade e da natureza\u201d<\/em>.<\/p>\n<h4>Um caminho sinodal<\/h4>\n<p>Concluo com uma imagem oferecida por Jesus, que retenho como refer\u00eancia de discernimento espiritual e vital, neste momento da Igreja em Portugal e no mundo, cheio de desafios, sofrimentos e apelos. O caminho sinodal, que faz parte deste simp\u00f3sio, e da identidade sacerdotal liga-se com a imagem samaritana da Igreja pelos caminhos do mundo, na par\u00e1bola do bom samaritano (cf. Lc 10,29-37).<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 um caminho regular, previsto, sem acidentes, como o desenham, com a sua atitude, o sacerdote e o levita, cuidadosos e materialmente fi\u00e9is aos seus deveres no templo, mas insens\u00edveis ao sofrimento que continua nas margens do caminho da vida que a ele conduz ou dele parte. O samaritano, o estrangeiro e exclu\u00eddo, convida-nos a n\u00e3o programar o processo sinodal como um regular percurso de santu\u00e1rios e ritos de sempre. Ele desafia-nos a mudar percursos, linguagens e atitudes, de modo que tenhamos tempo e disponibilidade para olhar para a beira da estrada, para apear-se, atender e cuidar das feridas dos que caem v\u00edtimas de si pr\u00f3prios ou de gente sem escr\u00fapulos, para derramar nelas o \u00f3leo da aten\u00e7\u00e3o, da escuta, da miseric\u00f3rdia e da dignidade que cura e permite a vida e o futuro.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a imagem que Jesus, o Bom Samaritano, prop\u00f5e como caminho, identidade operativa da Igreja e atitude fundamental do nosso servi\u00e7o eclesial, terminando com um convite que soa como mandamento: <em>\u201cVai e faz tu tamb\u00e9m o mesmo!\u201d<\/em>.<\/p>\n<p><em>D. Jos\u00e9 Ornelas<\/em><br \/>\n<em>Bispo de Leiria-F\u00e1tima<\/em><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-content\/uploads\/20220829-SimposioClero-Saudacao-PresidenteCEP.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[ PDF ]<\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00e1tima, 29-08-2022<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7511,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[74,4],"tags":[],"class_list":["post-7509","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrada","category-documentos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>X Simp\u00f3sio do Clero - Palavra de sauda\u00e7\u00e3o - Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"X Simp\u00f3sio do Clero - Palavra de sauda\u00e7\u00e3o - Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"F\u00e1tima, 29-08-2022\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2022-08-29T15:27:07+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2022-08-29T15:32:09+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-content\/uploads\/SIMPOSIO-DO-CLERO.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"900\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"600\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Manuel Costa\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Manuel Costa\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"15 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Manuel Costa\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/ab696457f75fe8e22b00183bfacb4cb2\"},\"headline\":\"X Simp\u00f3sio do Clero &#8211; Palavra de sauda\u00e7\u00e3o\",\"datePublished\":\"2022-08-29T15:27:07+00:00\",\"dateModified\":\"2022-08-29T15:32:09+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\\\/\"},\"wordCount\":2913,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/wp-content\\\/uploads\\\/SIMPOSIO-DO-CLERO.jpg\",\"articleSection\":[\"#entrada\",\"Documentos\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\\\/\",\"name\":\"X Simp\u00f3sio do Clero - Palavra de sauda\u00e7\u00e3o - Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/wp-content\\\/uploads\\\/SIMPOSIO-DO-CLERO.jpg\",\"datePublished\":\"2022-08-29T15:27:07+00:00\",\"dateModified\":\"2022-08-29T15:32:09+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/wp-content\\\/uploads\\\/SIMPOSIO-DO-CLERO.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/wp-content\\\/uploads\\\/SIMPOSIO-DO-CLERO.jpg\",\"width\":900,\"height\":600},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"X Simp\u00f3sio do Clero &#8211; Palavra de sauda\u00e7\u00e3o\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/\",\"name\":\"Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa\",\"description\":\"Igreja Cat\u00f3lica em Portugal\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/#organization\",\"name\":\"Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/wp-content\\\/uploads\\\/cropped-logoTransparente.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/wp-content\\\/uploads\\\/cropped-logoTransparente.png\",\"width\":512,\"height\":512,\"caption\":\"Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.conferenciaepiscopal.pt\\\/v1\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/ab696457f75fe8e22b00183bfacb4cb2\",\"name\":\"Manuel Costa\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/5054571ff5d2454cd50657fc4e61d0c32d7a5d0d3b36ef6c0f6e269276d13618?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/5054571ff5d2454cd50657fc4e61d0c32d7a5d0d3b36ef6c0f6e269276d13618?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/5054571ff5d2454cd50657fc4e61d0c32d7a5d0d3b36ef6c0f6e269276d13618?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Manuel Costa\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"X Simp\u00f3sio do Clero - Palavra de sauda\u00e7\u00e3o - Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"X Simp\u00f3sio do Clero - Palavra de sauda\u00e7\u00e3o - Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa","og_description":"F\u00e1tima, 29-08-2022","og_url":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\/","og_site_name":"Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa","article_published_time":"2022-08-29T15:27:07+00:00","article_modified_time":"2022-08-29T15:32:09+00:00","og_image":[{"width":900,"height":600,"url":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-content\/uploads\/SIMPOSIO-DO-CLERO.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Manuel Costa","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Manuel Costa","Tempo estimado de leitura":"15 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\/"},"author":{"name":"Manuel Costa","@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/#\/schema\/person\/ab696457f75fe8e22b00183bfacb4cb2"},"headline":"X Simp\u00f3sio do Clero &#8211; Palavra de sauda\u00e7\u00e3o","datePublished":"2022-08-29T15:27:07+00:00","dateModified":"2022-08-29T15:32:09+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\/"},"wordCount":2913,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-content\/uploads\/SIMPOSIO-DO-CLERO.jpg","articleSection":["#entrada","Documentos"],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\/","url":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\/","name":"X Simp\u00f3sio do Clero - Palavra de sauda\u00e7\u00e3o - Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-content\/uploads\/SIMPOSIO-DO-CLERO.jpg","datePublished":"2022-08-29T15:27:07+00:00","dateModified":"2022-08-29T15:32:09+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-content\/uploads\/SIMPOSIO-DO-CLERO.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-content\/uploads\/SIMPOSIO-DO-CLERO.jpg","width":900,"height":600},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/x-simposio-do-clero-palavra-de-saudacao\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"X Simp\u00f3sio do Clero &#8211; Palavra de sauda\u00e7\u00e3o"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/#website","url":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/","name":"Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa","description":"Igreja Cat\u00f3lica em Portugal","publisher":{"@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/#organization","name":"Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa","url":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-content\/uploads\/cropped-logoTransparente.png","contentUrl":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-content\/uploads\/cropped-logoTransparente.png","width":512,"height":512,"caption":"Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa"},"image":{"@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/#\/schema\/person\/ab696457f75fe8e22b00183bfacb4cb2","name":"Manuel Costa","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/5054571ff5d2454cd50657fc4e61d0c32d7a5d0d3b36ef6c0f6e269276d13618?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/5054571ff5d2454cd50657fc4e61d0c32d7a5d0d3b36ef6c0f6e269276d13618?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/5054571ff5d2454cd50657fc4e61d0c32d7a5d0d3b36ef6c0f6e269276d13618?s=96&d=mm&r=g","caption":"Manuel Costa"}}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7509","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7509"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7509\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7515,"href":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7509\/revisions\/7515"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7511"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7509"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7509"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7509"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}