{"id":6345,"date":"2019-10-13T18:08:03","date_gmt":"2019-10-13T17:08:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/?p=6345"},"modified":"2019-10-13T18:08:03","modified_gmt":"2019-10-13T17:08:03","slug":"entrevista-de-mons-ivo-scapolo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/entrevista-de-mons-ivo-scapolo\/","title":{"rendered":"Entrevista de Mons. Ivo Scapolo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Entrevista publicada por <\/strong><em>El Mercurio<\/em>, 13 de Outubro de 2019<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Monsenhor Ivo Scapolo, N\u00fancio Apost\u00f3lico: <strong>\u201cComo Igreja, v\u00e1rias vezes n\u00e3o tivemos a coragem de acolher as den\u00fancias\u201d. <\/strong><\/p>\n<p>A escassos dias de deixar o Chile, o representante do Papa fala do seu dif\u00edcil tempo aqui, que define como sendo de \u201cluzes e sombras\u201d. Diz que nunca foi encobridor e que concorda quer com a judicializa\u00e7\u00e3o dos casos de abuso sexual quer com o facto de ser um juiz a determinar se houve ou n\u00e3o encobrimento. Juan Antonio Mu\u00f1oz H.<\/p>\n<p><strong>Nunca tinha dado uma entrevista antes. A sua voz p\u00fablica, at\u00e9 agora, provinha fundamentalmente da sua actividade pastoral. Monsenhor Ivo Scapolo chegou ao Chile em 2011, nomeado n\u00fancio apost\u00f3lico pelo Papa Bento XVI. A sua primeira actividade foi presidir, a 25 de Setembro desse ano, \u00e0 prociss\u00e3o de Nossa Senhora do Carmo. Oito anos mais tarde &#8211; e daqui por dois dias &#8211; parte para Roma, para seguidamente assumir a representa\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica vaticana em Portugal. <\/strong><\/p>\n<p>Desde o momento da sua chegada, Scapolo (Terrassa Padovana, 1953) \u2013 desdobrou-se pelas dioceses do pa\u00eds; visitou-as todas e assistiu tamb\u00e9m \u00e0 maior parte das celebra\u00e7\u00f5es religiosas nacionais, incluindo as peregrina\u00e7\u00f5es <em>cuasimodistas<\/em> e a Festa da Tirana. Passado pouco tempo, teve de se ocupar da nomea\u00e7\u00e3o de novos bispos e da crise da Igreja Cat\u00f3lica chilena no \u00e2mbito das den\u00fancias de abusos sexuais.<\/p>\n<p>De conduta silenciosa e reflectida, a muitos pareceu que Scapolo se distanciava das dificuldades e n\u00e3o realizava gestos de condena\u00e7\u00e3o. Foi acusado de indol\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas e tamb\u00e9m apontado como encobridor de abusos sexuais. Sucederam-se v\u00e1rios factos, entre os quais, em 2014, o pedido de informa\u00e7\u00e3o que fez ao arcebispo de Santiago, Ricardo Ezzati, sobre declara\u00e7\u00f5es realizadas pelos sacerdotes Mariano Puga, Felipe Berr\u00edos e o falecido Jos\u00e9 Aldunate. A sua figura foi igualmente questionada durante a investiga\u00e7\u00e3o levada a cabo por Jordi Bertomeu e Charles Scicluna; pela ruidosa nomea\u00e7\u00e3o de Juan Barros para bispo de Osorno, ligado ao caso Karadima, e pela controversa visita ao Chile do Papa Francisco, em Janeiro de 2018, em pleno conflito pelo caso Barros.<\/p>\n<p>Ivo Scapolo \u2014 que define a sua passagem pelo Chile como \u201cuma experi\u00eancia com luzes e sombras\u201d\u2014 recebe o <em>El Mercurio<\/em> na casa da Nunciatura em <em>Providencia<\/em>. N\u00e3o p\u00f5e limites \u00e1s preguntas, mas reserva-se o direito de n\u00e3o responder a algumas e de n\u00e3o entrar em pormenores espec\u00edficos relativamente a outras. \u00c9 conciso e directo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014<strong> Como viu a irrup\u00e7\u00e3o das den\u00fancias de abusos sexuais da Igreja no Chile? <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Foi muito doloroso constatar a realidade dos abusos na Igreja. Impressionou-me o grande n\u00famero de den\u00fancias surgidas ultimamente, embora na maioria dos casos os factos n\u00e3o sejam recentes. Tentei compreender e partilhar o dif\u00edcil caminho percorrido pelas v\u00edtimas ao tomar consci\u00eancia do abuso que sofreram e chegar a denunci\u00e1-lo. Partilho a sua vontade de que sejam esclarecidos, julgados e sejam reparadas estas atrocidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014<strong> O tema dos abusos n\u00e3o \u00e9 exclusivo da Igreja. No entanto, os cat\u00f3licos viram sempre a Igreja como um lugar de acolhimento, onde as crian\u00e7as, em particular, estavam salvaguardadas. N\u00e3o acha natural a indigna\u00e7\u00e3o social com isto? <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Sim. Todos dev\u00edamos sentir raiva, dor e vergonha se algu\u00e9m comete um abuso, mais ainda se \u00e9 contra um menor de idade, e ainda por cima se \u00e9 cometido por uma pessoa que, como o sacerdote, tem uma especial responsabilidade. Al\u00e9m disso, segundo as informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas dispon\u00edveis, s\u00f3 em 2018 as den\u00fancias por delitos sexuais no Chile foram mais de 28.000. \u00c9 um n\u00famero impressionante! \u00c9 urgente unir esfor\u00e7os e continuar a promover medidas eficazes, a come\u00e7ar pela Igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014<strong> Como representante do Papa, que autocr\u00edtica faz em rela\u00e7\u00e3o a este tema?\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Desde a minha chegada tratei de v\u00e1rios casos de abuso. Por\u00e9m, ap\u00f3s a visita do Papa tive de encarar uma avalanche de den\u00fancias, peti\u00e7\u00f5es e queixas. Penso ter feito o que \u00e9 humanamente poss\u00edvel para a enfrentar. Tentei agir conforme \u00e0 verdade, justi\u00e7a e caridade. Sempre se pode fazer melhor; mas, creiame, fez-se o que era poss\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014<strong> Falta de coragem?\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Como Igreja, v\u00e1rias vezes n\u00e3o tivemos a coragem de acolher as den\u00fancias e\u00a0tomar a tempo as devidas medidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>O que \u00e9 que a Igreja aprendeu depois de ter conhecimento destes casos?<\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Aprendemos muito do relato doloroso das v\u00edtimas: por exemplo, a necessidade de sermos mais emp\u00e1ticos, o dever de acompanhar as v\u00edtimas, o assegurar procedimentos mais adequados, o trabalhar na preven\u00e7\u00e3o. E por isso a Igreja tomou medidas: novas normas, cursos de forma\u00e7\u00e3o, centros de escuta, de den\u00fancia e de acompanhamento a n\u00edvel nacional e diocesano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>\u201cSe uma pessoa foi bem formada para a castidade \u00e9 dif\u00edcil que cometa um abuso\u201d<\/h3>\n<p>\u2014<strong> A Igreja assumiu internamente que \u00e9 preciso mudar e acelerar os procedimentos ao receber den\u00fancias?<\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Sim. H\u00e1 um esfor\u00e7o para melhorar os procedimentos, superando as dificuldades que existem, sobretudo por falta de tempo e de pessoal id\u00f3neo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014<strong> Enquanto sacerdote, como se explica esta onda de abusos na Igreja? <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 As causas s\u00e3o v\u00e1rias. Entre elas, erros na selec\u00e7\u00e3o de candidatos; a car\u00eancia de acompanhamento e de forma\u00e7\u00e3o permanente dos sacerdotes e consagrados; a falta de controle e de correc\u00e7\u00e3o fraterna; a inadequada forma\u00e7\u00e3o espiritual, moral e asc\u00e9tica; a falta de f\u00e9 e de uma intensa vida de ora\u00e7\u00e3o; a influ\u00eancia de correntes de pensamento e modelos de conduta contr\u00e1rios \u00e0 antropologia crist\u00e3.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>Tem a ver com o celibato, o poder, o endeusamento de alguns sacerdotes\u2026?\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 O problema n\u00e3o \u00e9 o celibato. Se uma pessoa foi bem formada para a castidade, \u00e9 dif\u00edcil que cometa um abuso. E o abuso de poder e o endeusamento dos sacerdotes podem ser evitados com uma adequada forma\u00e7\u00e3o humana e espiritual, com controle e avalia\u00e7\u00e3o justos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>\u201cLamento ter causado sofrimento a algumas pessoas\u201d<\/h3>\n<p>\u2014<strong> O senhor foi apontado como encobridor. Como responde a isso?<\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Digo simplesmente que n\u00e3o \u00e9 verdade. Em consci\u00eancia, posso afirmar que cumpri at\u00e9 o fundo o meu dever como representante pontif\u00edcio e que os meus superiores n\u00e3o deixaram de apreciar o meu trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>Os dois \u00faltimos arcebispos de Santiago, os cardeais Err\u00e1zuriz e Ezzati, tamb\u00e9m foram investigados pela justi\u00e7a por eventuais responsabilidades de encobrimento. Qual o seu parecer acerca das actua\u00e7\u00f5es de ambos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Tratando-se de um processo ainda em curso, prefiro n\u00e3o emitir um ju\u00edzo a esse respeito. Espero que este e outros casos semelhantes sejam esclarecidos quanto antes pela justi\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014<strong> Comentou-se que o senhor n\u00e3o recebeu as v\u00edtimas. \u00c9 verdade? <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Recebi v\u00e1rias pessoas que entregaram o seu testemunho, como v\u00edtimas ou denunciantes. Lamento que em alguns casos isso n\u00e3o tenha sido poss\u00edvel e que tenha causado sofrimento em algumas pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>\u00c9 fun\u00e7\u00e3o de um n\u00fancio receber as v\u00edtimas em casos como estes ou outros?\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Essa \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o que corresponde em geral ao bispo ou ao Superior Maior. A fun\u00e7\u00e3o do n\u00fancio \u00e9 ajudar para que se realizem de maneira adequada os procedimentos, ajudando e acompanhando, se necess\u00e1rio, as v\u00edtimas ou os denunciantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>O senhor est\u00e1 de acordo com a judicializa\u00e7\u00e3o dos casos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Sim. \u00c9 recomend\u00e1vel que se proceda segundo o ordenamento civil e can\u00f3nico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u2014E que seja um juiz civil a resolver se houve o n\u00e3o encobrimento?\u00a0 <\/strong>\u2014 Sim. E melhor at\u00e9 se for resolvido em prazos razo\u00e1veis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>Outro tema \u00e9 a repara\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas. Costuma-se entender isto somente como uma repara\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica.\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Compete-nos acolher e ter uma atitude de sincera compreens\u00e3o, que se traduza em gestos concretos de apoio espiritual, moral e material.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>\u201cO n\u00fancio \u00e9 uma das fontes de informa\u00e7\u00e3o da Santa S\u00e9\u201d<\/h3>\n<p><strong>\u2014 Ap\u00f3s a visita do Papa houve cr\u00edticas sobre como correu esse p\u00e9riplo. Em particular acerca da participa\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os, que se viu menos maci\u00e7a do que se esperava, como sucedeu em Iquique.<\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Em Iquique n\u00e3o houve muita gente no local da missa. Mas houve uma mar\u00e9 de gente na entrada da cidade. Eu pude apreciar a mesma participa\u00e7\u00e3o e entusiasmo em Temuco e Santiago.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>Comentou-se que a visita foi um fracasso. <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o partilho dessa avalia\u00e7\u00e3o. O Papa por duas vezes manifestou-me a sua satisfa\u00e7\u00e3o ao ver a quantidade de fi\u00e9is e o ambiente festivo nas ruas e nos encontros. Espero que, num clima de maior serenidade, a Igreja no Chile possa tornar a reflectir sobre as homilias e os discursos do Papa, nos quais trata temas t\u00e3o importantes como a vida de f\u00e9, o testemunho da caridade, a justi\u00e7a social, os migrantes, os povos origin\u00e1rios e os jovens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>Para al\u00e9m das dificuldades e da pol\u00e9mica, o Papa Francisco disse que a visita ao Chile foi muito importante para ele porque lhe fez abrir os olhos.\u00a0 <\/strong>\u2014 Sem d\u00favida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>O Papa Francisco \u2014 sobre o caso do bispo Juan Barros\u2014 disse n\u00e3o ter recebido informa\u00e7\u00e3o suficiente; mais ainda, disse ter sido \u201cdesinformado\u201d. O senhor assume alguma responsabilidade neste assunto? <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 O que lhe posso dizer \u00e9 que o n\u00fancio \u00e9 uma das fontes de informa\u00e7\u00e3o da Santa S\u00e9.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>Foi a Igreja chilena que desinformou?\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>\u2014N\u00e3o tenho elementos para responder a essa pregunta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>O senhor concordou com a nomea\u00e7\u00e3o de Juan Barros Madrid em Osorno?\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 A essa pregunta n\u00e3o lhe posso responder.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>Porqu\u00ea? <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Por raz\u00f5es de segredo pontif\u00edcio que tenho o dever de respeitar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>Sente que foram colocados \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Papa todos os antecedentes necess\u00e1rios? <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Posso garantir-lhe novamente que procurei cumprir o meu dever e que, portanto, tenho a consci\u00eancia tranquila.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>Como foi a sua experi\u00eancia em Osorno, quando o bispo Barros tomou posse do cargo?<\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Fui a Osorno porque era meu dever cumprir o que o Papa havia decidido. Pude, assim, ser testemunha da grave falta de respeito cometida \u00e0 Catedral, aos bispos concelebrantes, bem como \u00e0 Liturgia da Palavra e \u00e0 Eucaristia. Sei que estavam incomodados, mas essa n\u00e3o era a forma de se exprimirem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>\u00c9 verdade que o senhor tinha pensado pedir a ren\u00fancia a Barros em 2014, quando era bispo castrense? E que o senhor teria exortado Barros a gozar um per\u00edodo sab\u00e1tico antes de assumir nova responsabilidade pastoral como bispo diocesano?\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Posso dizer que agi segundo se l\u00ea numa carta do Santo Padre \u00e0 Comiss\u00e3o Permanente da Confer\u00eancia Episcopal do Chile em Janeiro de 2015. A missiva foi publicada poucos dias antes da chegada do Papa ao Chile, pela ag\u00eancia internacional <em>The Associated Press<\/em>.<\/p>\n<p>(Nota da Redac\u00e7\u00e3o: Na missiva, dirigida \u00e0 Comiss\u00e3o Permanente da Confer\u00eancia Episcopal do Chile, o Papa Francisco refere conhecer a controv\u00e9rsia gerada em torno da nomea\u00e7\u00e3o do bispo Barros em Osorno e que o n\u00fancio apost\u00f3lico no Chile, Ivo Scapolo, tentou encontrar uma maneira de conter os danos antes que o caso viesse a p\u00fablico em 2015).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Aldunate, Puga e Berr\u00edos<\/h3>\n<p><strong>\u2014 Causou um intenso debate o facto de o senhor requerer informa\u00e7\u00e3o sobre os sacerdotes Jos\u00e9 Aldunate, Mariano Puga e Felipe Berr\u00edos. Foi encarado como uma intrus\u00e3o. A que se deveu isso? <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Em 2014 intervim porque chegaram \u00e0 nunciatura centenas de reclama\u00e7\u00f5es de fieis que se sentiram escandalizados pelas declara\u00e7\u00f5es dos tr\u00eas sacerdotes, contr\u00e1rias ao magist\u00e9rio de a Igreja relativamente \u00e0 dignidade da vida e da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>Foi realizada uma investiga\u00e7\u00e3o a esses sacerdotes ou s\u00f3 foram revistas as suas afirma\u00e7\u00f5es?\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Enviei \u00e0 Santa S\u00e9 o texto das declara\u00e7\u00f5es, explicando o seu contexto bem como os passos que os respectivos Superiores tinham dado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u2014 O senhor reuniu-se com eles? A ter existido, como foi esse encontro?\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Nos \u00faltimos dois anos encontrei-me mais de uma vez com um deles, num clima cordial e de respeito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>Desde que chegou ao Chile, o senhor dedicou-se a percorrer as dioceses para conhecer o seu funcionamento interno. \u00c9 uma coisa habitual nas actividades dos n\u00fancios? Pergunto-lhe porque houve quem o acusasse de afectar a independ\u00eancia de a hierarquia eclesi\u00e1stica local.\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Nunca tinha ouvido essa acusa\u00e7\u00e3o. Na Bol\u00edvia, no Ruanda e no Chile manifestei aos bispos a minha disponibilidade para realizar uma visita \u00e0s suas dioceses para fortalecer a comunh\u00e3o eclesial. Acolhida a minha proposta, tive a oportunidade de visitar quase todas as circunscri\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas dos tr\u00eas pa\u00edses. O pr\u00f3prio Papa Francisco, em Dezembro de 2013, recomendou-me que prosseguisse as visitas \u00e0s Diocese do Chile.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Nomea\u00e7\u00e3o de bispos: \u201cN\u00e3o h\u00e1 prazos\u201d<\/h3>\n<p><strong>A nomea\u00e7\u00e3o de bispos no Chile foi muito lenta. De 27 dioceses h\u00e1 nove com administradores apost\u00f3licos e uma com administrador diocesano. Que se passa? N\u00e3o h\u00e1 quem possa assumir certos cargos?<\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Devendo prover dez dioceses em pouco tempo, o trabalho para reunir a informa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para encontrar candidatos dignos e id\u00f3neos \u00e9 longo e minucioso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>H\u00e1 prazos para as nomea\u00e7\u00f5es?\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o h\u00e1 prazos. Embora seja verdade que \u00e9 melhor um novo bispo ser nomeado o mais cedo poss\u00edvel. Entretanto, os administradores apost\u00f3licos, com as faculdades de um bispo diocesano, est\u00e3o a realizar um valioso trabalho pastoral.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>Vai ter saudades de alguma coisa do Chile depois da sua passagem pelo pa\u00eds? <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Foram oito anos em que conheci, apreciei e partilhei in\u00fameros aspectos da realidade chilena. N\u00e3o esquecerei as visitas \u00e0s diocese, as belas amizades, a valiosa ajuda da pequena equipa da nunciatura, a visita do Papa e a dolorosa realidade dos abusos na Igreja. Termino uma experi\u00eancia com luzes e sombras. O que lhe posso assegurar \u00e9 que levarei o Chile no cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>\u201cA Igreja n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sem a presen\u00e7a da mulher\u201d<\/h3>\n<p><strong>\u2014 Na sua opini\u00e3o, o papel da mulher na Igreja deve ser analisado ou alterado? <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 A Igreja nasce do \u201csim\u201d de Maria. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sem a presen\u00e7a da mulher. Ao visitar o Chile, vi o grande contributo das mulheres nas comunidades crist\u00e3s. Espero que a Igreja possa reflectir profundamente sobre a responsabilidade da mulher.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>A que considera que se deve a falta de voca\u00e7\u00f5es?\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Em \u00c1frica e na \u00c1sia, a Igreja est\u00e1 numa etapa de grande vitalidade e tem muitas voca\u00e7\u00f5es. Sobretudo na Europa e na Am\u00e9rica \u00e9 que se est\u00e1 a viver um momento cr\u00edtico. A falta de voca\u00e7\u00f5es nestes continentes \u00e9 consequ\u00eancia da seculariza\u00e7\u00e3o, que afecta todas as denomina\u00e7\u00f5es religiosas. S\u00f3 a centralidade de Cristo far\u00e1 renascer na juventude o desejo de entrega a Deus e aos irm\u00e3os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>No Chile, a Igreja desempenhou um papel importante no acolhimento aos migrantes. Para al\u00e9m do acolhimento em si mesmo, que \u00e9 algo que tem a ver com participar do sofrimento do outro, o senhor v\u00ea limites a esse acolhimento?<\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Quatro verbos definem os crist\u00e3os na sua atitude para com os migrantes: acolher, proteger, promover e integrar. Os governos devem agir com prud\u00eancia e responsabilidade para definir a maneira adequada de receber os migrantes. Nesse sentido, s\u00e3o iluminadoras as palavras do Papa Francisco em Iquique: \u201cEsta terra \u00e9 terra de sonhos, mas procuremos que continue a ser tamb\u00e9m terra de hospitalidade\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>Que significa para si o regresso a Portugal como n\u00fancio?\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Regresso com agrado \u00e0 nunciatura em Portugal onde fui Secret\u00e1rio nos fins dos anos 80. Como o Chile, tamb\u00e9m Portugal \u00e9 um lindo pa\u00eds, com uma gloriosa hist\u00f3ria e um rico patrim\u00f3nio art\u00edstico. Al\u00e9m disso alegra-me saber que poderei visitar de novo o fascinante Santu\u00e1rio de F\u00e1tima e os lugares donde viveu Santo Ant\u00f3nio, por quem tenho uma especial devo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>*\u00a0\u00a0 *\u00a0\u00a0 *<\/p>\n<p>A entrevista de Mons. Ivo Scapolo, novo N\u00fancio Apost\u00f3lico em Portugal, publicada antes de sair do Chile, encontra-se noutras l\u00ednguas em:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/iglesia.cl\/39311-mons-ivo-scapolo-termino-una-experiencia-con-luces-y-sombras.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/iglesia.cl\/39311-mons-ivo-scapolo-termino-una-experiencia-con-luces-y-sombras.html&amp;source=gmail&amp;ust=1571072265751000&amp;usg=AFQjCNEKji4P_WtBVGejXhGhoyBToHDMQQ\">http:\/\/iglesia.cl\/39311-mons-<wbr \/>ivo-scapolo-termino-una-<wbr \/>experiencia-con-luces-y-<wbr \/>sombras.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista publicada por El Mercurio, 13 de Outubro de 2019<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6346,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[74,72],"tags":[],"class_list":["post-6345","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrada","category-noticias"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Entrevista de Mons. 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