{"id":152,"date":"2011-09-14T17:58:00","date_gmt":"2011-09-14T17:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/?p=152"},"modified":"2014-07-20T15:53:21","modified_gmt":"2014-07-20T15:53:21","slug":"servicos-paroquiais-de-acao-social-para-uma-cultura-da-dadiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/servicos-paroquiais-de-acao-social-para-uma-cultura-da-dadiva\/","title":{"rendered":"Servi\u00e7os paroquiais de a\u00e7\u00e3o social para uma cultura da d\u00e1diva"},"content":{"rendered":"<p>Indica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas &#8211; Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social\u0000 <!--more--> <\/p>\n<p>Assumir o estilo do mandamento novo, com o olhar penetrante da f&eacute; sobre as atuais situa&ccedil;&otilde;es de desumanidade, exige determina&ccedil;&atilde;o para rasgar caminhos de s&oacute;lida esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>A a&ccedil;&atilde;o social da Igreja desdobra-se em fecundo trabalho, seja de institui&ccedil;&otilde;es e grupos, seja de atividades individuais de crist&atilde;os, realizadas nas rela&ccedil;&otilde;es familiares e na rede de proximidade.<\/p>\n<p>A grave crise social, que nos atinge, constitui um forte apelo: a examinar e rever os modelos de resposta &agrave;s dificuldades, a introduzir ajustamentos e a proceder ao incremento de Servi&ccedil;os de A&ccedil;&atilde;o Social em todas as comunidades crist&atilde;s. Assim se cumprir&aacute; a orienta&ccedil;&atilde;o da Instru&ccedil;&atilde;o Pastoral da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa de 1997[1].<\/p>\n<p>A par de uma in&uacute;mera quantidade de a&ccedil;&otilde;es j&aacute; em curso, importa: refletir sobre o tratamento mais adequado para enfrentar os problemas, conhecidos atrav&eacute;s do registo de dados; dar resposta pronta &agrave; verdadeira realidade observada atempadamente; desenhar a&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento local, capazes de encontrar solu&ccedil;&otilde;es consistentes; unir esfor&ccedil;os para uma interven&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica junto dos centros de decis&atilde;o, sempre a come&ccedil;ar do mais pr&oacute;ximo para o central.<\/p>\n<p>Em ordem a conceder maior efic&aacute;cia e a permitir exigente credibilidade &agrave; a&ccedil;&atilde;o social da Igreja, estas medidas obteriam a cobertura de todo o territ&oacute;rio e forneceriam dados objetivos para avaliar com fundamento, o j&aacute; realizado e formular propostas inovadoras.<\/p>\n<p>Com estas orienta&ccedil;&otilde;es n&atilde;o visamos o diagn&oacute;stico da a&ccedil;&atilde;o desenvolvida pela Igreja, nem o fundamenta&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica da a&ccedil;&atilde;o social na par&oacute;quia, mas t&atilde;o s&oacute; estimular a congrega&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os e motivar &agrave; a&ccedil;&atilde;o todas as comunidades, dispostas para a melhoria dos seus servi&ccedil;os.<\/p>\n<p><strong>A a&ccedil;&atilde;o social, dimens&atilde;o profunda e estrutural da comunidade eclesial<\/strong><\/p>\n<p>A a&ccedil;&atilde;o social, no esp&iacute;rito da caridade crist&atilde;, pertence &agrave; natureza e exprime irrenuncialvelmente a pr&oacute;pria ess&ecirc;ncia da Igreja (Cf.&nbsp;<em>Deus Caritas est,<\/em>&nbsp;n. 22), como sacramento do amor de Deus e da fraternidade humana. Participar da beleza e radicalidade do amor trinit&aacute;rio &eacute; caminho de convers&atilde;o interior e inspira&ccedil;&atilde;o para um modo concreto de estar no mundo e na hist&oacute;ria, sem ser mundano. Os crist&atilde;os est&atilde;o conscientes de que o servi&ccedil;o fraterno constitui, ao lado do an&uacute;ncio do Evangelho e da celebra&ccedil;&atilde;o da f&eacute;, uma dimens&atilde;o fundamental da viv&ecirc;ncia em Cristo, sob a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito criador e radicada em Deus, Pai misericordioso. Ali&aacute;s a Eucaristia e a escuta da Palavra de Deus s&atilde;o fonte da verdadeira caridade. Ao longo dos tempos, foi multiforme a criatividade de homens e mulheres, sob impulso do Evangelho, para p&ocirc;r em ato o mandato do amor e seguir os crit&eacute;rios de fraternidade, seja pela voz prof&eacute;tica seja pelas variadas iniciativas, em favor dos mais pobres e desamparados.<\/p>\n<p>A atual situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica e social reaviva a sensibilidade crist&atilde; e abana as consci&ecirc;ncias para serem express&atilde;o coerente do amor salv&iacute;fico de Deus pela humanidade. A grav&iacute;ssima crise conduz as comunidades crist&atilde;s a purificar a sua miss&atilde;o de testemunho do Evangelho como salva&ccedil;&atilde;o para a sociedade, como abertura &agrave;s interpela&ccedil;&otilde;es de servi&ccedil;o fraterno, nos diferentes n&iacute;veis de realiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A organiza&ccedil;&atilde;o da pastoral s&oacute;cio-caritativa, como express&atilde;o da f&eacute;, situa-se no cerne da procura do seguimento fiel do Evangelho. Jesus viveu inseparavelmente para Deus, seu Pai, e para os outros, seus irm&atilde;os, em doa&ccedil;&atilde;o radical at&eacute; ao fim (Jo 13,1ss).<\/p>\n<p>Qualquer que seja a situa&ccedil;&atilde;o em que os irm&atilde;os se encontrem, importa, atrav&eacute;s do nosso agir crente, pessoal e eclesial, ser sinais de que Deus ama e est&aacute; perto de cada pessoa.<\/p>\n<p>De facto, o amor do pr&oacute;ximo &eacute; uma media&ccedil;&atilde;o imprescind&iacute;vel do verdadeiro amor a Deus e o amor a Deus &eacute; o fundamento profundo e duradouro do amor aos irm&atilde;os (cf. DCE, 16,18). Como sintetiza Bento XVI: &ldquo;<em>S&oacute; o servi&ccedil;o ao pr&oacute;ximo &eacute; que abre os meus olhos para aquilo que Deus faz por mim e para o modo como Ele me ama<\/em>&rdquo; (DCE 18).<\/p>\n<p>Uma vida existencialmente aberta ao dom da salva&ccedil;&atilde;o de Deus passa pelo acolhimento interpelante, nas circunst&acirc;ncias concretas, dos rostos de homens e mulheres necessitados (Mt 25, 31-46). O servi&ccedil;o da pastoral da caridade torna-se verdadeiro caminho de salva&ccedil;&atilde;o que se aproxima das pessoas nas diversas situa&ccedil;&otilde;es de car&ecirc;ncia, preferindo os mais pobres e marginalizados.<\/p>\n<p>O Deus vivo, que a a&ccedil;&atilde;o social das comunidades anuncia como fundamento e sentido da esperan&ccedil;a definitiva da sua vida, impele cada crente a ser sinal do seu Mist&eacute;rio de amor salvador. Cada crist&atilde;o e a comunidade ao serem ativos no amor solid&aacute;rio, &agrave; luz de Deus, s&atilde;o fi&eacute;is &aacute; sua voca&ccedil;&atilde;o humana, que se realiza na doa&ccedil;&atilde;o ao outro. Deste modo se evidencia como a mensagem evang&eacute;lica &eacute; proposta para uma maior plenitude humana de vida.<\/p>\n<p>O desequil&iacute;brio de aten&ccedil;&atilde;o pastoral das comunidades eclesiais, muito concentradas no culto, necessita de valoriza&ccedil;&atilde;o quer do an&uacute;ncio evangelizador, quer da caridade organizada. A f&eacute; crist&atilde;, n&atilde;o limitada ao setor religioso, nem vivida de modo individualista, coloca a diaconia\/caridade no cora&ccedil;&atilde;o da identidade eclesial, como recordou o Papa Bento XVI (Cf.&nbsp;<em>DCE<\/em>&nbsp;20).<\/p>\n<p>A comunidade crist&atilde; para ser fiel &agrave; sua identidade e miss&atilde;o procurar&aacute; viver a estruturar-se de forma a manter viva a diaconia, ao lado do an&uacute;ncio e da celebra&ccedil;&atilde;o. Ainda que na diversidade de carismas, servi&ccedil;os e minist&eacute;rios, alguns exer&ccedil;am mais diretamente a responsabilidade pelo servi&ccedil;o fraterno, essa &eacute; uma dimens&atilde;o e tarefa de toda a comunidade, obrigatoriamente presente nas iniciativas, preocupa&ccedil;&otilde;es, ora&ccedil;&atilde;o e em qualquer express&atilde;o comunit&aacute;ria eclesial.<\/p>\n<p>Evitando reduzir a a&ccedil;&atilde;o social &agrave; atitude voluntariosa da caridade, esta dimens&atilde;o pastoral tem de estar organizada a n&iacute;vel comunit&aacute;rio global, de modo a ser a&ccedil;&atilde;o constante, harm&oacute;nica e persistente a todos os n&iacute;veis. Os crist&atilde;os mais diretamente implicados interpretem e interpelem o conjunto da comunidade e responsabilizem todos por uma progressiva consci&ecirc;ncia e pela busca de respostas para as verdadeiras necessidades das pessoas.<\/p>\n<p>A a&ccedil;&atilde;o social da Igreja visa a totalidade do ser humano, nas suas diversas dimens&otilde;es, na plenitude de direitos e deveres, no respeito absoluto pela dignidade da pessoa humana. Essa prioridade exige incondicional aten&ccedil;&atilde;o e torna-se crit&eacute;rio essencial e horizonte permanente para discernir o que se pode e deve fazer, como se pode e deve agir, at&eacute; onde se pode e deve ir. Essa atitude constitui o esp&iacute;rito pr&oacute;prio da a&ccedil;&atilde;o social crist&atilde;, na vis&atilde;o integral da dignidade humana inviol&aacute;vel, agindo com gradualidade e impulsionando cada pessoa a caminhar por si, indo muito al&eacute;m do puro assistencialismo. A a&ccedil;&atilde;o social da comunidade crist&atilde; cumpre e transcende a justi&ccedil;a e concretiza caminhos para ajudar a plena humaniza&ccedil;&atilde;o das pessoas.<\/p>\n<p><strong>Objetivos basilares e princ&iacute;pios operacionais<\/strong><\/p>\n<p>Inspiradas no amor criador e misericordioso de Deus, encarnado em Cristo servo e bom samaritano, e baseadas na Doutrina Social da Igreja (DSI), as pessoas e as institui&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s atuam no campo social. O Papa Bento XVI tem sublinhado quanto os valores da verdade, liberdade, justi&ccedil;a e caridade se devem conjugar para uma interven&ccedil;&atilde;o pastoral tradutora da concreta caridade pol&iacute;tica.<\/p>\n<p>A a&ccedil;&atilde;o social da Igreja tem como objetivos essenciais:<\/p>\n<p>a Servi&ccedil;o direto &agrave;s pessoas: pobres, doentes, presas, com defici&ecirc;ncia, s&oacute;s ou desintegradas, crian&ccedil;as ou velhos, migrantes ou ciganos;<\/p>\n<p>b) Interven&ccedil;&atilde;o na humaniza&ccedil;&atilde;o das estruturas socioecon&oacute;micas, pol&iacute;ticas e culturais, seguindo os princ&iacute;pios da dignidade transcendente da pessoa humana: bem comum, destino universal dos bens, subsidariedade, participa&ccedil;&atilde;o e solidariedade.<\/p>\n<p>c)&nbsp;Participa&ccedil;&atilde;o em processos de desenvolvimento, segundo modelo pautado pela l&oacute;gica do dom, com dinamiza&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os e em parceria com outras entidades.<\/p>\n<p>Conhecendo a tend&ecirc;ncia da grande parte das institui&ccedil;&otilde;es de a&ccedil;&atilde;o social existentes para atender ao primeiro objetivo de servi&ccedil;o &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es, deseja-se uma organicidade que n&atilde;o separe as dimens&otilde;es ou n&iacute;veis de interven&ccedil;&atilde;o, porque a articula&ccedil;&atilde;o entre problemas, causas e propostas traria enorme benef&iacute;cio aos v&aacute;rios agentes sociais.<\/p>\n<p>Expostos os objetivos, decorrentes dos fundamentos defendidos pela Doutrina Social da Igreja, passemos agora &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es operacionais, em quatro dimens&otilde;es:<\/p>\n<ol>\n<li>Proximidade. Inspirado na par&aacute;bola do Bom Samaritano, o crist&atilde;o assume um &ldquo;cora&ccedil;&atilde;o que v&ecirc;&rdquo; e aproxima-se de cada pessoa necessitada de ajuda imediata, coopera com ela na busca de solu&ccedil;&otilde;es, partilha os bens, entrega-se pessoalmente e implica-se na resolu&ccedil;&atilde;o final do problema. Esta atitude convoca a alargar horizontes e conduz &agrave; atitude operativa seguinte.<\/li>\n<li>Universalidade. Nascida do mandamento novo do amor, vive-se na catolicidade da Igreja a aten&ccedil;&atilde;o global &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es, o conhecimento atento dos problemas em qualquer latitude ou longitude. O conceito de pr&oacute;ximo n&atilde;o se circunscreve a fronteiras e a vis&atilde;o orante inclui todas as pessoas e abre-se a qualquer ser humano.<\/li>\n<li>Radicalidade. O modo de atuar dos crist&atilde;os para enfrentar todos os problemas passa por ir &agrave;s ra&iacute;zes, ou seja &agrave;s causas das diversas situa&ccedil;&otilde;es. A proximidade sem exclus&atilde;o &eacute; levada &agrave;s &uacute;ltimas consequ&ecirc;ncias. O contributo dos crist&atilde;os para uma leitura profunda dos males far-se-&aacute; presente em estruturas mais justas, transparentes, equitativas, livres e exigentes.<\/li>\n<li>Gradualidade. Esta atitude realista d&aacute; azo a que os princ&iacute;pios ideais n&atilde;o esmore&ccedil;am perante situa&ccedil;&otilde;es brutais. A capacidade para adequar as excelentes solu&ccedil;&otilde;es &agrave;s possibilidades existentes, sem renunciar &agrave;s etapas que abram caminho a novo futuro, &eacute; fundamental, no terreno dif&iacute;cil e desgastante da a&ccedil;&atilde;o social.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Orienta&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas<\/strong><\/p>\n<p>Atendendo &agrave; miss&atilde;o da Igreja e &agrave; hora presente, recomendam-se as seguintes orienta&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas:<\/p>\n<ol>\n<li>Dar prioridade ao imperativo fundamental: a cria&ccedil;&atilde;o, funcionamento e qualifica&ccedil;&atilde;o de um servi&ccedil;o paroquial de a&ccedil;&atilde;o social, integrado por volunt&aacute;rios e volunt&aacute;rias, bem como por representantes de institui&ccedil;&otilde;es j&aacute; existentes. S&oacute; atrav&eacute;s destes servi&ccedil;os se atender&aacute; &agrave; capilar proximidade, de teor evang&eacute;lico, sem qualquer exclus&atilde;o. Quando existirem grupos de a&ccedil;&atilde;o social animados por diversas organiza&ccedil;&otilde;es deve evitar-se duplica&ccedil;&atilde;o e importa salvaguardar a especificidade de cada comunidade. Algumas comunidades ter&atilde;o v&aacute;rios grupos, dada a sua extens&atilde;o, outras reunir&atilde;o num s&oacute; grupo diversas par&oacute;quias de pequena dimens&atilde;o.<\/li>\n<li>&nbsp;Fundamentar a a&ccedil;&atilde;o social numa consci&ecirc;ncia esclarecida dos problemas, analisados &agrave; luz da DSI. Para uma an&aacute;lise objetiva e verdadeira &eacute; indispens&aacute;vel seja tratar estatisticamente os dados do atendimento social, seja refletir e estudar a DSI, de modo a suscitar atua&ccedil;&otilde;es adequadas.<\/li>\n<li>Ter em conta que n&atilde;o compete ao grupo de a&ccedil;&atilde;o social ou &agrave; C&aacute;ritas a posse ou gest&atilde;o de equipamentos sociais, pois com voca&ccedil;&atilde;o para essa tarefa existem Centros Sociais Paroquiais e Miseric&oacute;rdias, obras de Institutos religiosos, entre outras. Respeitando, contudo, a continuidade de situa&ccedil;&otilde;es j&aacute; criadas, a C&aacute;ritas cooperar&aacute; com os equipamentos existentes. Tender&aacute;, por&eacute;m, para estar dispon&iacute;vel para o atendimento de pessoas necessitadas e para a busca persistente de solu&ccedil;&otilde;es.<\/li>\n<li>Intervir, de modo s&oacute;lido, quer junto dos centros de decis&atilde;o pol&iacute;tica para requerer resolu&ccedil;&otilde;es e formular propostas inovadoras, quer junto da opini&atilde;o p&uacute;blica, mantendo posi&ccedil;&atilde;o de alerta, baseada na vis&atilde;o crist&atilde; das situa&ccedil;&otilde;es. A C&aacute;ritas conjugar&aacute; a sua a&ccedil;&atilde;o com a Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz na procura de entendimentos, avalia&ccedil;&atilde;o de perspetivas e m&uacute;tua informa&ccedil;&atilde;o.<\/li>\n<li>Proporcionar sempre as ajudas poss&iacute;veis &agrave;s pessoas necessitadas, de modo personalizado e visando resposta global e estruturada.<\/li>\n<li>Participar ativamente em processos de desenvolvimento local que se desencadeiem no espa&ccedil;o conjunto de autarquias, institui&ccedil;&otilde;es de solidariedade social, estabelecimentos de ensino aos diferentes n&iacute;veis e outras for&ccedil;as vivas presentes no terreno.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Aspetos organizativos: o Servi&ccedil;o Paroquial de A&ccedil;&atilde;o social<\/strong><\/p>\n<p>Em cada par&oacute;quia, atendendo &agrave; sua hist&oacute;ria e situa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, urbana ou rural, de d&eacute;bil ou s&oacute;lida coes&atilde;o, de pendor tradicional ou de la&ccedil;os t&eacute;nues, se deve desenhar um perfil adaptado &agrave;s circunst&acirc;ncias para o servi&ccedil;o que coordene e anime a a&ccedil;&atilde;o social no &acirc;mbito territorial correspondente.<\/p>\n<p>Ao Servi&ccedil;o Paroquial de A&ccedil;&atilde;o Social, compete levar por diante as finalidades j&aacute; apresentadas na Instru&ccedil;&atilde;o Pastoral de 1997:<\/p>\n<p>&#8211; &ldquo;<em>suscitar e fazer crescer, na par&oacute;quia, a dimens&atilde;o social como exig&ecirc;ncia da vida da pr&oacute;pria comunidade crist&atilde;;<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; assegurar o conhecimento e a atendimento dos problemas s&oacute;cio-familiares da par&oacute;quia, sem qualquer discrimina&ccedil;&atilde;o;<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; articular as atividades das institui&ccedil;&otilde;es e grupos de a&ccedil;&atilde;o social da par&oacute;quia<\/em>&rdquo;[2].<\/p>\n<p>A exist&ecirc;ncia deste Servi&ccedil;o Paroquial proceder&aacute; &agrave; anima&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o das iniciativas individuais ou ao incentivo de grupos necess&aacute;rios, segundo a realidade verificada.<\/p>\n<p>Ao referido servi&ccedil;o preside normalmente o P&aacute;roco. Este pode delegar em Di&aacute;cono Permanente ou leigo, quando tiverem prepara&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria. O grupo integra representantes das institui&ccedil;&otilde;es e grupos. Recomenda-se que atrav&eacute;s da presen&ccedil;a de representantes de zonas territoriais da par&oacute;quia se assegure uma cobertura, sem lacunas, de todas as pessoas necessitadas.<\/p>\n<p>O Servi&ccedil;o Paroquial de A&ccedil;&atilde;o Social congregar&aacute;, em cada comunidade as pessoas mais aptas e competentes para, com adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s circunst&acirc;ncias, corresponder &agrave;s seguintes tarefas:<\/p>\n<ol>\n<li>Animar a a&ccedil;&atilde;o social na par&oacute;quia;<\/li>\n<li>Recolher com discri&ccedil;&atilde;o e precis&atilde;o dados sobre a realidade quer no atendimento social, atrav&eacute;s de folhas de apuramento estat&iacute;stico, quer em entrevistas formais ou informais, de visitas ao domic&iacute;lio ou outras modalidades de contacto direto;<\/li>\n<li>Cooperar na procura de solu&ccedil;&otilde;es para os problemas das pessoas que a par&oacute;quia acompanha, com as v&aacute;rias dilig&ecirc;ncias necess&aacute;rias, envolvendo outras entidades p&uacute;blicas e privadas e socorrendo-se de saberes t&eacute;cnicos, seja de diagn&oacute;stico, seja legislativo;<\/li>\n<li>Participar nos processos de desenvolvimento social local, criando comunh&atilde;o entre os grupos socialmente desfavorecidos, acompanhando a promo&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias;<\/li>\n<li>Avaliar periodicamente a a&ccedil;&atilde;o do grupo, os resultados conseguidos, os limites verificados e ajustar os planos e os recursos a novas perspetivas;<\/li>\n<li>Refletir sobre os casos e problemas sociais e, se necess&aacute;rio, sugerir medidas pol&iacute;ticas;<\/li>\n<li>Formar os agentes da pastoral social, incluindo os volunt&aacute;rios, em ordem a desempenharem com qualifica&ccedil;&atilde;o evang&eacute;lica e abertura profissional, as suas fun&ccedil;&otilde;es humanit&aacute;rias. Dever&aacute; atender-se, no plano de forma&ccedil;&atilde;o, aos seguintes elementos:<\/li>\n<\/ol>\n<p>a) Aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos aplicados seja da Doutrina social da Igreja seja do papel do laicado na Igreja e na sociedade;<\/p>\n<p>b) Sensibiliza&ccedil;&atilde;o para o entendimento das doutrinas econ&oacute;micas e sociais e das ideologias subjacentes;<\/p>\n<p>c) An&aacute;lise da experi&ecirc;ncia vivida, debate das dificuldades e estudo de solu&ccedil;&otilde;es, a partir do dia a dia pessoal e do trabalho em comum;<\/p>\n<p>d) Realiza&ccedil;&atilde;o de cursos de curta dura&ccedil;&atilde;o para colmatar lacunas verificadas no decurso das a&ccedil;&otilde;es, bem como o incremento do estudo e de leituras pessoais.<\/p>\n<p>Este servi&ccedil;o pode ser assegurado por um Grupo C&aacute;ritas Paroquial. As C&aacute;ritas Diocesanas t&ecirc;m manifestado h&aacute; dec&eacute;nios a sua disponibilidade para apoiar a cria&ccedil;&atilde;o, funcionamento e desenvolvimento qualificado de grupos paroquiais. Ali&aacute;s tal disponibilidade est&aacute; em perfeita conformidade com a identidade e miss&atilde;o da C&aacute;ritas, segundo a Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa.[3]<\/p>\n<p><strong>Papel do Grupo C&aacute;ritas Paroquial<\/strong><\/p>\n<p>Seguindo a orienta&ccedil;&atilde;o acabada de referir, reconhece-se a vantagem de fazer do Grupo C&aacute;ritas Paroquial o servi&ccedil;o comunit&aacute;rio de a&ccedil;&atilde;o social, em articula&ccedil;&atilde;o com a C&aacute;ritas diocesana, conforme &eacute; j&aacute; praticado positivamente em v&aacute;rias dioceses.<\/p>\n<p>A miss&atilde;o da C&aacute;ritas a n&iacute;vel internacional, nacional e diocesano, como institui&ccedil;&atilde;o da Igreja, estreitamente unida, respetivamente &agrave; S&eacute; Apost&oacute;lica, &agrave; Confer&ecirc;ncia Episcopal e a cada Bispo, pode definir-se em tr&ecirc;s componentes principais:<\/p>\n<p>&#8211; a presta&ccedil;&atilde;o de ajuda em situa&ccedil;&otilde;es de grave car&ecirc;ncia ou cat&aacute;strofe, visando o bem-estar de cada pessoa;<\/p>\n<p>&#8211; a anima&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o para qualificar as interven&ccedil;&otilde;es dos agentes da C&aacute;ritas;<\/p>\n<p>&#8211; a participa&ccedil;&atilde;o em processos de desenvolvimento, segundo modelo da DSI, ainda recentemente atualizado na<em>Caritas in veritate<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;A designa&ccedil;&atilde;o C&aacute;ritas n&atilde;o impede a participa&ccedil;&atilde;o nestes grupos de membros das confer&ecirc;ncias da Sociedade de S. Vicente de Paulo e de outros grupos ativos da comunidade paroquial. O car&aacute;ter oficial da C&aacute;ritas n&atilde;o colide, antes integra e valoriza a participa&ccedil;&atilde;o de pessoas de diversa inspira&ccedil;&atilde;o espiritual e com metodologias espec&iacute;ficas de atua&ccedil;&atilde;o social.<\/p>\n<p>Prosseguindo a especificidade interna dos diversos grupos, com a pr&oacute;pria espiritualidade, tratamento de dados, elabora&ccedil;&atilde;o de relat&oacute;rios, &eacute; urgente congregarem-se, se necess&aacute;rio por acordos formais, em ordem a atividades operadas em comum, destinadas a servir a causa dos mais desfavorecidos: acolhimento, presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, anima&ccedil;&atilde;o e dinamiza&ccedil;&atilde;o da comunidade. Desenvolvendo estas tr&ecirc;s dimens&otilde;es:<\/p>\n<p>&#8211; O acolhimento direto das pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de car&ecirc;ncia, cooperando com elas na consci&ecirc;ncia plena dos problemas, na procura de solu&ccedil;&otilde;es e no perfil do seu projeto de vida, de modo a conseguir acompanhar cada caso social at&eacute; &agrave; respetiva solu&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>&#8211; a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os traduz-se em bens materiais ou imateriais, concedendo elevada prioridade &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o de necessidades b&aacute;sicas e diligenciando&nbsp; para que as pessoas apoiadas se libertem, logo que poss&iacute;vel, da ajuda sem criar depend&ecirc;ncia, mas promovendo autonomia.<\/p>\n<p>&#8211; a anima&ccedil;&atilde;o assume natureza sobretudo promocional, procurando respostas para os problemas abrangidos, interagindo com as pessoas pr&oacute;ximas, mediando junto de outras entidades e incentivando uma corresponsabilidade social de decisivo e largo alcance.<\/p>\n<p><strong>Conclus&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Estas orienta&ccedil;&otilde;es pastorais destinadas a incentivar e a oferecer desenho concreto de respostas com dimens&atilde;o local para os enormes problemas sociais com que nos deparamos, encontrem, segundo as decis&otilde;es do Bispo diocesano, em cada comunidade paroquial, agentes dispostos a dar carne &agrave; ordem de Jesus: &ldquo;como Eu vos fiz, fazei v&oacute;s tamb&eacute;m&rdquo;. A criatividade do amor aplicar&aacute;, em cada circunst&acirc;ncia, os apelos do Mestre. Quebrar rotinas, afastar obst&aacute;culos, envolver novos elementos, convocar as comunidades &agrave; volta de vias simples e eficazes do bem ser&aacute; servi&ccedil;o &agrave; cultura da d&aacute;diva.<\/p>\n<p>F&aacute;tima, Festa da exalta&ccedil;&atilde;o de Santa Cruz, 14 de setembro de 2011<\/p>\n<p> NOTAS:<\/p>\n<p> [1] Instru&ccedil;&atilde;o Pastoral sobre a a&ccedil;&atilde;o social da Igreja (23-11-1997). In CEP &ndash;&nbsp;<em>Documentos pastorais<\/em>. Vol. 5 : 1996-2001. Lisboa: Secretariado Geral da CEP, 2002.<\/p>\n<p>[2] CEP &#8211; Instru&ccedil;&atilde;o Pastoral sobre a a&ccedil;&atilde;o social da Igreja (23-11-1997). In CEP &ndash;&nbsp;<em>Documentos pastorais<\/em>. Vol. 5 : 1996-2001. Lisboa: Secretariado Geral da CEP, 2002. n. 32, p. 111.<\/p>\n<p>[3] Cf. CEP &ndash; Nota pastoral&nbsp;<em>Toda a prioridade &agrave;s crian&ccedil;as<\/em>. Lisboa 2008., n.6.<\/p>\n<p>\u0000<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Indica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas &#8211; Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-152","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - 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