{"id":166,"date":"2012-11-15T15:00:00","date_gmt":"2012-11-15T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/?p=166"},"modified":"2014-07-20T15:42:36","modified_gmt":"2014-07-20T15:42:36","slug":"corpo-nacional-de-escutas-cne-caminho-de-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/corpo-nacional-de-escutas-cne-caminho-de-esperanca\/","title":{"rendered":"Corpo Nacional de Escutas \u2013 CNE: Caminho de Esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Nota Pastoral da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa\u0000 <!--more--> <\/p>\n<p align=\"left\">O Corpo Nacional de Escutas completa 90 anos de exist&ecirc;ncia a 27 de maio de 2013. Ao assinalar esta efem&eacute;ride, queremos manifestar o grande apre&ccedil;o que nutrimos pelo CNE, pois este tem prestado um valoroso e ineg&aacute;vel contributo para a educa&ccedil;&atilde;o integral dos jovens, assente no ideal do servi&ccedil;o, em comunh&atilde;o com a Igreja.<\/p>\n<p align=\"left\">Na Nota Pastoral que em 1995 public&aacute;mos sobre o CNE, acentu&aacute;mos a import&acirc;ncia do Escutismo como &laquo;Escola de Educa&ccedil;&atilde;o humana e crist&atilde;&raquo;; agora &eacute; nosso desejo sublinhar a import&acirc;ncia do CNE na constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade animada pela esperan&ccedil;a que brota da f&eacute;.<\/p>\n<p align=\"left\">Refletir sobre o caminho percorrido &eacute; inspirador de novas linhas de orienta&ccedil;&atilde;o e, por isso, &eacute; tamb&eacute;m nosso desejo convidar todo o CNE a n&atilde;o deixar de elevar as suas metas e ideais na abertura permanente ao Esp&iacute;rito Santo, como ali&aacute;s decorre da pr&oacute;pria pedagogia escutista onde se prop&otilde;e sempre ir &laquo;mais al&eacute;m&raquo;.<\/p>\n<p align=\"left\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong><strong>Breve enquadramento hist&oacute;rico<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">Ao longo dos 90 anos de exist&ecirc;ncia, o CNE evidenciou inequivocamente a sua capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o a cada per&iacute;odo hist&oacute;rico em concreto &ndash; mesmo no contexto de tantas e profundas mudan&ccedil;as em Portugal no decurso do s&eacute;culo XX &ndash; sem, contudo, perder a sua identidade. Esse facto objetivo ressalta da aprecia&ccedil;&atilde;o do percurso j&aacute; tra&ccedil;ado pelo Escutismo Cat&oacute;lico Portugu&ecirc;s, e &eacute; apoiado, em &uacute;ltima an&aacute;lise, pela vitalidade de que goza ainda hoje o CNE.<\/p>\n<p align=\"left\">Este longo &laquo;raide&raquo; foi percorrido por todos os que, ao longo de 90 anos, ajudaram a construir o Escutismo Cat&oacute;lico Portugu&ecirc;s, e continua hoje a ser percorrido, quer no sil&ecirc;ncio discreto junto de uma unidade escutista local, quer no desempenho de fun&ccedil;&otilde;es de maior visibilidade. Tudo concorre para fazer do CNE aquilo que hoje &eacute;.<\/p>\n<p align=\"left\">Sem podermos recordar todas as grandes figuras que alicer&ccedil;aram o &laquo;edif&iacute;cio&raquo; j&aacute; constru&iacute;do &ndash; e foram de facto muitas &ndash;, &eacute; for&ccedil;oso evocar nesta efem&eacute;ride o contributo essencial e basilar dado por D. Manuel Vieira de Matos e Monsenhor Avelino Gon&ccedil;alves. Como &eacute; sabido, inspirado pelo desfile de um numeroso grupo de escuteiros italianos por ocasi&atilde;o do Congresso Eucar&iacute;stico Internacional, que teve lugar em Roma em 1922, o prelado bracarense, recorrendo ao inestim&aacute;vel contributo de Monsenhor Avelino Gon&ccedil;alves, veio a empreender a nobre tarefa de trazer para Portugal a obra nascente do Escutismo Cat&oacute;lico.<\/p>\n<p align=\"left\">O Escutismo tinha j&aacute; provas dadas em v&aacute;rias partes do mundo, com assinal&aacute;vel sucesso educativo, mas a sua inser&ccedil;&atilde;o na miss&atilde;o evangelizadora da Igreja encontrava-se ainda em fase embrion&aacute;ria, tendo na pessoa do Padre jesu&iacute;ta franc&ecirc;s Jacques Sevin a principal fonte inspiradora. O seu processo de canoniza&ccedil;&atilde;o est&aacute; introduzido, tendo o Papa Bento XVI j&aacute; aprovado o decreto das suas &laquo;virtudes heroicas&raquo;, sendo agora Vener&aacute;vel. Dada a forma como nasceu e se desenvolveu, o CNE esteve sempre em sintonia com esse projeto inovador de Escutismo Cat&oacute;lico, o que lhe atribui not&aacute;vel eclesialidade.<\/p>\n<p align=\"left\">Considerando o percurso efetuado, a celebra&ccedil;&atilde;o deste anivers&aacute;rio do CNE &eacute; tamb&eacute;m ocasi&atilde;o para assinalar o contributo de todos os que se dedicaram de alma e cora&ccedil;&atilde;o a este projeto educativo e se empenharam no desenvolvimento desta Associa&ccedil;&atilde;o de fi&eacute;is. Queremos sublinhar e agradecer o m&eacute;rito dos dirigentes em manter a identidade crist&atilde; do Escutismo. Para tal, importa investir na sua forma&ccedil;&atilde;o humana e crist&atilde;.<\/p>\n<p align=\"left\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>2. Palavra de Deus e Escutismo<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">Numa mensagem dirigida a escuteiros cat&oacute;licos italianos (da AGESCI) em 1997, o Papa Jo&atilde;o Paulo II afirmava: &laquo;O vosso fundador, Baden-Powell, gostava de indicar os dois grandes livros que deveis sempre saber ler: o livro da natureza e o livro da Palavra de Deus, a B&iacute;blia. Trata&#8209;se de uma indica&ccedil;&atilde;o segura e fecunda. Amando a natureza, vivendo nela e respeitando-a, aprendei a unir a vossa voz aos milhares de vozes do bosque que louvam o Senhor; imersos nela, continuai a celebrar os vossos momentos de ora&ccedil;&atilde;o e as vossas liturgias, que permanecer&atilde;o no cora&ccedil;&atilde;o dos jovens como experi&ecirc;ncias inesquec&iacute;veis. Cultivando a vossa tradi&ccedil;&atilde;o de amor e de estudo da B&iacute;blia, encontrareis veredas e estradas sempre novas para uma catequese original e eficaz, inserida no caminho da catequese da Igreja&raquo;.<\/p>\n<p align=\"left\">No ano seguinte, num discurso dirigido &agrave; Confer&ecirc;ncia Internacional Cat&oacute;lica do Escutismo, afirmou ainda Jo&atilde;o Paulo II: &laquo;O encontro entre o m&eacute;todo escutista e as intui&ccedil;&otilde;es do Pe. Sevin, S.J., permitiu elaborar uma pedagogia baseada nos valores evang&eacute;licos&raquo;.<\/p>\n<p align=\"left\">J&aacute; em 2007, por ocasi&atilde;o do centen&aacute;rio do Escutismo, o Papa Bento XVI escreveu: &laquo;Fecundado pelo Evangelho, o Escutismo n&atilde;o &eacute; s&oacute; um lugar de aut&ecirc;ntico crescimento humano, mas tamb&eacute;m o lugar de uma proposta crist&atilde; forte e de uma verdadeira matura&ccedil;&atilde;o espiritual e moral, assim como de um aut&ecirc;ntico caminho de santidade&raquo;.<\/p>\n<p align=\"left\">Todos estes textos sublinham a &iacute;ntima liga&ccedil;&atilde;o entre o Evangelho e a pedagogia escutista, pese embora o facto de, na sua g&eacute;nese, o Movimento Escutista n&atilde;o estar vinculado a nenhuma confiss&atilde;o religiosa em particular. Em todo o caso, &eacute; ineg&aacute;vel a influ&ecirc;ncia religiosa nos escritos e propostas de Baden-Powell, de tal forma que chegou a afirmar que o Movimento &eacute; todo baseado na religi&atilde;o (1).<\/p>\n<p align=\"left\">Sendo o fundador do Escutismo de forte tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde; anglicana, a sua intui&ccedil;&atilde;o original estava tamb&eacute;m informada do esp&iacute;rito crist&atilde;o, nomeadamente no que &agrave; Palavra de Deus diz respeito. Isto &eacute;, mesmo sem o referir explicitamente, a Palavra de Deus &eacute; a fonte inspiradora do Escutismo e, consequentemente, &eacute; tamb&eacute;m a Luz para o caminho de todos os escuteiros. Isso &eacute; particularmente vis&iacute;vel nos Princ&iacute;pios e na Lei do Escuta, onde se identifica claramente a influ&ecirc;ncia da Palavra de Deus: h&aacute; um claro paralelismo entre os Mandamentos da Lei, bem como o seu cumprimento no Mandamento Novo, e os dez artigos da Lei do Escuta, tal como as bem-&#8209;aventuran&ccedil;as s&atilde;o efetivamente um c&oacute;digo de vida para os escuteiros.<\/p>\n<p align=\"left\">Se o Escutismo est&aacute; inegavelmente ligado &agrave; Palavra de Deus, da&iacute; resulta uma dupla e permanente miss&atilde;o: conhecer, aprofundar e viver a partir da Palavra, e encontrar na mesma Palavra o conte&uacute;do e o fundamento para a Miss&atilde;o pois, como reafirmou o S&iacute;nodo sobre a Palavra de Deus, &laquo;a miss&atilde;o de anunciar a Palavra de Deus &eacute; dever de todos os disc&iacute;pulos de Jesus Cristo, em consequ&ecirc;ncia do seu batismo&raquo; (2).<\/p>\n<p align=\"left\">Afirma ainda Bento XVI: &laquo;A solicitude pelo mundo juvenil implica a coragem de um an&uacute;ncio claro; devemos ajudar os jovens a ganharem confian&ccedil;a e familiaridade com a Sagrada Escritura, para que seja uma b&uacute;ssola que indica a estrada a seguir. Para isso, precisam de testemunhas e mestres, que caminhem com eles e os orientem para amarem e por sua vez comunicarem o Evangelho, sobretudo aos da sua idade, tornando-se eles mesmos arautos aut&ecirc;nticos e cred&iacute;veis&raquo; (3).<\/p>\n<p align=\"left\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>3. Escutismo e comunh&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">Na Carta Apost&oacute;lica de Jo&atilde;o Paulo II &laquo;No in&iacute;cio do Novo Mil&eacute;nio&raquo;, o Santo Padre formulou um importante desafio a todos os cat&oacute;licos: &laquo;Fazer da Igreja a casa e a escola da comunh&atilde;o&raquo; (4).<\/p>\n<p align=\"left\">Esse desafio, sendo formulado genericamente para a Igreja universal, &eacute; tamb&eacute;m dirigido especificamente a cada Igreja local e a cada Movimento eclesial, como &eacute; o caso do CNE. Consequentemente, essa &eacute; tamb&eacute;m uma miss&atilde;o priorit&aacute;ria para o Escutismo Cat&oacute;lico Portugu&ecirc;s.<\/p>\n<p align=\"left\">Tal como explica o Sumo Pont&iacute;fice, &laquo;antes de programar iniciativas concretas, &eacute; preciso promover uma espiritualidade da comunh&atilde;o&raquo; (5). No caso do Escutismo, essa promo&ccedil;&atilde;o &eacute; j&aacute; facilitada pelo facto de um dos seus elementos constituintes ser precisamente o chamado &laquo;Sistema de Patrulhas&raquo;, onde a comunh&atilde;o entre os elementos permite potenciar o desenvolvimento de cada um, representando por isso a maior riqueza do grupo. Este elemento essencial da pedagogia escutista, reproduzido de alguma forma nas diferentes inst&acirc;ncias da Associa&ccedil;&atilde;o, mesmo entre adultos, pode assim ser catalisador da referida espiritualidade de comunh&atilde;o, desde que:<\/p>\n<p align=\"left\">&ndash; cada pessoa tenha o olhar do cora&ccedil;&atilde;o voltado para o mist&eacute;rio da Trindade, que habita em si e cuja luz h&aacute; de ser percebida tamb&eacute;m no rosto dos irm&atilde;os;<\/p>\n<p align=\"left\">&ndash; cada pessoa tenha a capacidade de partilhar as alegrias e as tristezas do irm&atilde;o, oferecendo-lhe uma verdadeira e profunda amizade, unidos no Corpo m&iacute;stico de Cristo;<\/p>\n<p align=\"left\">&ndash; cada pessoa tenha a capacidade de ver o que h&aacute; de bom no outro, valorizando-o como dom de Deus;<\/p>\n<p align=\"left\">&ndash; cada pessoa aceite levar &laquo;o fardo do outro&raquo; (<em>Gl<\/em> 6,2) rejeitando qualquer forma de ego&iacute;smo (6).<\/p>\n<p align=\"left\">Em todo esse processo, a comunh&atilde;o sacramental apresenta-se como elemento determinante para que a vida possa, tamb&eacute;m ela, ser comunh&atilde;o. Essa &eacute;, em s&iacute;ntese, a caminhada espiritual a percorrer.<\/p>\n<p align=\"left\">Finalmente, a comunh&atilde;o, que o Corpo Nacional de Escutas &eacute; chamado a viver, expressa-&#8209;se interna e externamente.<\/p>\n<p align=\"left\">Em primeiro lugar, a pr&oacute;pria express&atilde;o &laquo;Corpo&raquo; aponta no sentido da unidade e da comum perten&ccedil;a a algo, n&atilde;o obstante as diferen&ccedil;as. Essa dimens&atilde;o materializa-se na busca de um rumo comum e torna-se particularmente vis&iacute;vel na forma como os Agrupamentos, N&uacute;cleos e Regi&otilde;es articulam as suas metas, planos e a&ccedil;&otilde;es com o n&iacute;vel nacional. Todos os esfor&ccedil;os devem ser feitos nesse sentido, para preservar a unidade do CNE.<\/p>\n<p align=\"left\">Em segundo lugar, a comunh&atilde;o vivida internamente tem tamb&eacute;m uma express&atilde;o eclesial imprescind&iacute;vel. Desde logo, o pressuposto de que o CNE faz parte da Igreja deve estar sempre presente, inclusive na defini&ccedil;&atilde;o de objetivos e na partilha da comum miss&atilde;o da Igreja. A forma imediata de aferir a solidez deste la&ccedil;o eclesial encontra-se na rela&ccedil;&atilde;o com os Assistentes eclesi&aacute;sticos das diferentes inst&acirc;ncias, pois cabe-lhes representar a Hierarquia da Igreja no Movimento. Mas a dimens&atilde;o eclesial remete igualmente para a busca permanente de comunh&atilde;o com outras inst&acirc;ncias eclesiais de pastoral. A comunh&atilde;o com outros grupos ou Movimentos &eacute; muito importante pois a todos cabe a miss&atilde;o de, &laquo;com a vivacidade dos carismas que lhes foram concedidos pelo Esp&iacute;rito Santo para o nosso tempo, oferecer a sua contribui&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para favorecer nos fi&eacute;is a perce&ccedil;&atilde;o desta sua perten&ccedil;a ao Senhor (<em>Rm<\/em> 14,8)&raquo; (7).<\/p>\n<p align=\"left\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>4. Escutismo ao servi&ccedil;o da esperan&ccedil;a<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">O Escutismo surgiu com o objetivo muito concreto de transmitir esperan&ccedil;a aos jovens que viviam na ociosidade, entregues a v&iacute;cios e sem quaisquer horizontes de vida. Desde logo estimulou os jovens a ser art&iacute;fices do seu pr&oacute;prio desenvolvimento, motivando-os atrav&eacute;s do jogo e propondo-lhes a ades&atilde;o pessoal a um quadro de valores sintetizado na Lei escutista. Essa proposta cedo se revelou frutuosa, porquanto se assistiu a uma extraordin&aacute;ria expans&atilde;o do Movimento que, se era manifesta&ccedil;&atilde;o evidente do interesse que despertava entre os jovens, n&atilde;o era menos prova cabal do reconhecimento geral, da parte de diferentes institui&ccedil;&otilde;es da sociedade, das virtudes pedag&oacute;gicas do Escutismo.<\/p>\n<p align=\"left\">Ora, isso deve-se em parte ao facto de o Escutismo ter a capacidade de fazer brotar de dentro de cada jovem as suas mais nobres qualidades, colocando-as ao servi&ccedil;o de Deus e dos irm&atilde;os. Dessa forma, o Escutismo veio dar resposta a algumas vis&otilde;es mais c&eacute;ticas sobre a juventude dos &laquo;novos tempos&raquo;, reafirmando que vale a pena acreditar numa nova humanidade, vale a pena acreditar em cada jovem, vale a pena ter esperan&ccedil;a. Esse dado continua hoje a ser marcante na sociedade, representando mesmo um dos mais importantes contributos do Escutismo no mundo atual sobretudo considerando que, como referia Jo&atilde;o Paulo II em 2003, se assistia na Europa a uma esp&eacute;cie de &laquo;ofuscamento da esperan&ccedil;a&raquo; (8).<\/p>\n<p align=\"left\">Baden-Powell, na sua derradeira mensagem, deixava entrever parte do fundamento da esperan&ccedil;a, ao afirmar: &laquo;Procurai deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrastes e, quando vos chegar a vez de morrer, podeis morrer felizes sentindo que ao menos n&atilde;o desperdi&ccedil;astes o tempo e fizestes todo o poss&iacute;vel por praticar o bem&raquo; (9). Apelava assim a uma vida plena, com sentido, entregue ao servi&ccedil;o do bem. No entanto, o principal fundamento da esperan&ccedil;a ultrapassa os limites da vida presente, iluminando-a de forma sempre nova e renovada: &laquo;A verdadeira e grande esperan&ccedil;a do ser humano, que reside apesar de todas as desilus&otilde;es, s&oacute; pode ser Deus &ndash; o Deus que nos amou, e ama ainda agora &ldquo;at&eacute; ao fim&rdquo;, &ldquo;at&eacute; &agrave; plena consuma&ccedil;&atilde;o&rdquo; (<em>Jo<\/em> 13,1 e 19,30)&raquo; (10).<\/p>\n<p align=\"left\">Na medida em que os &laquo;deveres para com Deus&raquo; s&atilde;o um pilar essencial do Escutismo, e considerando que isso pressup&otilde;e o acolhimento de Deus e o reconhecimento dos seus dons na vida quotidiana, pode-se afirmar que o escutismo &eacute; um caminho de esperan&ccedil;a, pois conduz verdadeiramente a Deus.<\/p>\n<p align=\"left\">Da&iacute; resulta que o Movimento Escutista se afigure como uma for&ccedil;a ao servi&ccedil;o da esperan&ccedil;a de que o mundo tanto necessita, sendo tamb&eacute;m para a Igreja um precioso instrumento de evangeliza&ccedil;&atilde;o, pois ao contribuir para uma vida de abertura a Deus est&aacute; a apresentar ao mundo o motivo fundamental pelo qual vale a pena ter esperan&ccedil;a. Instrumento de evangeliza&ccedil;&atilde;o quer atrav&eacute;s do reconhecimento da Natureza enquanto obra criada por Deus, quer no servi&ccedil;o aos outros segundo a op&ccedil;&atilde;o preferencial pelos mais pobres, e em todos os outros aspetos pelos quais o Escutismo aproxima as crian&ccedil;as e os jovens de Cristo.<\/p>\n<p align=\"left\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>5. Desafios presentes e futuros<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">Ao assinalar este anivers&aacute;rio, o CNE &eacute; tamb&eacute;m estimulado a uma vis&atilde;o prospetiva sobre a sociedade, para que o contributo educativo que prestou ao longo destes 90 anos mantenha a sua pertin&ecirc;ncia no presente e no futuro, adaptando as suas respostas &agrave;s necessidades reais e prementes.<\/p>\n<p align=\"left\">De entre outros, apontamos cinco desafios que se apresentam hoje ao CNE e que podem definir o seu futuro:<\/p>\n<p align=\"left\">&ndash; <strong>Desafio da identidade<\/strong>. De uma forma ou de outra, a reflex&atilde;o sobre a identidade do CNE foi acompanhando todo o seu percurso desde a funda&ccedil;&atilde;o. No entanto, hoje esse aspeto revela-se particularmente emergente, dada a crescente multiculturalidade, bem como o fen&oacute;meno da globaliza&ccedil;&atilde;o. Acresce ainda o facto de as correntes relativistas e secularistas se manifestarem cada vez mais em determinados grupos, movimentos e associa&ccedil;&otilde;es. Por isso, a capacidade de preservar a sua identidade, enquanto Escutismo Cat&oacute;lico Portugu&ecirc;s, &eacute; extremamente importante, j&aacute; que, sendo membro da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Movimento Escutista &eacute;, ao mesmo tempo, Movimento da Igreja e, por isso, est&aacute; enraizado na f&eacute; da Igreja (11) e participa da sua miss&atilde;o.<\/p>\n<p align=\"left\">&ndash; <strong>Desafio da abertura<\/strong>. Associa&ccedil;&otilde;es que, como o CNE, s&atilde;o numericamente muito expressivas, apresentam estruturas complexas e um elevado n&uacute;mero de atividades. Esse facto n&atilde;o deve ser argumento para uma menor abertura do Escutismo &agrave; comunidade local e a outras associa&ccedil;&otilde;es ou projetos. O desafio aqui referido consiste na capacidade de harmonizar as duas dimens&otilde;es de forma equilibrada, permitindo que, sem perder a sua especificidade, o CNE d&ecirc; um importante contributo para o exterior.<\/p>\n<p align=\"left\">&ndash; <strong>Desafio da integra&ccedil;&atilde;o<\/strong>. &Eacute; sabido que o CNE &eacute; tamb&eacute;m um Movimento de fronteira, sendo essa uma das suas notas mais espec&iacute;ficas. Com efeito, a sua miss&atilde;o passa pela capacidade de cativar os que ainda n&atilde;o est&atilde;o inteiramente em sintonia de valores ou ideais, para lhes propor um caminho mais excelente do que todos os outros: o caminho da f&eacute; crist&atilde; vivida em Igreja e traduzida em caridade. Esse objetivo &eacute; exigente e rigoroso, e requer grande clareza de objetivos, bem como a apresenta&ccedil;&atilde;o da verdade a cada pessoa, mesmo que esta possa ser dif&iacute;cil de aceitar. O amor obriga a defender a verdade. Por isso, saber integrar sem perder a linha orientadora revela-se um importante e exigente desafio.<\/p>\n<p align=\"left\">&ndash; <strong>Desafio da comunh&atilde;o<\/strong>. Como atr&aacute;s foi explicitado, a espiritualidade da comunh&atilde;o &eacute; essencial para que as atividades conduzam &agrave; referida comunh&atilde;o. No caso espec&iacute;fico do CNE, importa sublinhar a import&acirc;ncia da comunh&atilde;o eclesial, sobretudo com outros grupos paroquiais e com outros Movimentos. A busca de uma mesma meta, n&atilde;o obstante as diferen&ccedil;as, &eacute; a &uacute;nica via para a comunh&atilde;o e, portanto, para o acolhimento do des&iacute;gnio divino de unidade (cf. <em>Jo<\/em> 17,11).<\/p>\n<p align=\"left\">&ndash; <strong>Desafio da evangeliza&ccedil;&atilde;o<\/strong>. Este desafio pressup&otilde;e tudo o que atr&aacute;s foi dito: onde houver uma clara identidade cat&oacute;lica, onde a abertura ao exterior estiver presente, o Movimento ser&aacute; seguramente evangelizador, numa l&oacute;gica de integra&ccedil;&atilde;o na verdade e, sobretudo, se a comunh&atilde;o corresponder a uma &iacute;ntima liga&ccedil;&atilde;o a Deus, acolhida e vivida em Igreja, na especificidade do m&eacute;todo escutista. Al&eacute;m disso, para ser um Movimento evangelizador, cada escuteiro e Dirigente deve procurar ter na Palavra de Deus o seu alimento quotidiano para que possa crer o que l&ecirc;, ensinar o que cr&ecirc; e viver o que ensina (12). Da&iacute; resulta a evangeliza&ccedil;&atilde;o e a necessidade de articular a forma&ccedil;&atilde;o escutista com a catequese paroquial.<\/p>\n<p align=\"left\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"left\">A melhor forma de viver o Escutismo consiste em faz&ecirc;-lo de forma aut&ecirc;ntica, segundo a sua pedagogia pr&oacute;pria, na adapta&ccedil;&atilde;o aos tempos novos e na fidelidade aos seus princ&iacute;pios. Se cada escuteiro estiver &laquo;Sempre Alerta&raquo; praticando dedicadamente o &laquo;Servi&ccedil;o&raquo;, ir&aacute; descobrir que &laquo;h&aacute; mais felicidade em dar que em receber&raquo; (<em>At<\/em> 20,35) e esse &eacute; o caminho de encontro profundo com Jesus Cristo. Nesse sentido, o Escutismo &eacute; naturalmente instrumento de evangeliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p align=\"left\">Saber integrar esse potencial educativo na miss&atilde;o da Igreja &eacute; a tarefa do Escutismo Cat&oacute;lico, e &eacute; o que se espera tamb&eacute;m do CNE, para benef&iacute;cio da Igreja. Por isso, &eacute; nosso desejo exortar o Escutismo Cat&oacute;lico Portugu&ecirc;s a perseverar na miss&atilde;o que lhe &eacute; confiada desde a sua funda&ccedil;&atilde;o: contribuir para que as crian&ccedil;as e jovens descubram Cristo como o sentido &uacute;ltimo das suas vidas.<\/p>\n<p align=\"left\">&Eacute; certo que muitos desafios se colocam aos jovens atualmente, como afirmava o Papa Bento XVI: &laquo;Apesar das dificuldades, n&atilde;o vos deixeis desanimar e n&atilde;o renuncieis aos vossos sonhos! Pelo contr&aacute;rio, cultivai no cora&ccedil;&atilde;o desejos grandes de fraternidade, de justi&ccedil;a e de paz. O futuro est&aacute; nas m&atilde;os de quem sabe procurar e encontrar raz&otilde;es fortes de vida e de esperan&ccedil;a&raquo; (13).<\/p>\n<p align=\"left\">Nas m&atilde;os de Nossa Senhora, M&atilde;e dos Escutas, entregamos essas altas aspira&ccedil;&otilde;es, pedindo a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o materna de Santa Maria para todos os lobitos, exploradores e mo&ccedil;os, pioneiros e marinheiros, caminheiros e companheiros, e tamb&eacute;m para todos os Dirigentes. Maria, estrela-&#8209;do-mar, brilhe sobre cada um de v&oacute;s, e guie sempre o vosso caminho!<\/p>\n<p align=\"left\"><em>F&aacute;tima, 15 de novembro de 2012<strong>&nbsp;<\/strong><\/em><\/p>\n<p align=\"left\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"left\">NOTAS:<\/p>\n<p align=\"left\">1 &#8211; BADEN-POWELL, <em>O Rasto do Fundador<\/em>, 153.<\/p>\n<p align=\"left\">2 &#8211; BENTO XVI, <em>Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica &laquo;Verbum Domini&raquo;<\/em>, 94.<\/p>\n<p align=\"left\">3 &#8211;<em>Ibidem.<\/em><\/p>\n<p align=\"left\">4 -JO&Atilde;O PAULO II, <em>Carta Apost&oacute;lica &laquo;Novo Millennio Ineunte&raquo;, <\/em>43.<\/p>\n<p align=\"left\"><em>5 -Ibidem<\/em>.<\/p>\n<p align=\"left\">6 &#8211; <em>Ibidem<\/em>.<\/p>\n<p align=\"left\">7 -BENTO XVI, <em>Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica &laquo;Sacramentum Caritatis&raquo;<\/em>, 76.<\/p>\n<p>8 -JO&Atilde;O PAULO II, <em>Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica &laquo;Ecclesia in Europa&raquo;<\/em>, 7.<\/p>\n<p align=\"left\">9 -BADEN-POWELL, <em>&Uacute;ltima Mensagem.<\/em><\/p>\n<p>10 &#8211; BENTO XVI, <em>Carta Enc&iacute;clica &laquo;Spe Salvi&raquo;<\/em>, 27.<\/p>\n<p align=\"left\">11 &#8211; BENTO XVI, <em>Os Movimentos na Igreja &ndash; Presen&ccedil;a do Esp&iacute;rito e Esperan&ccedil;a para os Homens<\/em>, 56.<\/p>\n<p>12 &#8211; Do <em>Ritual da Ordena&ccedil;&atilde;o dos Di&aacute;conos.<\/em><\/p>\n<p align=\"left\">13 &#8211; BENTO XVI, <em>Mensagem para a Jornada Mundial da Juventude de 2010<\/em>, 7.<\/p>\n<p>\u0000<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota Pastoral da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-166","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - 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