{"id":5230,"date":"2016-11-10T14:30:48","date_gmt":"2016-11-10T14:30:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/?p=5230"},"modified":"2016-11-11T22:56:38","modified_gmt":"2016-11-11T22:56:38","slug":"nota-pastoral-da-cep-sobre-os-quatro-seculos-de-evangelizacao-e-tres-de-presenca-em-portugal-da-congregacao-da-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/nota-pastoral-da-cep-sobre-os-quatro-seculos-de-evangelizacao-e-tres-de-presenca-em-portugal-da-congregacao-da-missao\/","title":{"rendered":"Nota Pastoral da CEP sobre os quatro s\u00e9culos de evangeliza\u00e7\u00e3o  e tr\u00eas de presen\u00e7a em Portugal da Congrega\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<ol>\n<li><strong>Carisma Vicentino<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Completam-se em 2017 quatro s\u00e9culos ap\u00f3s S. Vicente de Paulo, animado de zelo apost\u00f3lico, ter recebido a inspira\u00e7\u00e3o celeste que o chamava a fundar uma comunidade de mission\u00e1rios devotados \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o dos pobres e \u00e0 criteriosa forma\u00e7\u00e3o espiritual, doutrinal e pastoral do clero. Gra\u00e7as \u00e0 fecundidade apost\u00f3lica dessa intui\u00e7\u00e3o fundacional viriam a nascer a Congrega\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o, <!--more-->a Companhia das Filhas da Caridade e a pl\u00eaiade de institui\u00e7\u00f5es de servi\u00e7o fraterno aos mais pobres e marginalizados, de que as Confer\u00eancias Vicentinas s\u00e3o hoje uma das express\u00f5es sociais mais conhecidas. Celebra-se igualmente no ano de 2017 o terceiro centen\u00e1rio da entrada em Portugal do carisma vicentino trazido pelo instituto da Congrega\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o.<\/p>\n<p>A Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa congratula-se com a feliz efem\u00e9ride e associa-se \u00e0 a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as e louvor que toda a Fam\u00edlia Vicentina eleva ao Senhor nesta data comemorativa. Com efeito, as duas datas evocam a miss\u00e3o eclesial de S. Vicente de Paulo e do carisma que o inspirou a favor dos pobres, da reforma do clero e da caridade que ele soube converter em in\u00fameros projetos sociais. E se altas figuras da aristocracia francesa de ent\u00e3o encontraram nele conselho e assist\u00eancia espiritual, foram os pobres do mundo rural e das cidades que mais o inquietaram, estimulando-o \u00e0 pr\u00e1tica das obras de miseric\u00f3rdia espirituais e corporais. Escolheu, por isso, servir pastoralmente a Igreja como p\u00e1roco numa humilde aldeia rural e, pouco a pouco, foi descobrindo que a verdadeira dimens\u00e3o da pobreza tanto diz respeito \u00e0 falta de p\u00e3o como \u00e0 necessidade de uma f\u00e9 viva e esclarecida. Da\u00ed a urg\u00eancia que sentiu de promover tr\u00eas linhas de a\u00e7\u00e3o principais: organizar as caridades, grupos de crist\u00e3os leigos dedicados a servir os pobres; efetuar miss\u00f5es populares que despertem e eduquem na f\u00e9 o povo humilde dos campos; dinamizar a forma\u00e7\u00e3o cultural e pastoral do clero atrav\u00e9s de confer\u00eancias e da organiza\u00e7\u00e3o dos semin\u00e1rios.<\/p>\n<p>Da vasta obra caritativa do fundador da Congrega\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o e das Filhas da Caridade, lembremos aqui duas li\u00e7\u00f5es not\u00e1veis. A guerra da Fronda, que devastou com os seus tent\u00e1culos de viol\u00eancia v\u00e1rias regi\u00f5es da Fran\u00e7a, espalhando fome, doen\u00e7a e toda a esp\u00e9cie de mis\u00e9rias, gerou multid\u00f5es de desalojados que, fugindo das frentes de batalha, acorriam \u00e0s cidades. Em vez de melhorarem a situa\u00e7\u00e3o, tornavam-na muitas vezes mais grave ainda. Com imagina\u00e7\u00e3o e empenho, logo cuidou de p\u00f4r em a\u00e7\u00e3o um projeto destinado a conter a desumanidade dessas migra\u00e7\u00f5es. Passou a enviar, por diversos caminhos, alimentos e outros bens de primeira necessidade, evitando que fossem os pobres a fazer longas caminhadas, tornando assim a vida do povo menos sofrida. Esta capacidade de mobilizar recursos materiais e humanos de forma bem organizada e, por isso, mais eficaz, descobriu-a ele muito cedo.<\/p>\n<p>Alertado, quando se preparava para celebrar a missa dominical, para a exist\u00eancia, em lugar remoto, de uma fam\u00edlia cujos membros estavam todos gravemente doentes, apelou do p\u00falpito ao cora\u00e7\u00e3o dos ouvintes para levarem ajuda a t\u00e3o dolorosa situa\u00e7\u00e3o. A resposta fraterna dos presentes foi generosa e r\u00e1pida. Mas como assegurar continuidade a esse gesto epis\u00f3dico de caridade? Vicente de Paulo percebeu ent\u00e3o, por experi\u00eancia, que caridade sem organiza\u00e7\u00e3o pode resultar em falta de caridade. E tornou-se mestre na arte de organizar e gerir as caridades, sem jamais esquecer que a caridade de Cristo deve animar sempre a dedica\u00e7\u00e3o e servi\u00e7o dos pobres. A\u00e7\u00e3o social, evangeliza\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o do clero, eis tr\u00eas campos fundamentais nos quais trabalhou S. Vicente de Paulo e em que continua vivo o carisma que imprimiu nas obras que fundou. Foi, por isso, com justi\u00e7a e verdade, chamado por S. Jo\u00e3o Paulo II \u201chomem de a\u00e7\u00e3o e de ora\u00e7\u00e3o, de organiza\u00e7\u00e3o e de imagina\u00e7\u00e3o, de dire\u00e7\u00e3o firme e de humildade, homem de ontem e de hoje\u201d (Alocu\u00e7\u00e3o \u00e0 Assembleia Geral da Congrega\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o, em 1986).<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> Presen\u00e7a em Portugal<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os filhos de S. Vicente de Paulo entraram em Portugal em come\u00e7os do s\u00e9culo XVIII. Foi apoiado num breve de Clemente XI que autorizava a erigir a Congrega\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o no reino de Portugal que o padre Jos\u00e9 Gomes da Costa (1667-1725), natural de Torre de Moncorvo, e superior da casa de Monte C\u00e9lio, em Roma, onde tinha ingressado na congrega\u00e7\u00e3o vicentina, chegou a Lisboa, em novembro de 1716, para dar in\u00edcio \u00e0 funda\u00e7\u00e3o. Tem a data de 20 de maio de 1717 o documento em que o Procurador do Supremo Tribunal da Justi\u00e7a do Reino concede exist\u00eancia legal \u00e0 Congrega\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o. A Prov\u00edncia de Roma, donde vinha o fundador, enviou de imediato quatro sacerdotes e um irm\u00e3o para formarem a primeira comunidade. E, em 1720, era fundada a primeira casa da Miss\u00e3o, na quinta de Rilhafoles, em Lisboa, casa central donde irradiar\u00e1 intensa e frutuosa atividade votada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do clero e \u00e0s miss\u00f5es populares. At\u00e9 1834, a vida da Congrega\u00e7\u00e3o desenvolveu-se \u00e0 volta de tr\u00eas grandes centros: Lisboa (casa de Rilhafoles); Braga (casa da Cruz) e \u00c9vora (Semin\u00e1rio). A par desta a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria dentro do pa\u00eds, ocorreu tamb\u00e9m intensa atividade apost\u00f3lica no Oriente (semin\u00e1rios de Goa e Macau, miss\u00f5es em Pequim, Nanquim e Malaca), e ainda no Brasil, com a obra mission\u00e1ria do padre Ant\u00f3nio Ferreira Vi\u00e7oso, que ser\u00e1 depois s\u00e9timo bispo de Mariana.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o em 1834, a vida da Congrega\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o come\u00e7ou a ser restabelecida a partir de 1857. Durante este segundo per\u00edodo, que se prolongou at\u00e9 \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, em 1910, as atividades principais da Congrega\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o foram as miss\u00f5es populares, a forma\u00e7\u00e3o da juventude em col\u00e9gios, a funda\u00e7\u00e3o e acompanhamento de confer\u00eancias vicentinas e associa\u00e7\u00f5es religiosas, nomeadamente na Igreja de S. Lu\u00eds dos Franceses, em Lisboa, na resid\u00eancia de Santa Quit\u00e9ria, Felgueiras, e no Funchal, Madeira, onde, al\u00e9m da capelania do Hosp\u00edcio Princesa Dona Am\u00e9lia, assumiram a dire\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio Maior da Diocese. Este surto de crescimento foi bruscamente interrompido em 1910, ano em que foram assassinados dois virtuosos mission\u00e1rios, os padres Alfredo Fragues, Provincial, e Bernardino Barros Gomes, ilustre homem de ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Outra vez renascida das cinzas em 1927, os esfor\u00e7os dos res\u00adpons\u00e1veis da Prov\u00edncia Portuguesa da Congrega\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o concentraram-se na organiza\u00e7\u00e3o das comunidades e respetivas obras, e ainda na forma\u00e7\u00e3o de novos mission\u00e1rios. Com essa finalidade, ergueram v\u00e1rios Semin\u00e1rios: Pombeiro e Oleiros (Felgueiras) e, mais tarde, Mafra e Braga. Novas condi\u00e7\u00f5es e exig\u00eancias de forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica e pedag\u00f3gica obri\u00adgaram \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de Lares de Estudantes no Ameal, Porto, e na Luz, em Lisboa. Nova fase da Miss\u00e3o <em>Ad Gentes<\/em> teve in\u00edcio em 1940, com a funda\u00e7\u00e3o de comunidades mission\u00e1rias em Mo\u00e7ambique. Na d\u00e9cada de 1960, metade dos seus membros, quase sempre os mais jovens, rumava a Mo\u00e7ambique. Esta situa\u00e7\u00e3o exigiu a cria\u00e7\u00e3o de uma estrutura jur\u00eddica mais \u00e1gil e bem inserida no terreno mo\u00e7ambicano. Nascia, assim, em 1965, a Vice-Prov\u00edncia. Al\u00e9m da presen\u00e7a mission\u00e1ria junto das popula\u00e7\u00f5es aut\u00f3ctones, assumiram, na linha do carisma do Santo Fundador e em condi\u00e7\u00f5es de grande exig\u00eancia e responsabilidade eclesial, a obra dos semin\u00e1rios. Dirigiram a forma\u00e7\u00e3o do clero mo\u00e7ambicano em tr\u00eas semin\u00e1rios. Por estas institui\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o passou a maior parte do clero local, bem como muitos dos bis\u00adpos desse pa\u00eds.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de obras de apostolado mission\u00e1rio j\u00e1 existentes em Chaves, Viseu, Felgueiras, Lisboa e Funchal, o regresso de alguns mission\u00e1rios, ap\u00f3s a independ\u00eancia de Mo\u00e7ambique, permitiu que fossem assumidas obras diocesanas, designadamente par\u00f3quias nas dioceses de Santar\u00e9m, Beja e Portalegre-Castelo Branco. Voltou, depois, com renovada entrega e din\u00e2mica evangelizadora a tradicional obra das miss\u00f5es populares. De norte a sul, equipas de Padres, Filhas da Caridade e Leigos, preparadas para anunciar a mensagem do Evangelho em novos contextos sociais e culturais, percorreram in\u00fameras par\u00f3quias, a convite dos respetivos bispos e p\u00e1rocos. Entre essas renovadas iniciativas de evangeliza\u00e7\u00e3o contam-se as Comunidades Familiares de Caridade, pequenos grupos de agentes pastorais dispon\u00edveis para assegurar continuida\u00adde \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o realizada nas miss\u00f5es populares.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> Desafios do carisma vicentino para o nosso tempo<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O cora\u00e7\u00e3o do carisma vicentino \u00e9 o exerc\u00edcio da caridade cujo modelo foi dado pelo divino Mestre. S. Vicente de Paulo resumiu as virtudes do Filho de Deus a duas principais: uni\u00e3o com o Pai e caridade para com os homens. A atualiza\u00e7\u00e3o deste carisma passa hoje pelo compromisso com os mais pobres, que de todos os crist\u00e3os exige a\u00e7\u00f5es concretas que, em esp\u00edrito de miss\u00e3o e de servi\u00e7o \u00e0 Igreja, se h\u00e3o de traduzir em obras mais do que em palavras. Urge, antes de mais, revisitar as origens e divulgar o pensamento e a obra do santo da caridade como imperativo de programas pastorais.<\/p>\n<p>Este \u201cvinho novo\u201d do carisma ter\u00e1, com certeza, consequ\u00eancias na atividade pastoral e na qualidade do servi\u00e7o \u00e0 Igreja em geral. Importa tamb\u00e9m perceber que as institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o chamadas a ser a express\u00e3o encarnada do carisma. Mas as institui\u00e7\u00f5es vivem mergulhadas na hist\u00f3ria de sociedades em acelerada transforma\u00e7\u00e3o. \u00c9, por isso, necess\u00e1rio escutar os sinais dos tempos e discernir, nas situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis e t\u00e3o frequentemente desumanas, o que ao apelo dos pobres tem a dizer com obras de miseric\u00f3rdia o carisma vicentino. E h\u00e1 de ter a coragem de reajustar estruturas de outros tempos, como se reajustam as roupas que vestem um corpo que cresce e se transforma.<\/p>\n<p>Neste processo de escuta e discernimento em ordem \u00e0 tomada de decis\u00e3o sobre a participa\u00e7\u00e3o nas estruturas eclesiais, a vis\u00e3o prof\u00e9tica de <em>aggiornamento<\/em> de S. Jo\u00e3o XXIII continua de plena atualidade. Abrir horizontes, reavivar o esp\u00edrito mission\u00e1rio e estar dispon\u00edvel para ir mais longe, \u00e9 pr\u00f3prio de homens chamados por Deus a continuar a obra salv\u00edfica de seu Filho. Sem otimismos ing\u00e9nuos, vivemos tempos de abertura a projetos novos, reconhecendo que \u00e9 sempre poss\u00edvel fazer-se ao largo e participar em iniciativas eclesiais que v\u00e3o para al\u00e9m da nossa realidade geogr\u00e1fica. No mundo globalizado de hoje, as fronteiras s\u00e3o sobretudo a estreiteza do horizonte que acomodamos nas nossas mentes e que nos podem impedir de chegar mais longe.<\/p>\n<p>O carisma vicentino \u00e9 portador de um c\u00f3digo gen\u00e9tico de conte\u00fado espiritual que se transmite, de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, a todos os ramos da fam\u00edlia. Esse n\u00facleo de gra\u00e7a, que o Esp\u00edrito anima, faz com que ela viva em saud\u00e1vel e cont\u00ednua \u201cinconformidade com as coisas do mundo presente\u201d (Rm 12,12), num processo de busca constante.<\/p>\n<p>Enquanto dom celeste, esse n\u00facleo de gra\u00e7a tem a marca da intemporalidade e apela a uma renova\u00e7\u00e3o permanente. Com a coragem dos profetas, a vis\u00e3o dos m\u00edsticos, o zelo dos mission\u00e1rios, a simplicidade dos homens de cora\u00e7\u00e3o puro, e impelidos pela caridade, podem os filhos espirituais de S. Vicente de Paulo continuar a fazer o que o Filho de Deus fazia na terra. Chamados para evangelizar os pobres, t\u00eam como miss\u00e3o anunciar-lhes a paz e a justi\u00e7a que vem com o Reino de Deus. Aos homens que, neste mundo de crise e desamparo, continuam marcados pelo infort\u00fanio, como desempregados, refugiados, exclu\u00eddos e v\u00edtimas de cada vez mais refinadas formas de pobreza, devem dar raz\u00f5es \u00e0 esperan\u00e7a de um mundo mais justo e fraterno.<\/p>\n<p>A Confer\u00eancia Episcopal exorta, em Cristo, os herdeiros do carisma de S. Vicente de Paulo, em Portugal, a sentirem-se comprometidos com todas as situa\u00e7\u00f5es que degradam a dignidade do homem. \u00c0 luz da mensagem de miseric\u00f3rdia de que d\u00e1 testemunho o pontificado do Papa Francisco, crentes e n\u00e3o crentes est\u00e3o agora mais atentos \u00e0 desumanidade das periferias humanas e existenciais. Caminha ao encontro dessa mensagem de amor misericordioso o carisma vicentino, que deve colocar o mundo dos pobres no centro de aten\u00e7\u00e3o de todos os crist\u00e3os e homens de boa vontade.<\/p>\n<p><em>F\u00e1tima, 10 de novembro de 2016<\/em><\/p>\n<p>[<a href=\"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-content\/uploads\/APlenariaCEP_nov2016_NotaPastoral_Vicentinos.pdf\" target=\"_blank\">PDF<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carisma Vicentino &nbsp; Completam-se em 2017 quatro s\u00e9culos ap\u00f3s S. 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