{"id":6795,"date":"2020-10-04T11:16:03","date_gmt":"2020-10-04T10:16:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/?p=6795"},"modified":"2020-10-04T23:22:49","modified_gmt":"2020-10-04T22:22:49","slug":"todos-irmaos-nota-de-apresentacao-da-enciclica-fratelli-tutti-sobre-a-fraternidade-e-a-amizade-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/todos-irmaos-nota-de-apresentacao-da-enciclica-fratelli-tutti-sobre-a-fraternidade-e-a-amizade-social\/","title":{"rendered":"TODOS IRM\u00c3OS &#8211; Nota de apresenta\u00e7\u00e3o da enc\u00edclica Fratelli Tutti, sobre a fraternidade e a amizade social"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz<\/strong><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Nesta apresenta\u00e7\u00e3o da enc\u00edclica <em>Fratelli Tutti<\/em>, sobre a fraternidade e amizade social, dever\u00e1 ser salientado, antes de tudo, o que nela se afirma a respeito do fundamento da fraternidade. \u00abSem uma abertura ao Pai de todos, n\u00e3o pode haver raz\u00f5es s\u00f3lidas e est\u00e1veis para o apelo \u00e0 fraternidade\u00bb (n. 272). Ou, mais profundamente (n. 85): Quem acredita que Deus ama cada ser humano com amor infinito confere-lhe uma dignidade tamb\u00e9m infinita; se Cristo derramou o seu sangue por todos, ningu\u00e9m pode ser exclu\u00eddo do seu amor universal; a fonte suprema desse amor universal \u00e9 a pr\u00f3pria vida \u00edntima de Deus, uma unidade de tr\u00eas Pessoas que \u00e9 origem e modelo de toda a vida comunit\u00e1ria. \u00c9 nestas verdades que assentam os alicerces da fraternidade, cujas consequ\u00eancias em m\u00faltiplos \u00e2mbitos s\u00e3o analisadas ao longo da enc\u00edclica.<\/p>\n<p>O apelo \u00e0 abertura universal da fraternidade confronta-se hoje com o refor\u00e7o, um pouco por todo o lado, de correntes inspiradas num nacionalismo de exclus\u00e3o (\u00abnacionalismos fechados, exacerbados, ressentidos e agressivos\u00bb \u2013 assim s\u00e3o designados na enc\u00edclica \u2013 n. 11). A enc\u00edclica aborda este tema com alguma insist\u00eancia, salientando, por um lado, o fundamento b\u00edblico dessa abertura e, por outro lado, desfazendo receios de que ela leva \u00e0 perda das identidades nacionais diante de uma globaliza\u00e7\u00e3o uniformizadora. Nessa perspetiva \u00e9 encarado o fen\u00f3meno das migra\u00e7\u00f5es, que tamb\u00e9m \u00e9 encarado \u00e0 luz de crit\u00e9rios de justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>Quanto ao fundamento b\u00edblico da abertura \u00e0 fraternidade que n\u00e3o exclui os estrangeiros, s\u00e3o evocadas passagens do Antigo Testamento como a de Lv 18, 33-34: \u00abO estrangeiro que reside convosco ser\u00e1 tratado como um dos vossos compatriotas e am\u00e1-lo-\u00e1s como a ti mesmo, porque fostes estrangeiros na terra do Egito\u00bb. E \u00e9 apresentada a par\u00e1bola do Bom Samaritano situando-a no contexto judaico, de forte hostilidade para com os samaritanos: uma forte provoca\u00e7\u00e3o no sentido da supera\u00e7\u00e3o de preconceitos e barreiras hist\u00f3ricas e culturais (n. 83).<\/p>\n<p>Com \u00eanfase, salienta a enc\u00edclica como a abertura a outras culturas \u00e9 enriquecedora para pessoas e povos: \u00abuma pessoa e um povo s\u00f3 s\u00e3o fecundos se souberem criticamente integrar no seu seio a abertura aos outros\u00bb (n. 41). A globaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve uniformizar e destruir \u00aba riqueza e singularidade de cada pessoa e de cada povo\u00bb (n. 100). Mas uma cultura que se fecha pode sofrer de \u201cesclerose\u201d. \u00abAs v\u00e1rias culturas, cuja riqueza se foi criando ao longo dos s\u00e9culos, devem ser salvaguardadas, para que o mundo n\u00e3o fique mais pobre\u00bb; \u00ab(\u2026) por\u00e9m, sem deixar de as estimular a que permitam surgir de si mesmas algo de novo no encontro com outras realidades\u00bb (n. 134). \u00abN\u00e3o me encontro com o outro se n\u00e3o possuo um substrato onde estou firme e enraizado, pois \u00e9 a partir dele que posso acolher o dom do outro e oferecer-lhe algo de aut\u00eantico\u00bb; \u00abcada qual ama e cuida, com particular responsabilidade, da sua terra e preocupa-se com o seu pa\u00eds, assim como deve amar e cuidar da pr\u00f3pria casa\u00bb (n. 143). Por\u00e9m: \u00abAo olhar para si mesmo do ponto de vista do outro, de quem \u00e9 diferente, cada um pode reconhecer nele as peculiaridades da sua pr\u00f3pria pessoa e cultura, as suas riquezas, peculiaridades e limites\u00bb; \u00abas outras culturas n\u00e3o constituem inimigos de quem seja preciso defender-se, mas reflexos distintos da riqueza inexaur\u00edvel da vida humana\u00bb (n. 147); \u00abuma s\u00e3 abertura n\u00e3o amea\u00e7a a identidade, porque ao enriquecer-se com elementos doutros lugares, uma cultura viva n\u00e3o faz uma c\u00f3pia nem mera repeti\u00e7\u00e3o, mas integra as novidades, segundo modalidades pr\u00f3prias\u00bb, o que provoca \u00abo nascimento de uma nova s\u00edntese, que, em \u00faltima an\u00e1lise, beneficia a todos\u00bb (n. 148). Isto \u00e9 assim porque nenhum \u00abpovo ou cultura pode obter tudo de si mesmo\u00bb (n. 150). E, em conclus\u00e3o: \u00abToda a cultura saud\u00e1vel \u00e9 por natureza aberta e acolhedora, n\u00e3o est\u00e1tica\u00bb (n. 146).<\/p>\n<p>Como em muitas outras ocasi\u00f5es, o Papa Francisco recorre \u00e0s imagens da esfera e do poliedro para indicar o rumo que deveria seguir a globaliza\u00e7\u00e3o. \u00abO universal n\u00e3o deve ser o dom\u00ednio homog\u00e9neo, uniforme e padronizado duma \u00fanica forma cultural imperante, que perder\u00e1 as cores do poliedro\u00bb (n. 144). Na imagem do poliedro, \u00abcada um \u00e9 respeitado no seu valor, o todo \u00e9 mais do que a parte, sendo tamb\u00e9m mais do que a simples soma dela\u00bb, ao contr\u00e1rio da imagem da \u00abesfera global que aniquila\u00bb, ou da \u00abparte isolada que esteriliza\u00bb (n. 145).<\/p>\n<p>A esta luz \u00e9 encarado o fen\u00f3meno das migra\u00e7\u00f5es, cada vez mais incontorn\u00e1vel no mundo de hoje. Mas tamb\u00e9m numa perspetiva de justi\u00e7a social \u00e0 luz do princ\u00edpio do destino universal dos bens. Os bens de um pa\u00eds n\u00e3o devem ser negados a quem prov\u00e9m de outro lugar (n. 124). Cada na\u00e7\u00e3o \u00e9 co-respons\u00e1vel pelo desenvolvimento de todas as pessoas, o que pode traduzir-se de dois modos, que n\u00e3o se excluem mutuamente (como, por vezes se alega): no acolhimento de imigrantes e no contributo para o desenvolvimento dos pa\u00edses de origem destes (n. 125). \u00c9 verdade que o ideal seria que a emigra\u00e7\u00e3o n\u00e3o fosse necess\u00e1ria, mas enquanto n\u00e3o houver s\u00e9rios progressos no sentido do desenvolvimento dos pa\u00edses pobres, h\u00e1 que reconhecer o direito de cada pessoa a encontrar um lugar onde n\u00e3o s\u00f3 possa satisfazer necessidades b\u00e1sicas, mas tamb\u00e9m realizar-se plenamente como pessoa (n. 129).<\/p>\n<p>Com as migra\u00e7\u00f5es, todos podem ganhar, porque todos perdem quando em qualquer lugar h\u00e1 pessoas e povos que n\u00e3o desenvolvem todo o seu potencial e toda a sua beleza por causa da pobreza (n. 137). Mas o acolhimento aut\u00eantico sup\u00f5e a gratuidade que falta na atitude utilitarista de pa\u00edses que pretendem receber apenas cientistas e investidores (n. 139)<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito do princ\u00edpio do destino universal dos bens, este \u00e9 reafirmado na enc\u00edclica tamb\u00e9m com grande \u00eanfase, como direito natural, primordial e priorit\u00e1rio, \u00abprimeiro princ\u00edpio de toda a ordem \u00e9tico-social\u00bb. Outros direitos, incluindo o de propriedade privada, est\u00e3o-lhe subordinados, devem facilitar a sua realiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o impedi-la (n. 120).<\/p>\n<p>A respeito do funcionamento da economia, s\u00e3o criticadas as posi\u00e7\u00f5es que do mercado esperam a solu\u00e7\u00e3o de todos os problemas: um pensamento \u00abpobre, repetitivo, que prop\u00f5e sempre as mesmas receitas para qualquer problema que surja\u00bb (n. 168).<\/p>\n<p>Quanto ao combate \u00e0 pobreza, afirma o Papa, na linha do que j\u00e1 anteriormente havia afirmado, que os subs\u00eddios devem ser sempre \u00abum rem\u00e9dio provis\u00f3rio para enfrentar emerg\u00eancias\u00bb, porque o objetivo \u00e9 o de conseguir uma vida digna atrav\u00e9s do trabalho. \u00abO trabalho \u00e9 uma dimens\u00e3o essencial da vida social, porque n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um modo de ganhar o p\u00e3o, mas tamb\u00e9m um meio para o crescimento pessoal, para estabelecer rela\u00e7\u00f5es sadias, expressar-se a si pr\u00f3prio, partilhar dons, sentir-se correspons\u00e1vel do mundo e, finalmente, viver como povo\u00bb (n. 162).<\/p>\n<p>A miss\u00e3o do empres\u00e1rio \u00e9 enaltecida na medida em que cria oportunidades de trabalho para outros (e assim contribui para o destino universal dos bens), um modo de desenvolver as capacidades que Deus nos deu e as potencialidades de que encheu o universo\u00bb (n. 123).<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 d\u00edvida dos pa\u00edses mais pobres, afirma a enc\u00edclica: \u00abEmbora se mantenha o princ\u00edpio de que toda a d\u00edvida legitimamente contra\u00edda deve ser paga, a maneira de cumprir este dever que muitos pa\u00edses pobres t\u00eam para com pa\u00edses ricos n\u00e3o deve comprometer a sua subsist\u00eancia e crescimento\u00bb (n. 126).<\/p>\n<p>Severa \u00e9 a cr\u00edtica \u00e0 especula\u00e7\u00e3o financeira que condiciona o pre\u00e7o dos alimentos, tratados como qualquer mercadoria, provocando desse modo a fome de muitas pessoas, fome que \u00e9 \u00abcriminosa\u00bb (n. 189).<\/p>\n<p>Um relevo especial \u00e9 dado na enc\u00edclica a todas as formas de di\u00e1logo. Muitas vezes, por\u00e9m, confunde-se o di\u00e1logo com mon\u00f3logos paralelos. \u00abO di\u00e1logo social aut\u00eantico pressup\u00f5e a capacidade de respeitar o ponto de vista do outro, aceitando como poss\u00edvel que contenha convic\u00e7\u00f5es ou interesses leg\u00edtimos\u00bb (n. 203). Na verdade: \u00abDe todos se pode aprender alguma coisa, ningu\u00e9m \u00e9 in\u00fatil, ningu\u00e9m \u00e9 sup\u00e9rfluo\u00bb (n. 210).<\/p>\n<p>Isto n\u00e3o significa aderir ao relativismo, como se a verdade estivesse sujeita a consensos ou negocia\u00e7\u00f5es. Mesmo que se deva reconhec\u00ea-la, ou as suas implica\u00e7\u00f5es concretas, atrav\u00e9s do di\u00e1logo, h\u00e1 \u00abverdades que n\u00e3o mudam, que eram verdade antes de n\u00f3s e sempre o ser\u00e3o\u00bb (n. 208). A \u00e9tica e a pol\u00edtica n\u00e3o podem assemelhar-se \u00e0 f\u00edsica, como se n\u00e3o existissem o bem e o mal em si mesmos, mas apenas c\u00e1lculos de vantagens e desvantagens (n. 210). Se n\u00e3o fosse assim, se n\u00e3o houvesse verdades transcendentes, os direitos humanos poderiam ser negados \u00abpelos poderosos de turno depois de terem obtido o \u201cconsenso\u201d de uma popula\u00e7\u00e3o adormecida e amedrontada\u00bb (n. 209).<\/p>\n<p>Muito distante do verdadeiro di\u00e1logo, est\u00e1 um uso frequente de redes sociais marcado por uma \u00abagressividade despudorada\u00bb, onde se recorre a express\u00f5es e posturas que outrora envergonhariam qualquer pessoa (n. 44). Os meios digitais tamb\u00e9m favorecem o encontro entre pessoas com as mesmas ideias e dificultam o confronto com quem tem ideias diferentes (n. 45).<\/p>\n<p>\u00c0 arte do di\u00e1logo est\u00e1 tamb\u00e9m associada a miss\u00e3o da pol\u00edtica, caracterizada como \u00absublime voca\u00e7\u00e3o, uma das formas mais preciosas de caridade, porque busca o bem comum\u00bb. Salienta-se, assim, a dimens\u00e3o social e pol\u00edtica da caridade, porque \u00e9 caridade acompanhar a pessoa que sofre, mas tamb\u00e9m modificar as condi\u00e7\u00f5es sociais que provocam o seu sofrimento (n. 186). A caridade n\u00e3o se confunde com o sentimentalismo subjetivo, sup\u00f5e um compromisso com a verdade (n. 184). E aspira \u00e0 efic\u00e1cia, n\u00e3o se fica pelas boas inten\u00e7\u00f5es (n. 185).<\/p>\n<p>Um destaque particular \u00e9 dado na enc\u00edclica \u00e0 reconcilia\u00e7\u00e3o, ao perd\u00e3o (este tamb\u00e9m na sua rela\u00e7\u00e3o com a justi\u00e7a) e \u00e0 paz.<\/p>\n<p>A verdade, a miseric\u00f3rdia e justi\u00e7a s\u00e3o essenciais para construir a paz e cada uma delas impede que as restantes sejam adulteradas (n. 227).<\/p>\n<p>Quando Jesus afirma que n\u00e3o veio \u00abtrazer a paz, mas a espada\u00bb (Mt 10, 34-36), n\u00e3o convida a provocar conflitos, mas a suportar o conflito inevit\u00e1vel, para que o respeito humano n\u00e3o leve a faltar \u00e0 fidelidade em nome duma suposta paz familiar ou social (n. 240). A verdadeira reconcilia\u00e7\u00e3o n\u00e3o escapa do conflito, mas alcan\u00e7a-se dentro do conflito, superando-o atrav\u00e9s do di\u00e1logo e de negocia\u00e7\u00f5es transparentes, sinceras e pacientes (n. 244). Repetindo a m\u00e1xima que com frequ\u00eancia evoca, o Papa Francisco afirma que \u00aba unidade \u00e9 superior ao conflito\u00bb, o que n\u00e3o significa ignorar o conflito mas resolv\u00ea-lo \u00abnum plano superior que preserva as preciosas potencialidades das polaridades em contraste\u00bb (n. 245).<\/p>\n<p>Amar a todos significa amar tamb\u00e9m o opressor, mas tal n\u00e3o significa consentir que continue a oprimir ou lev\u00e1-lo a pensar que \u00e9 aceit\u00e1vel o que faz; amar corretamente \u00e9 procurar que ele deixe de oprimir, tirar-lhe o poder que n\u00e3o sabe usar e que o desfigura como ser humano; a justi\u00e7a \u00e9 guardar a dignidade da v\u00edtima, uma dignidade que lhe foi dada por Deus; o perd\u00e3o n\u00e3o anula as necessidades da justi\u00e7a, reclama-as (n. 241).<\/p>\n<p>Por isso, o perd\u00e3o n\u00e3o conduz \u00e0 impunidade: \u00aba justi\u00e7a procura-se de modo adequado s\u00f3 por amor \u00e0 pr\u00f3pria justi\u00e7a, por respeito das v\u00edtimas, para evitar novos crimes e visando preservar o bem comum, n\u00e3o como a suposta descarga do pr\u00f3prio rancor. O perd\u00e3o \u00e9 precisamente o que permite buscar a justi\u00e7a sem cair no c\u00edrculo viciosos da vingan\u00e7a nem da injusti\u00e7a do esquecimento\u00bb (n. 252).<\/p>\n<p>De resto, a vingan\u00e7a \u00abnunca sacia verdadeiramente a insatisfa\u00e7\u00e3o da v\u00edtima\u00bb (n. 251).<\/p>\n<p>Mas o perd\u00e3o \u00e9 sempre poss\u00edvel. \u00abMesmo que haja algo que jamais pode ser tolerado, justificado ou desculpado, todavia podemos perdoar\u00bb (n. 250). E, se o perd\u00e3o \u00e9 gratuito, \u00abent\u00e3o, pode-se perdoar at\u00e9 a quem resiste ao arrependimento e \u00e9 incapaz de pedir perd\u00e3o\u00bb (n. 250).<\/p>\n<p>A respeito da guerra, \u00e9 forte na enc\u00edclica a express\u00e3o do seu rep\u00fadio como meio de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Relembra-se as condi\u00e7\u00f5es muito estritas da sua legitimidade como \u00faltimo recurso de defesa, tal como v\u00eam enunciados no <em>Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/em>. Alerta para a tend\u00eancia que se verifica sempre de tentar encontrar justifica\u00e7\u00f5es para qualquer guerra, e tamb\u00e9m de alargar injustificadamente o \u00e2mbito da leg\u00edtima defesa (exemplificando com a no\u00e7\u00e3o de \u201cguerra preventiva\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>). As teses mais antigas sobre a \u201cguerra justa\u201d, que n\u00e3o a limitam a situa\u00e7\u00f5es de estrita defesa, est\u00e3o hoje superadas, perante os danos que qualquer guerra hoje (mais do que no passado) acarreta, sempre superiores aos que com ela se pretende evitar, condi\u00e7\u00e3o que sempre foi colocada para a sua legitimidade (n. 258).<\/p>\n<p>Afirma tamb\u00e9m a enc\u00edclica que a verdadeira paz n\u00e3o pode assentar na dissuas\u00e3o, no medo e nas amea\u00e7as de destrui\u00e7\u00e3o m\u00fatua, que s\u00f3 criam uma falsa seguran\u00e7a e a desconfian\u00e7a m\u00fatua. Por isso, na linha do que j\u00e1 de outras vezes afirmou, o Papa apela \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o total da simples posse de armas nucleares. Essa elimina\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 um desafio, mas \u00abum imperativo moral e humanit\u00e1rio\u00bb. Exige uma resposta \u00abcoletiva e planeada, baseada na confian\u00e7a rec\u00edproca\u00bb (n. 262).<\/p>\n<p>Reafirma tamb\u00e9m a enc\u00edclica a oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pena de morte, qualificada como \u00abinadmiss\u00edvel\u00bb (n. 263). Ao contr\u00e1rio do que com frequ\u00eancia se salienta no sentido da descontinuidade do magist\u00e9rio do Papa Francisco neste campo com a doutrina anterior, aqui \u00e9 salientada a continuidade com o magist\u00e9rio de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II (que tamb\u00e9m inovou e de que n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel recuar) e s\u00e3o tamb\u00e9m citadas manifesta\u00e7\u00f5es de oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pena de morte desde os primeiros tempos da Igreja (n.s 263 e 265).<\/p>\n<p>O cerne da oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pena de morte reside, por\u00e9m, na distin\u00e7\u00e3o entre o crime e a dignidade pessoal do criminoso, que nunca se perde, nem num autor do crime mais grave, nem em qualquer outra pessoa. Citando S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, afirma Francisco: \u00abNem sequer o homicida perde a sua dignidade pessoal e o pr\u00f3prio Deus se constitui seu garante\u00bb. E continua: \u00abA rejei\u00e7\u00e3o firme da pena de morte mostra at\u00e9 que ponto \u00e9 poss\u00edvel reconhecer a dignidade inalien\u00e1vel de todo o ser humano e aceitar que tenha um lugar neste universo. Visto que n\u00e3o o nego ao pior dos criminosos, n\u00e3o o negarei a ningu\u00e9m, darei a todos a possibilidade de compartilhar comigo este Planeta, apesar do que nos possa separar\u00bb (n. 269).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a pena de pris\u00e3o perp\u00e9tua \u00e9, como noutras ocasi\u00f5es j\u00e1 sucedeu, condenada como \u00abpena de morte escondida\u00bb (n. 268).<\/p>\n<p>Ao longo de toda a enc\u00edclica, s\u00e3o frequentes as refer\u00eancias ao <em>Documento sobre a Fraternidade em prol da Paz Mundial e da Conviv\u00eancia Comum<\/em>, assinado pelo Papa Francisco e pela m\u00e1xima autoridade do Isl\u00e3o sunita, o Grande Im\u00e3 da universidade Al-Azhar, Ahmad Al-Tayyeb, em Abu Dhabi, a 4 de fevereiro de 2019. O Papa afirma que foi especialmente estimulado por esse documento e que nesta enc\u00edclica aprofunda e desenvolve muitos dos temas nele abordados (n. 5). Os apelos desse documento s\u00e3o reproduzidos no final da enc\u00edclica (n. 285).<\/p>\n<p>Assim, a fraternidade universal \u00e9 associada ao di\u00e1logo e amizade entre fi\u00e9is de diferentes religi\u00f5es. Reafirma-se o que nesse documento se diz a respeito da rejei\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia e do terrorismo: \u00abA viol\u00eancia n\u00e3o encontra fundamento algum nas convic\u00e7\u00f5es religiosas fundamentais, mas nas suas deforma\u00e7\u00f5es\u00bb (n. 282). E, tamb\u00e9m, citando diretamente a Declara\u00e7\u00e3o de Abu Dhabi: a viol\u00eancia em nome da religi\u00e3o \u00e9 \u00abfruto de desvio dos ensinamentos religiosos, do uso pol\u00edtico das religi\u00f5es e tamb\u00e9m das interpreta\u00e7\u00f5es de grupos de homens de religi\u00e3o que abusaram \u2013 em algumas fases da hist\u00f3ria \u2013 da influ\u00eancia do sentimento religioso sobre os cora\u00e7\u00f5es dos homens\u00bb (285).<\/p>\n<p>A cren\u00e7a em Deus n\u00e3o pode conduzir \u00e0 viol\u00eancia. \u00c9 assim, desde logo, porque \u00abaquele que n\u00e3o ama n\u00e3o chegou a conhecer Deus, pois Deus \u00e9 amor\u00bb \u2013 1 Jo 4.8 (n. 283).<\/p>\n<p>Salienta-se o valor da liberdade religiosa, que deve ser garantida a todos, onde os crist\u00e3os s\u00e3o minoria e onde s\u00e3o maioria (n. 279).<\/p>\n<p>Eis, assim, muitos dos aspetos abordados nesta enc\u00edclica. Ainda muitos mais poderiam ser salientados. Para os cat\u00f3licos, trata-se de um documento a estudar com afinco e a viver com coer\u00eancia. Mas muitas outras pessoas, crist\u00e3os de outras denomina\u00e7\u00f5es, fi\u00e9is de outras religi\u00f5es e todos os que aderem a ideais de fraternidade, podem dela colher, de uma ou de outra forma, inspira\u00e7\u00e3o. Fazemos votos de que tenha, por isso ampla difus\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lisboa, 4 de outubro de 2020<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Vem \u00e0 mente, a este respeito, a \u201cop\u00e7\u00e3o preferencial pelos ricos\u201d que se reflete no tratamento dos vistos <em>gold<\/em>, por exemplo.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Veja-se o que sucedeu na guerra do Iraque, cuja legitimidade foi negada por S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, o qual procurou de todas as formas evit\u00e1-la.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e 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