{"id":143,"date":"2010-06-17T16:25:02","date_gmt":"2010-06-17T16:25:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/?p=143"},"modified":"2014-07-20T15:52:00","modified_gmt":"2014-07-20T15:52:00","slug":"para-um-rosto-missionario-da-igreja-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/para-um-rosto-missionario-da-igreja-em-portugal\/","title":{"rendered":"Para um rosto mission\u00e1rio da Igreja em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Carta Pastoral\u0000 <!--more--> <\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong><em><span style=\"text-decoration: underline;\">CARTA PASTORAL DOS BISPOS DE PORTUGAL<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>&laquo;COMO EU VOS FIZ, FAZEI V&Oacute;S TAMB&Eacute;M&raquo;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Para um rosto mission&aacute;rio da Igreja em Portugal<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Introdu&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>1. O Congresso Mission&aacute;rio Nacional, realizado em F&aacute;tima, de 3 a 7 de Setembro de 2008, pediu &agrave; Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa a elabora&ccedil;&atilde;o de um documento-base que possa servir de orienta&ccedil;&atilde;o &agrave; Miss&atilde;o em Portugal, e que v&aacute; no sentido de avivar a voca&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria de todos os crist&atilde;os.<\/p>\n<p>2. Prestamos homenagem a todos aqueles que em tempos passados animaram o nosso pa&iacute;s com o seu fulgor mission&aacute;rio. &Eacute;, por&eacute;m, um dado adquirido que tal fulgor se esvaneceu, e hoje Portugal &laquo;faz parte daqueles espa&ccedil;os tradicionalmente crist&atilde;os, onde, para al&eacute;m de uma nova evangeliza&ccedil;&atilde;o, se requer, em determinados casos, a primeira evangeliza&ccedil;&atilde;o&raquo;, dado que, &laquo;mesmo no <em>velho<\/em> continente, existem extensas &aacute;reas sociais e culturais, onde se torna necess&aacute;ria uma verdadeira e pr&oacute;pria &ldquo;miss&atilde;o <em>ad gentes<\/em>&rdquo;&raquo;[1]. Esta declara&ccedil;&atilde;o formal qualificando tamb&eacute;m a Europa como espa&ccedil;o da &laquo;miss&atilde;o <em>ad gentes<\/em>&raquo; faz evoluir o antigo quadro de <em>terras crist&atilde;s<\/em> e <em>terras de miss&atilde;o<\/em> para uma nova inter&#8209;eclesialidade mission&aacute;ria, onde todos somos chamados a viver e a transmitir, com ardor sempre original, os dinamismos que o encontro com o Ressuscitado e Senhor da Hist&oacute;ria em n&oacute;s desperta.<\/p>\n<p>3. &Eacute; vis&iacute;vel, de facto, que atravessamos hoje um mundo em profunda mudan&ccedil;a. Na cidade hodierna cruzam-se pessoas de diferentes cores, culturas, l&iacute;nguas e credos. A busca de melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida t&atilde;o depressa traz para a cidade pessoas de outros pa&iacute;ses e de diferentes situa&ccedil;&otilde;es sociais, culturais e religiosas, como faz partir tamb&eacute;m muitos dos seus anteriores habitantes. Dado o crescente pluralismo cultural e religioso, aliado a uma onda de seculariza&ccedil;&atilde;o e individualismo e a um crescente relativismo e indiferen&ccedil;a, j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o os campan&aacute;rios das igrejas que marcam o ritmo da vida das pessoas. O Evangelho de Jesus Cristo &eacute; cada vez menos conhecido. E para uma parte significativa daqueles que dizem conhec&ecirc;-lo, &eacute; not&oacute;rio que j&aacute; perdeu muito do seu encanto e significado. Este cen&aacute;rio &eacute; preocupante e pede, com urg&ecirc;ncia, &agrave; Igreja presente na cidade dos homens uma nova cultura de evangeliza&ccedil;&atilde;o, que v&aacute; muito para al&eacute;m de uma simples pastoral de manuten&ccedil;&atilde;o. Deve notar-se que, nas comunidades crist&atilde;s primitivas, o termo &laquo;Evangelho&raquo; &eacute; um nome de ac&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o de estado, significa &laquo;anunciar a not&iacute;cia feliz da Ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus&raquo;, pelo que n&atilde;o pode ser confundido com um livro colocado na estante que gera vidas colocadas na estante; &laquo;Evangelho&raquo; significa ent&atilde;o &laquo;evangeliza&ccedil;&atilde;o&raquo;, e evangeliza&ccedil;&atilde;o implica movimento e comunica&ccedil;&atilde;o, e requer tempo, forma&ccedil;&atilde;o, intelig&ecirc;ncia, entranhas, m&atilde;os e cora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>4. O Papa Bento XVI, que em boa hora, entre os dias 11 e 14 de Maio passado, tivemos a dita de receber em Visita Apost&oacute;lica ao nosso pa&iacute;s e como peregrino de Nossa Senhora de F&aacute;tima, j&aacute; nos tinha dito com suficiente clareza que n&atilde;o &eacute; uma ideia, ainda que seja grande a ideia, que leva algu&eacute;m a fazer-se crist&atilde;o, mas um encontro decisivo com a Pessoa de Cristo[2]. E nesse sentido, tamb&eacute;m nos disse o Papa que a Miss&atilde;o n&atilde;o se baseia em ideias nem em territ&oacute;rios (n&atilde;o parte de territ&oacute;rios nem se dirige a territ&oacute;rios), mas &laquo;parte do cora&ccedil;&atilde;o&raquo;[3] e dirige-se ao cora&ccedil;&atilde;o, uma vez que s&atilde;o &laquo;os cora&ccedil;&otilde;es os verdadeiros destinat&aacute;rios da actividade mission&aacute;ria do Povo de Deus&raquo;[4]. Neste contexto novo, alargam-se os horizontes da miss&atilde;o <em>ad gentes<\/em> a todas as latitudes, mas &eacute; for&ccedil;oso reconhecer tamb&eacute;m que &eacute; necess&aacute;rio lan&ccedil;ar m&atilde;o de novos m&eacute;todos.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O Primado da miss&atilde;o do amor<\/strong><\/p>\n<p>5. &Eacute; o amor fontal de Deus Pai, expresso na miss&atilde;o do Filho e do Esp&iacute;rito Santo, que d&aacute; &agrave; Igreja e a cada um dos baptizados-confirmados a gra&ccedil;a da sua identidade mission&aacute;ria[5]. Porque &laquo;Deus &eacute; amor&raquo; (1 Jo 4,8) e nos ama com amor perfeito (1 Ts 1,4; cf. Cl 3,12; 1 Jo 4,12) e nos ama &laquo;primeiro&raquo; (1 Jo 4,19), e porque o amor &eacute; a ponte que faz passar da morte para a vida &ndash; &laquo;n&oacute;s sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos os irm&atilde;os; quem n&atilde;o ama, permanece na morte&raquo; (1 Jo 3,14) &ndash;, ent&atilde;o &laquo;a causa mission&aacute;ria deve ser, para cada crist&atilde;o e para toda a Igreja, a primeira de todas as causas&raquo;, pois &laquo;n&atilde;o podemos ficar indiferentes ao pensar nos milh&otilde;es de irm&atilde;os e de irm&atilde;s que ignoram ainda o amor de Deus&raquo;[6].<\/p>\n<p>6. O &iacute;cone mission&aacute;rio por excel&ecirc;ncia &eacute; a figura do Bom Pastor, transpar&ecirc;ncia do amor de Deus, que n&atilde;o abandona ningu&eacute;m, mas vai &agrave; procura de todos e de cada um com paix&atilde;o. O Bom Pastor cuida das ovelhas que est&atilde;o perto, mas dedica-se igualmente a procurar, encontrar e chamar as que est&atilde;o longe ou andam perdidas. Tendo presente esta imagem do Bom Pastor, n&atilde;o podemos contentar-nos com ficar &agrave; espera e cuidar dos que v&ecirc;m ter connosco. Deus tomou a iniciativa da nossa salva&ccedil;&atilde;o, amando-nos primeiro. Portanto, imitando o Bom Pastor, que foi &agrave; procura da ovelha perdida, uma comunidade evangelizadora sente-se continuamente obrigada a expandir a sua presen&ccedil;a mission&aacute;ria em todo o territ&oacute;rio confiado ao seu cuidado pastoral e tamb&eacute;m na miss&atilde;o orientada para outros povos. &Eacute; este &laquo;estilo do Senhor Jesus&raquo;, Bom Pastor, que nos ama descendo ao nosso n&iacute;vel, dedicando a cada um a aten&ccedil;&atilde;o toda (Mt 18,5.6.10.14; 25,40.45), sem qualquer preocupa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica, e dando prioridade &agrave; ovelha perdida (Mt 9,36; 10,6; 15,24; 18,12; Lc 15,4), que deve impregnar e moldar o rosto da Igreja, da par&oacute;quia e de cada crist&atilde;o.<\/p>\n<p>7. Neste sentido, precisa, com singular afecto, Jo&atilde;o Paulo II que a par&oacute;quia &eacute; &laquo;a pr&oacute;pria Igreja que vive no meio das casas dos seus filhos e das suas filhas&raquo;[7], e que a sua voca&ccedil;&atilde;o &laquo;&eacute; a de ser a casa de fam&iacute;lia, fraterna e acolhedora&raquo;[8], e grava esta afirma&ccedil;&atilde;o emocionada e mobilizadora: &laquo;O homem &eacute; amado por Deus! Este &eacute; o mais simples e o mais comovente an&uacute;ncio de que a Igreja &eacute; devedora ao homem&raquo;[9]. Verdadeiramente, no cora&ccedil;&atilde;o de quem aderiu ao Senhor Jesus Cristo, n&atilde;o pode deixar de nascer e de se desenvolver o desejo de condividir o dom recebido, de amar como fomos amados.<\/p>\n<p>8. Nascer&aacute; assim uma Igreja bela, verdadeira casa de fam&iacute;lia, sens&iacute;vel, fraterna, acolhedora e sempre apressadamente a caminho (Lc 1,39), m&atilde;e &laquo;comovida&raquo; com as dores e alegrias dos seus filhos e filhas, cada vez menos em casa, cada vez mais fora de casa, a quem deve fazer chegar e saber envolver na mais simples e comovente not&iacute;cia do amor de Deus. Ao mesmo tempo, &eacute; necess&aacute;rio que todos se sintam chamados e estimulados a participar, com harmonia, na miss&atilde;o da Igreja, &laquo;casa e escola de comunh&atilde;o&raquo;[10], tendo sempre presente que &laquo;a constru&ccedil;&atilde;o da comunidade eclesial &eacute; a chave da miss&atilde;o&raquo;[11]. Neste sentido, cabe aos Pastores velar pela harmonia din&acirc;mica desta constru&ccedil;&atilde;o, acolhendo e orientando a colabora&ccedil;&atilde;o de todos, pois &laquo;os Pastores n&atilde;o s&atilde;o apenas pessoas que ocupam um cargo&raquo;, mas &laquo;s&atilde;o respons&aacute;veis pela abertura da Igreja &agrave; ac&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo&raquo;[12], que continua a suscitar e a animar novos movimentos, novas formas eclesiais, novos m&eacute;todos e novos rumos, nova primavera no &laquo;inverno da Igreja&raquo;, quantas vezes surpreendendo e pondo em causa a excessiva confian&ccedil;a que pusemos nas nossas estruturas e programa&ccedil;&otilde;es, distribui&ccedil;&atilde;o de poderes e fun&ccedil;&otilde;es[13].<\/p>\n<p><strong><\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Evangeliza&ccedil;&atilde;o: o primeiro e o melhor servi&ccedil;o<\/strong><\/p>\n<p>9. Na Carta Apost&oacute;lica <em>Redemptoris Missio<\/em>, o Papa Jo&atilde;o Paulo II escreveu assim: &laquo;O que me anima mais a proclamar a urg&ecirc;ncia da evangeliza&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria &eacute; que ela constitui o <em>primeiro<\/em> servi&ccedil;o que a Igreja pode prestar ao homem e &agrave; humanidade inteira, no mundo de hoje, que, apesar de conhecer realiza&ccedil;&otilde;es maravilhosas, parece ter perdido o sentido &uacute;ltimo das coisas e da sua pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia&raquo;[14]. Neste contexto, a proclama&ccedil;&atilde;o da Boa Nova a todos os povos e em todas as culturas continua a ser o <em>melhor<\/em> servi&ccedil;o que a Igreja pode prestar &agrave;s pessoas. N&atilde;o podemos, portanto, deixar de testemunhar que tamb&eacute;m hoje &eacute; poss&iacute;vel, belo, bom e justo viver a exist&ecirc;ncia humana de acordo com o Evangelho, e empenhar-nos, por isso e para isso, em &laquo;viver uma vida verdadeira, plena, bela, de tal modo bela, que n&atilde;o seria poss&iacute;vel explic&aacute;-la se Cristo n&atilde;o tivesse morrido e se n&atilde;o tivesse verdadeiramente ressuscitado&raquo;[15].<\/p>\n<p>10. &laquo;Deus amou-nos primeiro&raquo; (1 Jo 4,19). Devemos, portanto, saber ser testemunhas cred&iacute;veis deste amor excessivo, superabundante, que vai para al&eacute;m do necess&aacute;rio, que revela uma miseric&oacute;rdia sem medida, de modo a parecer incr&iacute;vel, dado que n&atilde;o &eacute; medido pela necessidade do homem, mas pela riqueza infinita da benevol&ecirc;ncia de Deus. Compete a cada crist&atilde;o fazer com que o Evangelho de Jesus Cristo se possa tornar lugar de encontro, feito de fasc&iacute;nio e de espanto, com o mist&eacute;rio da pessoa e da obra de Jesus Cristo que, mesmo sobre a Cruz, manifesta plenamente a beleza e a for&ccedil;a do amor de Deus, como canta Santo Agostinho: &laquo;belo a dar a vida e belo a retom&aacute;&#8209;la; belo na Cruz, belo no sepulcro, belo no c&eacute;u&raquo;[16].<\/p>\n<p>11. Se n&atilde;o estivermos entusiasmados pela profundidade e pela beleza da nossa f&eacute;, n&atilde;o podemos verdadeiramente transmiti-la nem aos vizinhos nem aos filhos nem &agrave;s gera&ccedil;&otilde;es futuras. Neste tempo em que, no sentir de muitos, a f&eacute; crist&atilde; deixou de ser patrim&oacute;nio comum da sociedade, n&atilde;o bastam os discursos, os apelos morais ou os acenos gen&eacute;ricos aos valores crist&atilde;os, ainda que estes continuem a ser indispens&aacute;veis. &Eacute; sabido, de facto, que &laquo;a mera enuncia&ccedil;&atilde;o da mensagem n&atilde;o chega ao mais fundo do cora&ccedil;&atilde;o da pessoa, n&atilde;o toca a sua liberdade, n&atilde;o muda a vida&raquo;. Num tempo assim, &laquo;aquilo que fascina &eacute; sobretudo o encontro com pessoas crentes que, pela sua f&eacute;, atraem para a gra&ccedil;a de Cristo, dando testemunho d&rsquo;Ele&raquo;[17]. Num tempo como este, j&aacute; n&atilde;o &eacute; suficiente reformar estruturas. &Eacute; necess&aacute;rio converter a nossa vida, expondo-nos permanentemente &agrave;quela rajada de verbos do Senhor Jesus: &laquo;vai&raquo;, &laquo;vende&raquo;, &laquo;d&aacute;&raquo;, &laquo;vem&raquo; e &laquo;segue-Me&raquo; (Mc 10,21), e transformarmo-nos em testemunhas de Cristo Ressuscitado no nosso ambiente e em toda a parte. J&aacute; n&atilde;o basta conservar as comunidades j&aacute; existentes, ainda que isso seja importante. Entre tantas urg&ecirc;ncias, todos temos de reconhecer que o mais urgente &eacute; ainda e sempre a miss&atilde;o. &Eacute;, portanto, necess&aacute;rio e inadi&aacute;vel levantar-se e partir em miss&atilde;o[18].<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Todos evangelizados, todos evangelizadores<\/strong><\/p>\n<p>12. Sendo o mandato de evangelizar todas as pessoas a miss&atilde;o essencial de toda a Igreja[19], que, por isso, vem antes de tudo e est&aacute; acima de tudo, ent&atilde;o a miss&atilde;o n&atilde;o pode ser apenas o ponto conclusivo dos nossos programas pastorais, mas o seu horizonte permanente e o seu paradigma por excel&ecirc;ncia, a alma de toda a programa&ccedil;&atilde;o e de todos os itiner&aacute;rios de forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde;. N&atilde;o nos podemos mais contentar em evangelizar algu&eacute;m apenas at&eacute; um certo ponto. &Eacute; imperioso e urgente sentir e viver a necessidade de evangelizar o outro at&eacute; que ele sinta a necessidade de se transformar ele pr&oacute;prio em evangelizador. Chegou o tempo de se &laquo;oferecer a todos os fi&eacute;is uma inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde; exigente e atractiva, comunicadora da integridade da f&eacute; e da espiritualidade radicada no Evangelho, formadora de agentes livres no meio da vida p&uacute;blica&raquo;[20]. Ent&atilde;o sim, evangelizar ser&aacute; a nossa maneira de ser, porque &eacute; a nossa identidade mais profunda, gra&ccedil;a e voca&ccedil;&atilde;o recebidas, vividas, correspondidas. Paulo VI assentou bem estes fundamentos e lembrou-nos que &laquo;a Igreja existe para Evangelizar&raquo;[21], e a Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero explicita que &laquo;[a Igreja] existe mesmo s&oacute; para esta tarefa&raquo;[22]. S&atilde;o luminosas as palavras de Jo&atilde;o Paulo II: &laquo;A miss&atilde;o renova a Igreja, revigora a sua f&eacute; e identidade, d&aacute;-lhe novo entusiasmo e novas motiva&ccedil;&otilde;es. A f&eacute; fortalece-se, dando-a&raquo;[23]. E o Papa Bento XVI acaba de recordar &laquo;&agrave;s Igrejas antigas como &agrave;s de recente funda&ccedil;&atilde;o&raquo; que &laquo;a miss&atilde;o <em>ad gentes<\/em> deve ser a prioridade dos seus planos pastorais&raquo;[24]. N&atilde;o &eacute; uma perca, mas um enriquecimento para a pastoral, uma ajuda &agrave;s comunidades em ordem &agrave; convers&atilde;o de objectivos, m&eacute;todos, organiza&ccedil;&atilde;o e em responder com confian&ccedil;a ao mal-estar que muitas vezes se experimenta.<\/p>\n<p>13. A Declara&ccedil;&atilde;o Final do III Congresso Americano Mission&aacute;rio lembrou a prop&oacute;sito que esta maneira de ver &laquo;implica convers&atilde;o pessoal e mudan&ccedil;a de estruturas pastorais de modo que o Evangelho possa chegar a todos os homens e mulheres sedentos de Deus&raquo;[25]. J&aacute; o Conc&iacute;lio Vaticano II tinha deixado expresso que &laquo;a comunidade local n&atilde;o deve ocupar-se apenas dos seus pr&oacute;prios fi&eacute;is; deve ter esp&iacute;rito mission&aacute;rio e abrir o caminho a todos os homens para Cristo&raquo;[26]. Imp&otilde;e-se, portanto, uma profunda renova&ccedil;&atilde;o interior e de estruturas pastorais. Recuperando e dando sentido pleno &agrave;quele &laquo;<em>como<\/em> Eu vos fiz&hellip;&raquo; (Jo 13,15), &laquo;<em>como<\/em> Eu vos amei&hellip;&raquo; (Jo 13,34; 15,12), &laquo;<em>como<\/em> o Pai me enviou&hellip;&raquo; (Jo 20,21), &laquo;a Igreja necessita de uma forte &ldquo;<em>como&ccedil;&atilde;o<\/em>&rdquo;, que a impe&ccedil;a de se instalar na comodidade, na estagna&ccedil;&atilde;o e na indiferen&ccedil;a, &agrave; margem do sofrimento dos pobres&raquo;[27], dos exclu&iacute;dos, dos explorados, dos marginalizados. Precisamos de deixar muitas coisas: ouro, prata, cobre, bolsas, t&uacute;nicas, sand&aacute;lias, bast&atilde;o (cf. Mt 10,9-10). Ir ao encontro do Senhor em cada irm&atilde;o (cf. Mt 25,40 e 45) ter&aacute; de ser a nossa &uacute;nica ocupa&ccedil;&atilde;o e a nossa &uacute;nica maneira de viver.<\/p>\n<p>14. E a&iacute; est&aacute; a nova metodologia, que afinal &eacute; a primeira metodologia da miss&atilde;o: a partir de Cristo, com Cristo, como Cristo. Para a fiel realiza&ccedil;&atilde;o deste mandato, refere o Papa Bento XVI apontando o Conc&iacute;lio, o crist&atilde;o &laquo;deve seguir o mesmo caminho de Cristo: o caminho da pobreza, da obedi&ecirc;ncia, do servi&ccedil;o e da imola&ccedil;&atilde;o at&eacute; &agrave; morte, de que Ele saiu vencedor pela sua ressurrei&ccedil;&atilde;o&raquo;[28]. E continua: &laquo;Sim! Somos chamados a servir a humanidade do nosso tempo, confiando unicamente em Jesus, deixando-nos iluminar pela sua Palavra: &ldquo;N&atilde;o fostes v&oacute;s que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permane&ccedil;a&rdquo; (Jo 15,16). E deixa este desabafo: &laquo;Quanto tempo perdido, quanto trabalho adiado, por inadvert&ecirc;ncia deste ponto!&raquo;. E conclui: &laquo;Tudo se define a partir de Cristo, quanto &agrave; origem e &agrave; efic&aacute;cia da miss&atilde;o&raquo;[29].<\/p>\n<p>15. E aproveitando a din&acirc;mica evangelizadora de S&atilde;o Paulo que o &laquo;Ano Paulino&raquo; despertou em n&oacute;s, n&atilde;o podemos esquecer a sua metodologia personalizada, vivida, afectiva e apaixonada, maternal e paternal, com dedica&ccedil;&atilde;o total, de corpo inteiro e a tempo inteiro (1 Ts 2,7b-12), bem como o facto de se ter sabido rodear de muitos e bons cooperadores, com uma pluralidade de dons e minist&eacute;rios, que apresenta na Carta aos Romanos (16,1-16) como uma rede de fraternidade para o Senhor e o Evangelho[30]. Paulo compreendeu bem que Cristo cria fraternidade e comunh&atilde;o, e que, por isso, &laquo;Evangelizar nunca &eacute; para ningu&eacute;m um acto individual e isolado, mas profundamente eclesial&raquo;[31]. A experi&ecirc;ncia evangelizadora de S&atilde;o Paulo permanece exemplar e paradigm&aacute;tica para todos os que, em qualquer tempo e lugar, acreditam em Cristo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Igrejas locais, sujeito primeiro da miss&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>16. &laquo;A Igreja universal incarna nas Igrejas particulares&raquo; ou locais[32]. A Igreja local &eacute; o sujeito primeiro da miss&atilde;o, deve ter o seu centro na comunica&ccedil;&atilde;o da f&eacute; e no primeiro an&uacute;ncio como sinal da sua fecundidade e fidelidade &agrave; sua pr&oacute;pria origem e nascimento hist&oacute;rico: Igreja em estado de miss&atilde;o, &laquo;Igreja-Miss&atilde;o&raquo;[33], como lhe chamou maravilhosamente Bento XVI. A miss&atilde;o est&aacute; no &acirc;mago da Igreja, deve co-responsabilizar todos os seus membros, e n&atilde;o pode ser delegada apenas em alguns[34]. N&atilde;o h&aacute; miss&atilde;o eficaz sem um estilo de comunh&atilde;o. &Eacute;, portanto, urgente que a Igreja local se organize numa vasta rede de minist&eacute;rios em verdadeira comunh&atilde;o, uma vez que &laquo;a comunh&atilde;o e a miss&atilde;o est&atilde;o profundamente ligadas entre si (&hellip;): a comunh&atilde;o &eacute; mission&aacute;ria e a miss&atilde;o &eacute; para a comunh&atilde;o&raquo;[35].<\/p>\n<p>17. Afirmando que &laquo;cada uma das Igrejas leva em si a solicitude por todas as outras&raquo;, o Conc&iacute;lio lembra que o Bispo, que &eacute; &laquo;consagrado n&atilde;o s&oacute; em benef&iacute;cio de uma diocese, mas para salva&ccedil;&atilde;o de todo o mundo&raquo;, &laquo;ao suscitar, promover e dirigir a obra mission&aacute;ria, torna presentes e como que palp&aacute;veis o esp&iacute;rito e o ardor mission&aacute;rio do Povo de Deus, de maneira que toda a diocese se torna mission&aacute;ria&raquo;[36]. Afirma exemplarmente o Documento &laquo;Di&aacute;logo e Miss&atilde;o&raquo;: &laquo;Cada Igreja particular &eacute; respons&aacute;vel de toda a miss&atilde;o. E mesmo cada crist&atilde;o, em virtude do baptismo, &eacute; chamado a exercit&aacute;-la toda de algum modo&raquo;[37]. E o Papa Bento XVI, na sua Mensagem para o Dia Mission&aacute;rio Mundial de 2008 (19 de Outubro), n&atilde;o deixa de lembrar aos Bispos que o &laquo;seu compromisso consiste em tornar mission&aacute;ria toda a comunidade diocesana&raquo;[38].<\/p>\n<p>18. Com a Igreja local a assumir-se como sujeito primeiro da miss&atilde;o, os Institutos Mission&aacute;rios n&atilde;o passam para a margem, mas continuam bem no centro, assumindo o seu compromisso mission&aacute;rio <em>ad vitam<\/em> como um dom que pertence a toda a Igreja, e, concretamente &agrave; Igreja particular em que professam, celebram e vivem a sua f&eacute;. Imenso dom, doa&ccedil;&otilde;es radicais e totais, paradigma do compromisso mission&aacute;rio da Igreja[39]. Por isso, acentua Jo&atilde;o Paulo II: &laquo;sintam-se parte viva da comunidade eclesial e trabalhem em comunh&atilde;o com ela&raquo;[40], e a Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero lembra &agrave;s Confer&ecirc;ncias Episcopais que devem &laquo;intensificar cada vez mais as rela&ccedil;&otilde;es com os Institutos Mission&aacute;rios&raquo;[41], na linha, de resto, das normas para a aplica&ccedil;&atilde;o do Decreto <em>Ad Gentes<\/em>, patentes na Carta Apost&oacute;lica &ldquo;Motu Proprio&rdquo;<em> Ecclesiae Sanctae<\/em>, de Paulo VI[42]. Os Institutos Mission&aacute;rios, bem inseridos no cora&ccedil;&atilde;o das Igrejas locais, devem contribuir para fazer chegar a anima&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria &agrave;s estruturas fundamentais do povo de Deus, que s&atilde;o as dioceses e par&oacute;quias, ajudando a dar corpo &agrave; inten&ccedil;&atilde;o formulada por Jo&atilde;o Paulo II de que &eacute; preciso &laquo;inserir a anima&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria como elemento fulcral na pastoral ordin&aacute;ria das dioceses e par&oacute;quias, das associa&ccedil;&otilde;es e grupos, especialmente juvenis&raquo;[43].<\/p>\n<p>19. &Eacute; sabido que a anima&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria frutifica na coopera&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria, que &eacute; um direito e um dever de todos os baptizados[44]. Para efeitos pr&aacute;ticos, as iniciativas e actividades da coopera&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria s&atilde;o dirigidas e coordenadas em toda a parte, por mandato do Sumo Pont&iacute;fice, pela Congrega&ccedil;&atilde;o para a Evangeliza&ccedil;&atilde;o dos Povos, cabendo &agrave;s Igrejas locais, quer a n&iacute;vel nacional, atrav&eacute;s das Comiss&otilde;es Episcopais das Miss&otilde;es, quer a n&iacute;vel diocesano, na pessoa do pr&oacute;prio Bispo, tarefas semelhantes[45]. Para levar a efeito, de forma eficaz, o mandato que lhe foi atribu&iacute;do pelo Papa, a Congrega&ccedil;&atilde;o para a Evangeliza&ccedil;&atilde;o dos Povos serve-se especialmente das quatro Obras Mission&aacute;rias Pontif&iacute;cias (OMP) [Propaga&ccedil;&atilde;o da F&eacute;, Inf&acirc;ncia Mission&aacute;ria, S&atilde;o Pedro Ap&oacute;stolo, Uni&atilde;o Mission&aacute;ria], que, &laquo;sendo as Obras do Papa, s&atilde;o-no tamb&eacute;m do Episcopado inteiro e de todo o Povo de Deus&raquo;[46], devendo dar-se-lhes, com todo o direito, o primeiro lugar[47].<\/p>\n<p>20. Para se dar &agrave; anima&ccedil;&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria o lugar a que t&ecirc;m direito, torna-se necess&aacute;rio fazer surgir tamb&eacute;m na Igreja portuguesa Centros Mission&aacute;rios Diocesanos (CMD) e Grupos Mission&aacute;rios Paroquiais (GMP), laborat&oacute;rios mission&aacute;rios, c&eacute;lulas paroquiais de evangeliza&ccedil;&atilde;o, que, em conson&acirc;ncia com as OMP e os Centros de anima&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria dos Institutos Mission&aacute;rios, possam fazer com que a miss&atilde;o universal ganhe corpo em todos os &acirc;mbitos da pastoral e da vida crist&atilde;. O Decreto <em>Ad Gentes<\/em> e outros documentos subsequentes lembram bem a responsabilidade dos Bispos e Confer&ecirc;ncias Episcopais em favorecerem as voca&ccedil;&otilde;es mission&aacute;rias de jovens e se ocuparem tamb&eacute;m do clero diocesano que devem dedicar &agrave; evangeliza&ccedil;&atilde;o do mundo, e de favorecerem este importante servi&ccedil;o com os meios necess&aacute;rios[48]. Em Ano Sacerdotal, n&atilde;o podemos esquecer a indica&ccedil;&atilde;o oportuna do Papa Bento XVI que nos lembra que &laquo;a dimens&atilde;o mission&aacute;ria est&aacute; especial e intimamente ligada &agrave; voca&ccedil;&atilde;o sacerdotal&raquo;[49].<\/p>\n<p>21. Aconselha-se vivamente que o CMD seja constitu&iacute;do em todas as Dioceses de Portugal. Nele devem convergir todas as for&ccedil;as mission&aacute;rias a operar na Diocese, integrando sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos. O Director do CMD ser&aacute; nomeado pelo Bispo, que &eacute; o primeiro respons&aacute;vel da vida mission&aacute;ria na Diocese. O Director do CMD poder&aacute; ser tamb&eacute;m o Director Diocesano das OMP, e far&aacute; parte do Conselho Pastoral da Diocese[50]. O CMD dever&aacute; ser o principal Centro propulsor da consci&ecirc;ncia e do empenho mission&aacute;rio da Igreja Diocesana, ajudando-a a viver a sua identidade mission&aacute;ria traduzida no empenho espec&iacute;fico do an&uacute;ncio do Evangelho a todas as pessoas, em toda a parte. Saber&aacute; interagir com os outros organismos pastorais da Diocese em ordem a imprimir uma din&acirc;mica mission&aacute;ria a toda a actividade diocesana. Dar&aacute; a conhecer e estimular&aacute; a participa&ccedil;&atilde;o nas iniciativas mission&aacute;rias j&aacute; em curso, assegurar&aacute; o mais fecundo relacionamento entre a comunidade local e os seus mission&aacute;rios e velar&aacute; pela boa implanta&ccedil;&atilde;o das OMP no espa&ccedil;o diocesano.<\/p>\n<p>22. V&ecirc;-se bem que o rosto mission&aacute;rio da Igreja requer um cora&ccedil;&atilde;o sens&iacute;vel e fraterno, em ordem a um servi&ccedil;o verdadeiramente crist&atilde;o. Este servi&ccedil;o concertado e em rede por parte das Igrejas particulares foi objecto de viva exorta&ccedil;&atilde;o de Jo&atilde;o Paulo II, no in&iacute;cio do novo mil&eacute;nio: &laquo;&Eacute; nas Igrejas locais que se podem estabelecer as linhas program&aacute;ticas concretas &ndash; objectivos e m&eacute;todos de trabalho, forma&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o dos agentes da pastoral, busca dos meios necess&aacute;rios &ndash; que permitam levar o an&uacute;ncio de Cristo &agrave;s pessoas, plasmar as comunidades, permear em profundidade a sociedade e a cultura atrav&eacute;s do testemunho dos valores evang&eacute;licos. Por isso, exorto vivamente os Pastores das Igrejas particulares, valendo-se do contributo das diversas componentes do povo de Deus, a delinear com confian&ccedil;a as etapas do caminho futuro, sintonizando as op&ccedil;&otilde;es de cada comunidade diocesana com as das Igrejas lim&iacute;trofes e as da Igreja universal&raquo;[51].<\/p>\n<p>23. As consequ&ecirc;ncias pr&aacute;ticas para a vida eclesial e paroquial s&atilde;o profundas e intensas, requerendo uma nova sensibilidade evangelizadora obrigat&oacute;ria e n&atilde;o arbitr&aacute;ria. Alertou bem o Papa Jo&atilde;o Paulo II que nenhuma Igreja particular, de antiga ou de recente tradi&ccedil;&atilde;o, &laquo;se deve fechar em si pr&oacute;pria&raquo;, adiantando logo que &laquo;a tend&ecirc;ncia para se fechar em si pr&oacute;prio pode ser forte&raquo;. E, no que se refere &agrave;s Igrejas antigas, advertiu que, &laquo;preocupadas com a nova evangeliza&ccedil;&atilde;o, podem ser levadas a pensar que agora devem realizar a miss&atilde;o em casa, correndo assim o risco de refrear o &iacute;mpeto para o mundo n&atilde;o crist&atilde;o, sendo pouca a vontade de dar voca&ccedil;&otilde;es aos Institutos Mission&aacute;rios&raquo;. A estas Igrejas, o Papa lembra que &laquo;&eacute; dando generosamente que se recebe&raquo;[52]. E a Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero j&aacute; tinha advertido alguns anos antes que &laquo;a Igreja particular n&atilde;o pode fechar-se em si mesma, mas, como parte viva da Igreja Universal, deve abrir-se &agrave;s necessidades das outras Igrejas. Portanto, a sua participa&ccedil;&atilde;o na miss&atilde;o evangelizadora universal n&atilde;o &eacute; deixada ao seu arb&iacute;trio, ainda que generoso, mas deve considerar-se como uma lei fundamental de vida; diminuiria, de facto, a sua energia vital se, concentrando-se unicamente sobre os pr&oacute;prios problemas, se fechasse &agrave;s necessidades das outras Igrejas&raquo;[53]. E o Papa Bento XVI acaba de nos advertir que &laquo;nada nos dispensa de ir ao encontro dos outros&raquo;, pelo que &laquo;temos de vencer a tenta&ccedil;&atilde;o de nos limitarmos ao que ainda temos, ou julgamos ter, de nosso e seguro&raquo;, lembrando-nos ainda que isso &laquo;seria morrer a prazo, enquanto presen&ccedil;a da Igreja no mundo, que, ali&aacute;s, s&oacute; pode ser mission&aacute;ria&raquo;[54].<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fi&eacute;is leigos: contributo indispens&aacute;vel no cora&ccedil;&atilde;o do mundo<\/strong><\/p>\n<p>24. Em 1975, dez anos ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o do Conc&iacute;lio, Paulo VI saudava, com particular afecto, os fi&eacute;is leigos envolvidos na actividade mission&aacute;ria: &laquo;Devemos tamb&eacute;m a nossa particular estima a todos os fi&eacute;is leigos que aceitam dedicar uma parte do seu tempo, das suas energias, e, por vezes, a vida inteira, ao servi&ccedil;o das miss&otilde;es&raquo;[55]. E Jo&atilde;o Paulo II salientava, com inteira justi&ccedil;a, em 1990, entre os &laquo;muitos frutos mission&aacute;rios do Conc&iacute;lio&raquo;, &laquo;o empenhamento dos leigos no servi&ccedil;o da evangeliza&ccedil;&atilde;o, que est&aacute; a mudar a vida eclesial&raquo;[56]. O mesmo podemos constatar em Portugal, sobretudo atrav&eacute;s dos jovens que todos os anos, e cada vez em maior n&uacute;mero, doam, com alegria e generosidade, um pouco da sua vida ao mundo mission&aacute;rio, e que regressam com novo entusiasmo, que temos de saber acolher, estimular e multiplicar, e nunca ignorar, esquecer ou reprimir. Mas j&aacute; o Decreto <em>Ad Gentes<\/em> salientava a seu tempo a import&acirc;ncia da presen&ccedil;a imprescind&iacute;vel dos fi&eacute;is leigos, do testemunho que devem dar, e o cuidado que se deve p&ocirc;r na sua forma&ccedil;&atilde;o: &laquo;A Igreja n&atilde;o est&aacute; fundada verdadeiramente, nem vive plenamente, nem &eacute; o sinal perfeito de Cristo entre os homens se, com a hierarquia, n&atilde;o existe e trabalha um laicado aut&ecirc;ntico. De facto, sem a presen&ccedil;a activa dos leigos, o Evangelho n&atilde;o pode gravar-se profundamente nos esp&iacute;ritos, na vida e no trabalho de um povo. Por isso, &eacute; necess&aacute;rio desde a funda&ccedil;&atilde;o da Igreja prestar grande aten&ccedil;&atilde;o &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de um laicado crist&atilde;o amadurecido (&hellip;). O principal dever deles, homens e mulheres, &eacute; o testemunho de Cristo, que eles t&ecirc;m obriga&ccedil;&atilde;o de dar, pela sua vida e palavras, na fam&iacute;lia, no grupo social, no meio profissional&raquo;[57].<\/p>\n<p>25. E Paulo VI, na Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica <em>Evangelii Nuntiandi<\/em>, salienta bem algumas &aacute;reas sens&iacute;veis, onde a ac&ccedil;&atilde;o evangelizadora dos fi&eacute;is leigos pode ser determinante: &laquo;O campo pr&oacute;prio da sua actividade evangelizadora &eacute; o mundo vasto e complicado da pol&iacute;tica, da realidade social e da economia, mas tamb&eacute;m da cultura, das ci&ecirc;ncias e das artes, da vida internacional, dos &ldquo;mass media&rdquo;, e ainda outras realidades abertas &agrave; evangeliza&ccedil;&atilde;o, como s&atilde;o o amor, a fam&iacute;lia, a educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as e dos adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento&raquo;[58]. E Bento XVI lembrou aos Bispos portugueses que &laquo;os tempos em que vivemos exigem um novo vigor mission&aacute;rio dos crist&atilde;os, chamados a formar um laicado maduro, identificado com a Igreja e solid&aacute;rio com a complexa transforma&ccedil;&atilde;o do mundo&raquo;, e insistiu em que &laquo;h&aacute; necessidade de verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo, sobretudo nos meios humanos onde o sil&ecirc;ncio da f&eacute; &eacute; mais amplo e profundo&raquo;, e salientou a prop&oacute;sito os meios &laquo;pol&iacute;ticos, intelectuais e dos profissionais da comunica&ccedil;&atilde;o&raquo;[59]. &Eacute;, portanto, imperioso constituir, preparar e formar grupos consistentes de evangeliza&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m por &aacute;reas profissionais, uma verdadeira rede de evangeliza&ccedil;&atilde;o, que, no cora&ccedil;&atilde;o do mundo, sinta a alegria de levar o Evangelho a todos os sectores da vida, desde a fam&iacute;lia, &agrave; escola, ao trabalho, aos tempos livres, &agrave; solid&atilde;o, &agrave; dor.<\/p>\n<p>26. &Eacute; urgente saber aproveitar todas as oportunidades, mas tamb&eacute;m saber provoc&aacute;-las, e lan&ccedil;ar m&atilde;o de capacidades e aptid&otilde;es, mas tamb&eacute;m saber cultiv&aacute;-las, para oferecer o Evangelho ao nosso mundo. Neste dom&iacute;nio, as crian&ccedil;as e os jovens, quando devidamente preparados e estimulados, parecem particularmente aptos para criar rela&ccedil;&otilde;es de simpatia e de acolhimento, de modo a saberem dar o Evangelho juntamente com a sua pr&oacute;pria vida (cf. 1 Ts 2,8), estabelecendo rela&ccedil;&otilde;es significativas com as pessoas que frequentam a Igreja, com as que est&atilde;o &laquo;&agrave; porta&raquo;, e tamb&eacute;m no caminho ou na estrada. Neste sentido, as crian&ccedil;as e os jovens podem tornar-se os mais eficazes evangelizadores das crian&ccedil;as e dos jovens, mas tamb&eacute;m dos adultos e idosos, dado o seu interesse pelos outros e por tudo o que &eacute; novo. Neste sentido, tamb&eacute;m os jovens ouviram palavras de est&iacute;mulo do Papa Bento XVI: &laquo;Jovens amigos [&hellip;], testemunhai a alegria desta sua [de Jesus Cristo] presen&ccedil;a forte e suave, a todos, a come&ccedil;ar pelos da vossa idade. Dizei-lhes que &eacute; belo ser amigo de Jesus e que vale a pena segui-l&rsquo;O[60]&raquo;. A altura em que recebem o sacramento da Confirma&ccedil;&atilde;o constitui uma oportunidade especial para serem familiarizados com o mandato mission&aacute;rio da Igreja, e para lhes serem confiadas tarefas mission&aacute;rias que sejam capazes de assumir.<\/p>\n<p>27. E, porque levamos ainda connosco, com amor, os tra&ccedil;os mais salientes da mem&oacute;ria viva do Ano Paulino, n&atilde;o podemos deixar de evocar e invocar, e, se poss&iacute;vel, imitar, essa figura &iacute;mpar do &laquo;maior mission&aacute;rio de todos os tempos&raquo;[61] e &laquo;modelo de cada evangelizador&raquo;[62], que se dedicou ao Evangelho a tempo inteiro e de corpo inteiro, adscrevendo muitas vezes ao seu nome os t&iacute;tulos de &laquo;servo&raquo; e &laquo;ap&oacute;stolo&raquo;. A sua dedica&ccedil;&atilde;o total, gerando comunidades (1 Cor 4,14-15; Flm 10), dando-as &agrave; luz (Gl 4,19), velando zelosamente por elas (2 Cor 11,2; 12,14-15), acalentando-as e exortando-as, como uma m&atilde;e ou um pai (1 Ts 2,2-12)[63], e rodeando-se de uma vasta rede de muitos e bons e bem formados cooperadores, deve continuar a iluminar os nossos passos.<\/p>\n<p>28. Que Maria, M&atilde;e de Deus e nossa M&atilde;e, Senhora da Anuncia&ccedil;&atilde;o e da Sauda&ccedil;&atilde;o, vele por n&oacute;s, nos molde no seu jeito maternal e evangelizador, e aben&ccedil;oe os nossos trabalhos e prop&oacute;sitos.<\/p>\n<p>Senhora da Anuncia&ccedil;&atilde;o,<br \/>que corres ligeira sobre os montes,<br \/>vela por n&oacute;s,<br \/>fica &agrave; nossa beira.<br \/>&Eacute; bom ter a esperan&ccedil;a como companheira.<\/p>\n<p>Contigo rezamos ao Senhor:&nbsp;<br \/>D&aacute;-nos, Senhor,<br \/>um cora&ccedil;&atilde;o sens&iacute;vel e fraterno,<br \/>capaz de escutar<br \/>e de recome&ccedil;ar.<\/p>\n<p>Mant&eacute;m-nos reunidos, Senhor,<br \/>&agrave; volta do p&atilde;o e da palavra.<br \/>Ajuda-nos a discernir<br \/>os rumos a seguir<br \/>nos caminhos sinuosos deste tempo,<br \/>por Ti semeado e por Ti redimido.<\/p>\n<p>Ensina-nos a tornar a tua Igreja toda mission&aacute;ria,<br \/>e a fazer de cada par&oacute;quia,<br \/>que &eacute; a Igreja a residir no meio das casas dos teus filhos e filhas,<br \/>uma Casa grande, aberta e feliz,<br \/>&aacute;trio de fraternidade,<br \/>de onde se possa sempre ver o c&eacute;u,<br \/>e o c&eacute;u nos possa sempre ver a n&oacute;s.<\/p>\n<p><em>F&aacute;tima, 17 de Junho de 2010<\/em><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr size=\"1\" \/>\n<p>[1] JO&Atilde;O PAULO II, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Ecclesia in Europa (28 de Junho de 2003), 46.<\/p>\n<p>[2] BENTO XVI, Carta Enc&iacute;clica Deus Caritas est (25 de Dezembro de 2005), 1.<\/p>\n<p>[3] Palavras proferidas por BENTO XVI antes da Ora&ccedil;&atilde;o do Angelus do 80.&ordm; Dia Mission&aacute;rio Mundial (22 de Outubro de 2006).<\/p>\n<p>[4] BENTO XVI, Homilia da Santa Missa, Grande Pra&ccedil;a da Avenida dos Aliados, Porto, 14 de Maio de 2010. O Papa Bento XVI tinha j&aacute; proferido palavras id&ecirc;nticas na Cerim&oacute;nia de Encerramento do Congresso Internacional sobre o Decreto Ad Gentes no quadrag&eacute;simo ano da sua promulga&ccedil;&atilde;o (Roma, 11 de Mar&ccedil;o de 2006).<\/p>\n<p>[5] CONC&Iacute;LIO VATICANO II, Decreto Ad Gentes (7 de Dezembro de 1965), 2.<\/p>\n<p>[6] JO&Atilde;O PAULO II, Carta Apost&oacute;lica Redemptoris Missio (7 de Dezembro de 1990), 86.<\/p>\n<p>[7] JO&Atilde;O PAULO II, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica p&oacute;s-sinodal Christifideles Laici (30 de Dezembro de 1988), 26.<\/p>\n<p>[8] JO&Atilde;O PAULO II, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Catechesi tradendae (16 de Outubro de 1979), 67.<\/p>\n<p>[9] JO&Atilde;O PAULO II, Christifideles Laici, 34.<\/p>\n<p>[10] JO&Atilde;O PAULO II, Carta Apost&oacute;lica Novo Millennio Ineunte (6 de Janeiro de 2001), 43.<\/p>\n<p>[11] BENTO XVI, A constru&ccedil;&atilde;o da comunidade eclesial &eacute; a chave da miss&atilde;o, Mensagem para o 84.&ordm; Dia Mission&aacute;rio Mundial (24 de Outubro de 2010). A Mensagem traz a data de 6 de Fevereiro de 2010.<\/p>\n<p>[12] BENTO XVI, Discurso no Encontro com os Bispos de Portugal, F&aacute;tima, 13 de Maio de 2010.<\/p>\n<p>[13] BENTO XVI, Discurso no Encontro com os Bispos de Portugal, F&aacute;tima, 13 de Maio de 2010; BENTO XVI, Homilia da Santa Missa, Pra&ccedil;a do Terreiro do Pa&ccedil;o, Lisboa, 11 de Maio de 2010.<\/p>\n<p>[14] JO&Atilde;O PAULO II, Redemptoris Missio, 2.<\/p>\n<p>[15] F. LAMBIASI, La partecipazione dei laici alla vita e alla missione della Chiesa, CONGREGA&Ccedil;&Atilde;O PARA OS BISPOS, Duc in altum. Pellegrinaggio alla Tomba di San Pietro. Incontro di Riflessione (Roma, 15-23 settembre 2008), Citt&agrave; del Vaticano, Libreria Editrice Vaticana, 2008, p. 276.<\/p>\n<p>[16] SANTO AGOSTINHO, Enarrationes in Psalmos 44,3.<\/p>\n<p>[17] BENTO XVI, Discurso no Encontro com os Bispos de Portugal, F&aacute;tima, 13 de Maio de 2010.<\/p>\n<p>[18] BENTO XVI, Homilia da Santa Missa, Grande Pra&ccedil;a da Avenida dos Aliados, Porto, 14 de Maio de 2010. Ver tamb&eacute;m a Homilia do Cardeal Cl&aacute;udio Hummes, Prefeito da Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero, na Santa Missa de 9 de Junho de 2010, Conclus&atilde;o do Ano Sacerdotal, Bas&iacute;lica de S&atilde;o Paulo Fora de Muros.<\/p>\n<p>[19] CONC&Iacute;LIO VATICANO II, Ad Gentes, 29 e 35; PAULO VI, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Evangelii Nuntiandi (8 de Dezembro de 1975), 14 e 59; JO&Atilde;O PAULO II, Redemptoris Missio, 63; BENTO XVI, &laquo;As na&ccedil;&otilde;es caminhar&atilde;o &agrave; sua luz&raquo; (Ap 21,24), Mensagem para o 83.&ordm; Dia Mission&aacute;rio Mundial (18 de Outubro de 2009), 3. A Mensagem traz a data de 29 de Junho de 2009.<\/p>\n<p>[20] BENTO XVI, Discurso no Encontro com os Bispos de Portugal, F&aacute;tima, 13 de Maio de 2010.<\/p>\n<p>[21] PAULO VI, Evangelii Nuntiandi, 14.<\/p>\n<p>[22] CONGREGA&Ccedil;&Atilde;O PARA O CLERO, Instru&ccedil;&atilde;o Postquam Apostoli (25 de Mar&ccedil;o de 1980), 3.<\/p>\n<p>[23] JO&Atilde;O PAULO II, Redemptoris Missio, 2.<\/p>\n<p>[24] BENTO XVI, &laquo;As na&ccedil;&otilde;es caminhar&atilde;o &agrave; sua luz&raquo; (Ap 21,24), 4.<\/p>\n<p>[25] TERCER CONGRESO AMERICANO MISIONERO (CAM 3) e OCTAVO CONGRESO MISIONERO LATINO-AMERICANO (COMLA 8), (Quito, 12-17 de Agosto de 2008), Declaraci&oacute;n Final (18 de Agosto de 2008), 1.<\/p>\n<p>[26] CONC&Iacute;LIO VATICANO II, Decreto Presbyterorum Ordinis (7 de Dezembro de 1965), 6.<\/p>\n<p>[27] Ver CONSELHO EPISCOPAL LATINO-AMERICANO, Documento de Aparecida. Texto conclusivo da V Confer&ecirc;ncia Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe (13-31 de Maio de 2007), S&atilde;o Paulo, CNBB &ndash; Paulinas &ndash; Paulus, 2007, 362. Al&eacute;m do sentido de forte transforma&ccedil;&atilde;o que o termo &ldquo;como&ccedil;&atilde;o&rdquo; tem no Documento de Aparecida, sobrepomos-lhe aqui um sentido novo assente naquele &ldquo;como&rdquo; que implica a imita&ccedil;&atilde;o de Jesus.<\/p>\n<p>[28] CONC&Iacute;LIO VATICANO II, Ad Gentes, 5.<\/p>\n<p>[29] BENTO XVI, Homilia da Santa Missa, Grande Pra&ccedil;a da Avenida dos Aliados, Porto, 14 de Maio de 2010.<\/p>\n<p>[30] CONC&Iacute;LIO VATICANO II, Constitui&ccedil;&atilde;o Dogm&aacute;tica Lumen Gentium (21 de Novembro de 1964), 33.<\/p>\n<p>[31] PAULO VI, Evangelii Nuntiandi, 60.<\/p>\n<p>[32] PAULO VI, Evangelii Nuntiandi, 62.<\/p>\n<p>[33] BENTO XVI, As voca&ccedil;&otilde;es ao servi&ccedil;o da Igreja-Miss&atilde;o, Mensagem para o 45.&ordm; Dia Mundial de Ora&ccedil;&atilde;o pelas Voca&ccedil;&otilde;es (13 de Abril de 2008). A Mensagem tem a data de 3 de Dezembro de 2007.<\/p>\n<p>[34] JO&Atilde;O PAULO II, Redemptoris Missio, 32; JO&Atilde;O PAULO II, Novo Millennio Ineunte, 40.<\/p>\n<p>[35] JO&Atilde;O PAULO II, Christifideles Laici, 32.<\/p>\n<p>[36] CONC&Iacute;LIO VATICANO II, Ad Gentes, 38; cf. Lumen Gentium, 23.<\/p>\n<p>[37] SECRETARIADO PARA OS N&Atilde;O-CRIST&Atilde;OS, Documento L&rsquo;atteggiamento della Chiesa di fronte ai seguaci di altre religioni. Riflessioni e orientamenti su dialogo e missione (10 de Junho de 1984), 14.<\/p>\n<p>[38] BENTO XVI, Servos e Ap&oacute;stolos de Jesus Cristo, Mensagem para o Dia Mission&aacute;rio Mundial 2008 (19 de Outubro), 4. A Mensagem traz a data de 11 de Maio de 2008.<\/p>\n<p>[39] JO&Atilde;O PAULO II, Redemptoris Missio, 66; CONGREGA&Ccedil;&Atilde;O PARA A EVANGELIZA&Ccedil;&Atilde;O DOS POVOS, Instru&ccedil;&atilde;o Cooperatio missionalis (1 de Outubro de 1998), 11. f); BENTO XVI, As voca&ccedil;&otilde;es ao servi&ccedil;o da Igreja-Miss&atilde;o, 4.<\/p>\n<p>[40] JO&Atilde;O PAULO II, Redemptoris Missio, 66.<\/p>\n<p>[41] CONGREGA&Ccedil;&Atilde;O PARA O CLERO, Postquam Apostoli, 19.<\/p>\n<p>[42] PAULO VI, Carta Apost&oacute;lica &ldquo;Motu proprio&rdquo; Ecclesiae Sanctae (6 de Agosto de 1966), Sec&ccedil;&atilde;o III, 11.<\/p>\n<p>[43] JO&Atilde;O PAULO II, Redemptoris Missio, 83.<\/p>\n<p>[44] CONGREGA&Ccedil;&Atilde;O PARA A EVANGELIZA&Ccedil;&Atilde;O DOS POVOS, Cooperatio missionalis, 2.<\/p>\n<p>[45] CONGREGA&Ccedil;&Atilde;O PARA A EVANGELIZA&Ccedil;&Atilde;O DOS POVOS, Cooperatio missionalis, 3.<\/p>\n<p>[46] PAULO VI, Mensagem para o Dia Mission&aacute;rio Mundial de 1968 (20 de Outubro); PAULO VI, Mensagem para o Dia Mission&aacute;rio Mundial de 1976 (24 de Outubro).<\/p>\n<p>[47] CONC&Iacute;LIO VATICANO II,&nbsp; Ad Gentes, 38.<\/p>\n<p>[48] CONC&Iacute;LIO VATICANO II,&nbsp; Ad Gentes, 38; PAULO VI, Ecclesiae Sanctae, Sec&ccedil;&atilde;o III, 6; CONGREGA&Ccedil;&Atilde;O PARA O CLERO, Postquam Apostoli, 18-19.<\/p>\n<p>[49] BENTO XVI, As voca&ccedil;&otilde;es ao servi&ccedil;o da Igreja-Miss&atilde;o, 1.<\/p>\n<p>[50] PAULO VI, Ecclesiae Sanctae, Sec&ccedil;&atilde;o III, 4; CONGREGA&Ccedil;&Atilde;O PARA A EVANGELIZA&Ccedil;&Atilde;O DOS POVOS, Cooperatio Missionalis, 9 e 13.<\/p>\n<p>[51] JO&Atilde;O PAULO II, Novo Millennio Ineunte, 29.<\/p>\n<p>[52] JO&Atilde;O PAULO II, Redemptoris Missio, 85.<\/p>\n<p>[53] CONGREGA&Ccedil;&Atilde;O PARA O CLERO, Postquam Apostoli, 14.<\/p>\n<p>[54] BENTO XVI, Homilia da Santa Missa, Grande Pra&ccedil;a da Avenida dos Aliados, Porto, 14 de Maio de 2010.<\/p>\n<p>[55] PAULO VI, Evangelii Nuntiandi, 73.<\/p>\n<p>[56] JO&Atilde;O PAULO II, Redemptoris Missio, 2.<\/p>\n<p>[57] CONC&Iacute;LIO VATICANO II, Ad Gentes, 21.<\/p>\n<p>[58] PAULO VI, Evangelii Nuntiandi, 70; ver tamb&eacute;m, no mesmo esp&iacute;rito, CONSELHO EPISCOPAL LATINO-AMERICANO, Documento de Aparecida, 174 e 210.<\/p>\n<p>[59] BENTO XVI, Discurso no Encontro com os Bispos de Portugal, F&aacute;tima, 13 de Maio de 2010.<\/p>\n<p>[60] BENTO XVI, Homilia da Santa Missa, Pra&ccedil;a do Terreiro do Pa&ccedil;o, Lisboa, 11 de Maio de 2010.<\/p>\n<p>[61] O Papa Bento XVI consagra esta express&atilde;o na sua Mensagem para o 45.&ordm; Dia Mundial de Ora&ccedil;&atilde;o pelas Voca&ccedil;&otilde;es (13 de Abril de 2008), 3. A Mensagem traz a data de 3 de Dezembro e 2007.<\/p>\n<p>[62] PAULO VI, Evangelii Nuntiandi, 79.<\/p>\n<p>[63] PAULO VI, Evangelii Nuntiandi, 79.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u0000<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carta Pastoral<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-143","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - 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