{"id":174,"date":"2013-04-11T14:30:00","date_gmt":"2013-04-11T14:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/?p=174"},"modified":"2014-07-20T16:23:42","modified_gmt":"2014-07-20T16:23:42","slug":"a-forca-da-familia-em-tempos-de-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/a-forca-da-familia-em-tempos-de-crise\/","title":{"rendered":"A for\u00e7a da fam\u00edlia em tempos de crise"},"content":{"rendered":"<p>Nota Pastoral da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa\u0000 <!--more--> <\/p>\n<p><strong>A fam&iacute;lia, um bem social<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>1. Consideramos da maior oportunidade, no atual contexto da sociedade portuguesa, atravessada por uma crise social e econ&oacute;mica de particular gravidade, que se traduz para muitos em desalento e falta de perspetivas de futuro, colocar em relevo o bem insubstitu&iacute;vel que representa a institui&ccedil;&atilde;o familiar, &laquo;origem e patrim&oacute;nio da humanidade&raquo; (Bento XVI).<\/p>\n<p>A fam&iacute;lia representa um bem p&uacute;blico, um bem social. Podemos encar&aacute;-la na perspetiva do seu relevo privado, como um bem para a realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, no plano afetivo, espiritual ou outros, de cada um dos seus membros. Mas devemos tamb&eacute;m encar&aacute;-la na perspetiva do seu relevo social, do bem que representa para a sociedade no seu todo. Podemos caracteriz&aacute;-la como a fonte b&aacute;sica do capital humano, social e espiritual de uma sociedade, a que assegura o seu futuro e o seu crescimento harmonioso. A sa&uacute;de e coes&atilde;o de uma sociedade dependem, por isso, da sa&uacute;de e coes&atilde;o da fam&iacute;lia.<\/p>\n<p>S&oacute; a fam&iacute;lia concebida a partir do compromisso definitivo entre um homem e uma mulher pode desempenhar esta fun&ccedil;&atilde;o social. As altera&ccedil;&otilde;es legislativas que, entre n&oacute;s como noutros pa&iacute;ses, v&ecirc;m redefinindo o casamento de forma a nele incluir uni&otilde;es de pessoas do mesmo sexo, esquecem esta verdade fundamental.<\/p>\n<p>A fam&iacute;lia &eacute; a primeira e mais b&aacute;sica das institui&ccedil;&otilde;es sociais, antes de mais porque assegura a renova&ccedil;&atilde;o das gera&ccedil;&otilde;es, sendo a primeira fun&ccedil;&atilde;o de qualquer comunidade a de assegurar a sua pr&oacute;pria sobreviv&ecirc;ncia e renova&ccedil;&atilde;o. E cumpre essa fun&ccedil;&atilde;o porque representa o contexto mais adequado e harmonioso para a educa&ccedil;&atilde;o das novas gera&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A fam&iacute;lia &eacute; o santu&aacute;rio da vida e do amor, lugar da manifesta&ccedil;&atilde;o de &laquo;uma grande ternura, que n&atilde;o &eacute; a virtude dos fracos, antes pelo contr&aacute;rio denota fortaleza de &acirc;nimo e capacidade de solicitude, de compaix&atilde;o, de verdadeira abertura ao outro, de amor. N&atilde;o devemos ter medo da bondade, da ternura&raquo; (Papa Francisco).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Raz&otilde;es da insubstitu&iacute;vel import&acirc;ncia da fam&iacute;lia<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Na fam&iacute;lia respeita-se a dignidade da pessoa humana, esta &eacute; encarada como ser &uacute;nico e irrepet&iacute;vel. Nela n&atilde;o h&aacute; lugar para o anonimato. Nela a pessoa &eacute; acolhida e amada pelo que <em>&eacute;, <\/em>n&atilde;o pelo que <em>faz<\/em> ou pelo que <em>produz<\/em>. Por isso, o contexto familiar &eacute; aquele em que os mais vulner&aacute;veis, incluindo os doentes e portadores de defici&ecirc;ncia, n&atilde;o deixam de ser valorizados.<\/p>\n<p>A fam&iacute;lia &eacute; a primeira e mais b&aacute;sica escola de sociabilidade. Nela se aprende a conviv&ecirc;ncia com o <em>outro <\/em>e o <em>diferente<\/em>; o homem &eacute; diferente da mulher, os irm&atilde;os nunca s&atilde;o iguais, e os filhos nunca s&atilde;o o reflexo da imagem dos pais.<\/p>\n<p>Na fam&iacute;lia a solidariedade n&atilde;o &eacute; imposta, &eacute; espont&acirc;nea e calorosa. Ela &eacute; o campo privilegiado da gratuidade, do dom desinteressado, onde espontaneamente se d&aacute; sem esperar nada em troca e com a maior das alegrias.<\/p>\n<p>Na fam&iacute;lia a autoridade &eacute; exercida como servi&ccedil;o e por amor.<\/p>\n<p>A renova&ccedil;&atilde;o das gera&ccedil;&otilde;es no seio da fam&iacute;lia tamb&eacute;m permite a mais harmoniosa alian&ccedil;a entre a tradi&ccedil;&atilde;o e a novidade. As gera&ccedil;&otilde;es mais velhas transmitem &agrave;s gera&ccedil;&otilde;es mais novas, como a sua mais preciosa heran&ccedil;a, aqueles valores perenes que n&atilde;o est&atilde;o sujeitos &agrave; usura do tempo e n&atilde;o passam com as modas. As gera&ccedil;&otilde;es mais novas representam a abertura ao novo, ao dinamismo e &agrave; criatividade, que tornam vivos esses valores perenes.<\/p>\n<p>Num outro aspeto a fam&iacute;lia representa o contexto mais adequado e harmonioso para o crescimento e educa&ccedil;&atilde;o das novas gera&ccedil;&otilde;es. A fam&iacute;lia nasce da unidade e complementaridade das dimens&otilde;es masculina e feminina, que cooperam, nessa unidade e complementaridade, para a integridade da educa&ccedil;&atilde;o humana.<\/p>\n<p>O casamento, como uni&atilde;o entre um homem e uma mulher, tem representado nas sociedades e culturas mais diversificadas um s&iacute;mbolo dessa riqueza que representa a dualidade sexual, da unidade dessa diversidade. A mensagem b&iacute;blica exprime-o com as palavras do <em>G&eacute;nesis<\/em>: &laquo;<em>Deus os criou homem e mulher &hellip; e viu que a sua obra era muita boa&hellip;<\/em>&raquo;.<em> <\/em>Esta riqueza da dualidade sexual, da unidade e complementaridade dos dois sexos, est&aacute; presente na fam&iacute;lia e, por seu interm&eacute;dio, deve penetrar em toda a sociedade. Todos os &acirc;mbitos da vida social ganham com o contributo simult&acirc;neo, diversificado e harm&oacute;nico das especificidades masculina e feminina, que s&atilde;o complexas, n&atilde;o s&atilde;o r&iacute;gidas e uniformes, mas s&atilde;o uma insubstitu&iacute;vel riqueza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A fam&iacute;lia e a crise econ&oacute;mica e social<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>3. A crise econ&oacute;mica e social que o nosso pa&iacute;s atravessa vem evidenciando, precisamente, a riqueza que representa a fam&iacute;lia. Tem sido a solidariedade familiar, que se traduz em solidariedade entre gera&ccedil;&otilde;es, em muitos casos, o primeiro e mais seguro apoio de quem se v&ecirc; a bra&ccedil;os com o desemprego, ou a queda abrupta de rendimentos, com a consequente incapacidade de fazer face a compromissos assumidos que se destinam &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o de necessidades familiares essenciais, como a da habita&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Mas esse apoio n&atilde;o &eacute; suficiente. A crise tamb&eacute;m evidencia que a comunh&atilde;o e solidariedade que se vivem no seio da fam&iacute;lia n&atilde;o pode limitar-se ao seu &acirc;mbito interno. A fam&iacute;lia n&atilde;o pode fechar-se sobre si. Esse esp&iacute;rito de comunh&atilde;o e solidariedade deve partir da fam&iacute;lia e alargar-se &agrave; sociedade inteira. Deve traduzir-se na entreajuda entre v&aacute;rias fam&iacute;lias. As experi&ecirc;ncias de muitas comunidades crist&atilde;s s&atilde;o j&aacute; disso testemunho, mas n&atilde;o &eacute; demais salientar a necessidade de se multiplicarem essas experi&ecirc;ncias de partilha entre fam&iacute;lias.<\/p>\n<p>Na raiz da crise que atravessamos est&atilde;o fracassos de um modelo econ&oacute;mico assente na maximiza&ccedil;&atilde;o do lucro e do consumo. Afirma Bento XVI na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano (n. 5): &laquo;O modelo que prevaleceu nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas apostava na busca da maximiza&ccedil;&atilde;o do lucro e do consumo, numa &oacute;tica individualista e ego&iacute;sta que pretendia avaliar as pessoas apenas pela sua capacidade de dar resposta &agrave;s exig&ecirc;ncias da competitividade. Olhando de outra perspetiva, por&eacute;m, o sucesso verdadeiro e duradouro pode ser obtido com a d&aacute;diva de si mesmo, dos seus dotes intelectuais, da pr&oacute;pria capacidade de iniciativa, j&aacute; que o desenvolvimento econ&oacute;mico suport&aacute;vel, isto &eacute;, autenticamente humano tem necessidade do princ&iacute;pio da gratuidade como express&atilde;o de fraternidade e da l&oacute;gica do dom&raquo;.<\/p>\n<p>A gratuidade t&iacute;pica das rela&ccedil;&otilde;es familiares deve servir de modelo para este novo paradigma de desenvolvimento econ&oacute;mico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A fam&iacute;lia e a abertura &agrave; vida<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. Talvez o mais eloquente sinal de que a crise da institui&ccedil;&atilde;o familiar se traduz em malef&iacute;cios sociais seja o da crise demogr&aacute;fica, que muitos consideram o mais grave dos problemas sociais das sociedades europeias, numa perspetiva do seu futuro mais ou menos pr&oacute;ximo. As &uacute;ltimas estat&iacute;sticas apontam Portugal como um dos pa&iacute;ses com mais baixa taxa de natalidade em todo o mundo.<\/p>\n<p>A fam&iacute;lia abre-se, por des&iacute;gnio natural, &agrave; vida.<\/p>\n<p>Poder&aacute; parecer irrealista salientar a import&acirc;ncia desta abertura &agrave; vida no atual contexto social, em que o desemprego e a precariedade laboral atingem de modo particular os jovens. Este facto deve levar-nos a n&atilde;o nos resignarmos com esta situa&ccedil;&atilde;o, como se ela fosse inevit&aacute;vel, como se a economia n&atilde;o devesse estar ao servi&ccedil;o da pessoa humana, e fosse a pessoa humana a dever sujeitar-se &agrave;s exig&ecirc;ncias da economia. Salienta Bento XVI na enc&iacute;clica <em>Caritas in veritate <\/em>(n. 25), a prop&oacute;sito da instabilidade laboral, que quando &laquo;se torna end&eacute;mica a incerteza sobre as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, resultante dos processos de mobilidade e desregulamenta&ccedil;&atilde;o, geram-se formas de instabilidade psicol&oacute;gica, com dificuldade a construir percursos coerentes na pr&oacute;pria vida, incluindo o percurso rumo ao matrim&oacute;nio&raquo;.<\/p>\n<p>Mas, por outro lado, a crise que atravessamos tamb&eacute;m &eacute; reflexo da crise demogr&aacute;fica. Numa sociedade em envelhecimento, as despesas p&uacute;blicas ser&atilde;o cada vez maiores em pens&otilde;es, sa&uacute;de, etc., e as receitas cada vez menores. Assim, o financiamento do Estado h&aacute; de ser cada vez mais problem&aacute;tico.<\/p>\n<p>&Eacute; claro o bem que representa hoje a maior longevidade, o facto de os idosos viverem mais tempo do que noutras &eacute;pocas. O que &eacute; problem&aacute;tico n&atilde;o &eacute; isso; n&atilde;o h&aacute; idosos &ldquo;a mais&rdquo;, porque estes s&atilde;o sempre uma riqueza, e nunca um peso. O que &eacute; problem&aacute;tico e causa desequil&iacute;brios &eacute; que n&atilde;o nas&ccedil;am crian&ccedil;as.<\/p>\n<p>Afirma ainda Bento XVI na enc&iacute;clica <em>Caritas in veritate <\/em>(n. 44): &laquo;A abertura moralmente respons&aacute;vel &agrave; vida &eacute; uma riqueza social e econ&oacute;mica<em>.<\/em> (&hellip;) A diminui&ccedil;&atilde;o dos nascimentos, situando-se por vezes abaixo do chamado &ldquo;&iacute;ndice de substitui&ccedil;&atilde;o&rdquo;, p&otilde;e em crise tamb&eacute;m os sistemas de assist&ecirc;ncia social, aumenta os seus custos, contrai a acumula&ccedil;&atilde;o de poupan&ccedil;as e, consequentemente, os recursos financeiros necess&aacute;rios para os investimentos, reduz a disponibiliza&ccedil;&atilde;o de trabalhadores qualificados, restringe a reserva aonde ir buscar os &ldquo;c&eacute;rebros&rdquo; para as necessidades da na&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, as fam&iacute;lias de pequena e, &agrave;s vezes, pequen&iacute;ssima dimens&atilde;o correm o risco de empobrecer as rela&ccedil;&otilde;es sociais e de n&atilde;o garantir formas eficazes de solidariedade. S&atilde;o situa&ccedil;&otilde;es que apresentam sintomas de escassa confian&ccedil;a no futuro e de cansa&ccedil;o moral. Deste modo, torna-se uma necessidade social, e mesmo econ&oacute;mica, continuar a propor &agrave;s novas gera&ccedil;&otilde;es a beleza da fam&iacute;lia e do matrim&oacute;nio, a correspond&ecirc;ncia de tais institui&ccedil;&otilde;es &agrave;s exig&ecirc;ncias mais profundas do cora&ccedil;&atilde;o e da dignidade da pessoa. Nesta perspetiva, os Estados s&atilde;o chamados a<em>&nbsp;<\/em>instaurar pol&iacute;ticas que promovam a centralidade e a integridade da fam&iacute;lia, fundada no matrim&oacute;nio entre um homem e uma mulher, c&eacute;lula primeira e vital da sociedade, preocupando-se tamb&eacute;m com os seus problemas econ&oacute;micos e fiscais, no respeito da sua natureza relacional&raquo;.<\/p>\n<p>Ajudam a combater a crise da natalidade medidas fiscais, que promovam o emprego juvenil, ou que facilitem a concilia&ccedil;&atilde;o entre o trabalho e a vida familiar. Mas o contributo decisivo para vencer a crise demogr&aacute;fica situa-se no plano da cultura e da mentalidade. H&aacute; que superar o &ldquo;cansa&ccedil;o moral&rdquo; e a &ldquo;falta de confian&ccedil;a no futuro&rdquo; a que alude a enc&iacute;clica <em>Caritas in veritate<\/em>. Saber que a vida &eacute; sempre um dom que compensa todos os sacrif&iacute;cios &ndash; s&oacute; com esta consci&ecirc;ncia pode ser vencida a crise da natalidade.<\/p>\n<p>Qualquer mensagem de desvaloriza&ccedil;&atilde;o da vida humana acarreta consequ&ecirc;ncias negativas a este respeito. Uma delas &ndash; sem d&uacute;vida a mais grave &ndash; &eacute; o aborto e sua banaliza&ccedil;&atilde;o a que vimos assistindo entre n&oacute;s com a cobertura da lei vigente. Afirma, ainda, sobre esta quest&atilde;o, a <em>Caritas in veritate<\/em> (n. 28): &laquo;Quando uma sociedade come&ccedil;a a negar e a suprimir a vida, acaba por deixar de encontrar as motiva&ccedil;&otilde;es e energias necess&aacute;rias para trabalhar ao servi&ccedil;o do verdadeiro bem do homem. Se se perde a sensibilidade pessoal e social ao acolhimento duma nova vida, definham tamb&eacute;m outras formas de acolhimento &uacute;teis &agrave; vida social. O acolhimento da vida revigora as energias morais e torna-nos capazes de ajuda rec&iacute;proca&raquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A fam&iacute;lia, um projeto duradouro<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>5. Para vencer a crise demogr&aacute;fica, como em rela&ccedil;&atilde;o a muitos outros aspetos relativos &agrave; sua fun&ccedil;&atilde;o social, h&aacute; que acreditar na fam&iacute;lia como um projeto duradouro, assente num compromisso de doa&ccedil;&atilde;o total e n&atilde;o na volatilidade dos sentimentos. S&oacute; nesse contexto &eacute; razo&aacute;vel a decis&atilde;o de ter filhos. Se a sa&uacute;de e coes&atilde;o da sociedade dependem da sa&uacute;de e coes&atilde;o da fam&iacute;lia, esta est&aacute; estritamente ligada &agrave; sua estabilidade.<\/p>\n<p>Vai-se generalizando, por&eacute;m, a op&ccedil;&atilde;o por formas de conviv&ecirc;ncia marital prec&aacute;ria, que recusam esse compromisso; tal como &eacute; cada vez mais frequente o recurso ao div&oacute;rcio, o que a legisla&ccedil;&atilde;o vigente tamb&eacute;m n&atilde;o deixa de facilitar em extremo.<\/p>\n<p>Salienta, a este respeito, a exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica <em>Familiaris consortio <\/em>(n. 11), de Jo&atilde;o Paulo II, que &laquo;a sexualidade diz respeito ao n&uacute;cleo &iacute;ntimo da pessoa humana&raquo; e se realiza &laquo;de maneira verdadeiramente humana, somente se &eacute; parte integral do amor com o qual homem e mulher se empenham totalmente um para com o outro at&eacute; &agrave; morte&raquo;. A doa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica total &eacute; verdadeira s&oacute; na medida em que envolve toda a pessoa, tamb&eacute;m na sua dimens&atilde;o temporal, com a comunh&atilde;o de projetos para o futuro: &laquo;se a pessoa se reservasse alguma coisa ou a possibilidade de decidir de modo diferente para o futuro, s&oacute; por isto j&aacute; n&atilde;o se doaria totalmente&raquo;. Esta totalidade corresponde tamb&eacute;m &agrave;s exig&ecirc;ncias de uma fecundidade respons&aacute;vel, a qual sup&otilde;e o contributo cont&iacute;nuo do pai e da m&atilde;e para o crescimento harmonioso dos filhos.&nbsp;<\/p>\n<p>Por isso, ainda segundo essa exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica (n. 11), &laquo;o &ldquo;lugar&rdquo; &uacute;nico, que torna poss&iacute;vel esta doa&ccedil;&atilde;o segundo a sua verdade total, &eacute; o matrim&oacute;nio&raquo;. Este &laquo;n&atilde;o &eacute; uma inger&ecirc;ncia indevida da sociedade ou da autoridade, nem a imposi&ccedil;&atilde;o extr&iacute;nseca de uma forma, mas uma exig&ecirc;ncia interior do pacto de amor conjugal que publicamente se afirma como &uacute;nico e exclusivo, para que seja vivida assim a plena fidelidade ao des&iacute;gnio de Deus Criador&raquo;. Esta fidelidade n&atilde;o mortifica a liberdade da pessoa, &laquo;p&otilde;e-na em seguran&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao subjetivismo e relativismo, f&aacute;-la participante da Sabedoria Criadora&raquo;.<\/p>\n<p>A esta luz, n&atilde;o &eacute; demais lembrar a responsabilidade que representa a prepara&ccedil;&atilde;o, mais remota e mais pr&oacute;xima, para o casamento. Uma prepara&ccedil;&atilde;o que envolve as fam&iacute;lias, as inst&acirc;ncias educativas e a Igreja.<\/p>\n<p>Importa, ainda, salientar como, tamb&eacute;m neste aspeto, deve evitar-se que cada fam&iacute;lia se veja sozinha a enfrentar dificuldades que possam conduzir &agrave; rutura. A experi&ecirc;ncia de um casal que soube superar as suas dificuldades de relacionamento pode servir de ajuda para outros que se confrontam com essas dificuldades. Experi&ecirc;ncias de entreajuda entre fam&iacute;lias neste campo tamb&eacute;m devem multiplicar-se no &acirc;mbito das comunidades crist&atilde;s.<\/p>\n<p>E se &eacute; verdade que a Igreja nunca deixar&aacute; de proclamar a indissolubilidade do casamento, antes de mais perante quem se prepara para o contrair, tal n&atilde;o pode significar insensibilidade ou indiferen&ccedil;a perante o sofrimento de quem experimentou um fracasso matrimonial, independente de qualquer ju&iacute;zo de culpa, que at&eacute; pode nem existir. A Igreja acolhe e acompanha com solicitude essas pessoas.<\/p>\n<p>Olhamos com simpatia e apre&ccedil;o os movimentos e institui&ccedil;&otilde;es que se preocupam e dedicam &agrave; fam&iacute;lia, encarnando o amor de Deus e manifestando-lhe o rosto am&aacute;vel da Igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A sociedade &agrave; imagem da fam&iacute;lia<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>6. Muitas vezes a fam&iacute;lia &eacute; encarada como um ref&uacute;gio que protege de um ambiente hostil da sociedade que nos rodeia, um o&aacute;sis de harmonia no meio do deserto, um espa&ccedil;o de humaniza&ccedil;&atilde;o no meio de um mundo desumanizado. E &eacute; assim de facto. Mas tamb&eacute;m podemos encarar a fam&iacute;lia de outra perspetiva: como a fonte e o fermento de onde parte a renova&ccedil;&atilde;o da sociedade. &Eacute; assim atrav&eacute;s dos filhos, que se devem proteger das m&aacute;s influ&ecirc;ncias da sociedade, mas que tamb&eacute;m a esta podem dar muito do que recebem na fam&iacute;lia.<\/p>\n<p>Os valores que se vivem na fam&iacute;lia &ndash; a pessoa amada e acolhida como ser &uacute;nico e irrepet&iacute;vel, o amor gratuito, a solidariedade espont&acirc;nea, a autoridade como servi&ccedil;o, o valor do doente e do idoso, a alian&ccedil;a da tradi&ccedil;&atilde;o e da inova&ccedil;&atilde;o, a unidade e complementaridade das dimens&otilde;es masculina e feminina, a fidelidade e o compromisso &ndash; devem estender-se, por seu interm&eacute;dio, a toda a sociedade: &agrave;s empresas, aos servi&ccedil;os p&uacute;blicos, &agrave;s escolas e hospitais, &agrave;s comunidades eclesiais, &agrave;s associa&ccedil;&otilde;es. A fam&iacute;lia &eacute; o modelo, o <em>dever ser <\/em>de qualquer conviv&ecirc;ncia humana.<\/p>\n<p>Num contexto de crise econ&oacute;mica e social, que para muitos se traduz em desalento e falta de perspetivas de futuro, &eacute; esta a mensagem que queremos transmitir, como ant&iacute;doto a esse desalento e como ajuda &agrave; supera&ccedil;&atilde;o dessa crise: que a fam&iacute;lia seja reconhecida e apoiada na miss&atilde;o social que s&oacute; ela pode desempenhar.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>F&aacute;tima, 11 de abril de 2013<\/em><\/p>\n<p>\u0000<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota Pastoral da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[43,36],"class_list":["post-174","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-crise","tag-familia"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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