{"id":104,"date":"2006-04-24T16:00:24","date_gmt":"2006-04-24T16:00:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/?p=104"},"modified":"2014-07-20T16:04:49","modified_gmt":"2014-07-20T16:04:49","slug":"transmitir-a-fe-numa-cultura-de-laicismo-anti-cristao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/transmitir-a-fe-numa-cultura-de-laicismo-anti-cristao\/","title":{"rendered":"Transmitir a f\u00e9 numa cultura de laicismo anti-crist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Discurso do presidente da CEP na abertura da Assembleia Plen\u00e1ria\u0000 <!--more--> O in\u00edcio de mais uma Assembleia Plen\u00e1ria da CEP significa a alegria do encontro fraterno e a co-responsabilidade serena na tarefa de edificar a Igreja. Fazemo-lo, como sempre, em comunh\u00e3o com o Santo Padre, dando a esta Assembleia um timbre de mais profunda unidade pela passagem do primeiro anivers\u00e1rio de elei\u00e7\u00e3o e tomada de posse, saudando Sua Ex.cia Rev.ma o Senhor N\u00fancio Apost\u00f3lico a quem desejamos um completo restabelecimento da sa\u00fade. Tendo ocorrido a 05 de Fevereiro o falecimento de D. David de Sousa, Arcebispo em\u00e9rito de \u00c9vora, manifesto a comunh\u00e3o com as Dioceses do Funchal (1957-1965) e de \u00c9vora (1965-1981), bem como \u00e0 Fam\u00edlia Franciscana, onde hauriu as virtudes da bondade zelosa, da humildade fraterna e da s\u00e1bia simplicidade. Esta Assembleia acontece poucos meses ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da Carta Enc\u00edclica Deus Caritas Est. Como carta program\u00e1tica para o Pontificado de Bento XVI, \u00e9, para n\u00f3s, uma Enc\u00edclica com prementes orienta\u00e7\u00f5es e compromissos pastorais. A sua din\u00e2mica e conte\u00fados envolvem-nos em tarefas diversificadas. Redescobrir Deus como Amor permanece a finalidade da transmiss\u00e3o da f\u00e9; identificar esse amor na vida dos crist\u00e3os e das comunidades exige fidelidade doutrinal; testemunh\u00e1-lo \u00e9 a originalidade do nosso compromisso crist\u00e3o.  <b>1 \u2013 A ac\u00e7\u00e3o social da Igreja como reveladora do \u201cAmor de Deus\u201d<\/b> O Santo Padre compromete a Igreja num permanente servi\u00e7o da caridade como o melhor an\u00fancio e manifesta\u00e7\u00e3o de Deus. Da\u00ed que, sempre radicados no amor e porque Deus nos amou primeiro, o amor do pr\u00f3ximo \u00e9 um dever para todos e cada um dos fieis e a comunidade crist\u00e3 ter\u00e1 de o assumir como \u201cdefini\u00e7\u00e3o da Igreja\u201d. O amor \u00e9 constitutivo da Igreja e nunca mera op\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m disto, \u00e9-nos recordado que \u201co amor tem necessidade de organiza\u00e7\u00e3o enquanto pressuposto para um servi\u00e7o comunit\u00e1rio ordenado\u201d. Sabemos que s\u00e3o variad\u00edssimas as manifesta\u00e7\u00f5es do servi\u00e7o caritativo da Igreja que desempenham um trabalho estruturante na sociedade portuguesa. Muitos n\u00e3o as querem ver e s\u00f3 olham para elas quando surgem pequenos ou grandes problemas. A sua aus\u00eancia colocaria muitas pessoas \u00e0 margem da vida e sabemos que a nossa voca\u00e7\u00e3o \u00e9 encarar os dramas humanos por mais graves que eles sejam. A\u00ed estamos na op\u00e7\u00e3o preferencial, em nome de Cristo e continuando a Sua miss\u00e3o, de cuidar de todos e, particularmente, dos mais pobres. Nunca deixaremos de prestar este servi\u00e7o. Estar\u00edamos a trair a nossa raz\u00e3o de ser. Iguais a todas as outras, as nossas institui\u00e7\u00f5es t\u00eam uma matriz peculiar, n\u00e3o em termos de privil\u00e9gios ou de falta de pessoal com compet\u00eancia t\u00e9cnica e devidamente habilitado. Assumimos as exig\u00eancias legais mas queremos ser capazes de fazer com que a nossa \u201cactividade caritativa mantenha todo o seu esplendor e n\u00e3o se dissolva na organiza\u00e7\u00e3o assistencial comum, tornando-se uma simples variante da mesma\u201d (D.C.E. 31).  \u201cA compet\u00eancia profissional \u00e9 uma primeira e fundamental necessidade, mas por si s\u00f3 n\u00e3o basta. \u00c9 que se trata de seres humanos, e estes necessitam de humanidade, precisam da aten\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o\u201d (D. C. E. 31). Talvez seja chegada a hora de, com serenidade e responsabilidade social e eclesial, nos debru\u00e7armos sobre o perfil das nossas institui\u00e7\u00f5es, sem esquecer os \u201cPrinc\u00edpios e Orienta\u00e7\u00f5es da Ac\u00e7\u00e3o Social e Caritativa da Igreja\u201d que publicamos em 7 de Abril de 2005, para que cres\u00e7am na fidelidade \u00e0s exig\u00eancias estatut\u00e1rias ultrapassando-as atrav\u00e9s da \u201cforma\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o\u201d de todos os agentes, de maneira que a\u00ed resplande\u00e7a, duma maneira inequ\u00edvoca e sem complexos, o amor de Cristo pela humanidade. Sendo iguais, n\u00e3o podemos perder a nossa originalidade e diferen\u00e7a.  <b>2 \u2013 O dom da vida a propor e defender<\/b> Trabalhar a visibilidade de Deus como Amor passa pela inevit\u00e1vel aten\u00e7\u00e3o \u00e0 vida, como Seu primeiro dom. Olhando para a tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica encontramos Deus como \u201cO Vivente\u201d (Dt. 5, 26; Is. 37, 4; Sal.84,3) e, dum modo inconfund\u00edvel, como \u201co amante da vida\u201d (Sab. 11,26). Mais ainda, Jesus Cristo assume-se como a \u201cVida\u201d (cf. Jo. 14,6), e veio para que \u201ctodos tenham a vida e a tenham em abund\u00e2ncia\u201d (Jo 10, 10). Este amor de Deus por cada vida suscita na miss\u00e3o da Igreja uma particular responsabilidade. A actualidade proporciona-nos um esquema de conhecimentos cient\u00edficos, assim como eficazes instrumentos t\u00e9cnicos de promo\u00e7\u00e3o e defesa que permitem uma regulamenta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica precisa e norteada pela \u00e9tica e valor inviol\u00e1vel da vida. Mas que presenciamos? \u201cO valor da vida sofre hoje uma esp\u00e9cie de \u201ceclipse\u201d apesar da consci\u00eancia n\u00e3o cessar de o apontar como valor sagrado e intoc\u00e1vel; e comprova-o o pr\u00f3prio fen\u00f3meno de se procurar encobrir alguns crimes contra a vida nascente ou terminal com express\u00f5es de \u00e2mbito terap\u00eautico, que desviam o olhar do facto de estar em jogo o direito \u00e0 exist\u00eancia de uma pessoa humana concreta\u201d (E. V. 11). Sabemos que estamos \u201cperante um combate gigantesco e dram\u00e1tico entre o mal e o bem, a morte e a vida\u201d, a \u201ccultura da morte\u201d e a \u201ccultura da vida\u201d. Encontramo-nos n\u00e3o s\u00f3 \u201cdiante\u201d, mas necessariamente \u201cno meio\u201d de tal conflito: todos estamos implicados e tomamos parte nele, com a responsabilidade inilud\u00edvel de decidir incondicionalmente a favor da vida (cf. E. V. 28). A voz e as op\u00e7\u00f5es da Igreja ser\u00e3o sempre claras. Fazemo-lo por raz\u00f5es religiosas, sem d\u00favida, mas temos a consci\u00eancia de trabalhar por motiva\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias. Nem todos querer\u00e3o concordar connosco. A liberdade concede-nos o direito de agir e de denunciar ordenamentos jur\u00eddicos que desrespeitam este valor perene. Gostaria de referir dois aspectos.  Em primeiro lugar, actualmente as maravilhas do desenvolvimento da tecnologia inform\u00e1tica e da engenharia gen\u00e9tica podem proporcionar uma aliena\u00e7\u00e3o do ser humano perante a for\u00e7a da m\u00e1quina que as produziu. A ci\u00eancia perante os valores pode, tamb\u00e9m e em alguns casos, ser desprestigiante para o ser humano. Por outro lado, presenciamos uma acentuada caminhada para a mercantiliza\u00e7\u00e3o da vida, o que significa, entre outras coisas, o com\u00e9rcio de \u00f3rg\u00e3os, a manipula\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o de vidas humanas. Por isso, n\u00e3o podemos ignorar o com\u00e9rcio infame de que certas opera\u00e7\u00f5es se podem revestir. Assim, diante da vida que nasce e da vida que morre, o ser humano j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 capaz de se deixar interrogar sobre o sentido mais aut\u00eantico da sua exist\u00eancia, assumindo com verdadeira liberdade estes momentos cruciais do pr\u00f3prio \u201cser\u201d. Preocupa-se somente com \u201co fazer\u201d e, recorrendo a qualquer forma de tecnologia, moureja a programar, controlar e dominar o nascimento e a morte. Estes acontecimentos, em vez de experi\u00eancias primordiais que requerem ser \u201cvividas\u201d, tornam-se coisas que se pretende simplesmente \u201cpossuir\u201d ou \u201crejeitar\u201d (cf. E. V. 22). <i>A vida nasce da vida e \u00e9 sempre dom<\/i> Como tal, a vida encerra uma dimens\u00e3o de eterno que exige de todos, pol\u00edticos ou n\u00e3o, uma s\u00e9ria medita\u00e7\u00e3o sobre t\u00e3o grande mist\u00e9rio humano e transcendente. Toca a todos reconhecer e testemunhar este valor infinito nunca se deixando conduzir por conceitos subtis e apelidados de modernos, mostrando, sempre, uma consci\u00eancia respons\u00e1vel. Aos pol\u00edticos, particularmente aos cat\u00f3licos, compete a ousadia da diferen\u00e7a para que, em sede legislativa, assumam este direito inviol\u00e1vel como fundamento de todos os outros direitos. Dos profissionais da sa\u00fade espera-se a serenidade de objectar em consci\u00eancia para que a cultura da vida flores\u00e7a nos estabelecimentos hospitalares.  O grande fil\u00f3sofo Henri Bergson reconhecia que o desenvolvimento t\u00e9cnico iria fornecer \u00e0 humanidade extraordin\u00e1rias possibilidades que poderiam constituir-se num perigo tr\u00e1gico. Dizia, por isso, que era necess\u00e1rio um suplemento de alma que se colocasse ao servi\u00e7o da vida infundindo nela uma qualidade que chamava m\u00edstica. O mundo tem de se tornar n\u00e3o uma monstruosa m\u00e1quina que devora a vida mas um lugar de gra\u00e7a que gera para a vida plena, a vida que tem sabor de eterno.  <b>3 \u2013 A inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 como acolhimento do amor<\/b> O an\u00fancio de Deus Amor, atrav\u00e9s duma aten\u00e7\u00e3o \u00e0 vida, concentra-nos no essencial da miss\u00e3o da Igreja: transmitir a f\u00e9. Acompanha-nos o projecto de suscitar crist\u00e3os adultos, convictos das suas raz\u00f5es. Toca-nos manifestar a f\u00e9, tornando-a uma experi\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o pessoal com a Verdade, nutrida por atitudes de escuta e di\u00e1logo com um Deus Vivo. Mas, que densidade de f\u00e9 manifestam os nossos crist\u00e3os? Que Deus transmitimos e como o fazemos? Permitam a cita\u00e7\u00e3o, talvez longa, dum ateu. \u00c9 paradigm\u00e1tica. \u201cQue aquele que n\u00e3o acredita em Deus n\u00e3o queira falar do tema \u2013 o ate\u00edsmo militante anda por baixo \u2013 \u00e9 f\u00e1cil de entender e s\u00f3 deveria preocupar o crente, que se v\u00ea agora confrontado com um inimigo mais subtil, a indiferen\u00e7a. O que deveria ser para ele ainda mais inquietante \u00e9 que o crente guarda para si a ideia que tem de Deus. Pelo menos \u00e9 o que a minha experi\u00eancia diz, e isto sim, chama-me a aten\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o a alguns colegas, com os quais at\u00e9 trabalhei em quest\u00f5es te\u00f3ricas, levei anos at\u00e9 saber que eram crentes \u2013 n\u00e3o se notava no seu discurso nem no seu comportamento. E em rela\u00e7\u00e3o aos que sabia que eram, quando tentei solicitar a ideia que tinham de Deus, sem negarem a sua f\u00e9, evitaram sempre irem ao fundo da quest\u00e3o\u201d (Deus e a F\u00e9, Ign\u00e1cio Sotelo, p.80). \u201cA Deus entrevejo-o unicamente na f\u00e9 do crente, f\u00e9 que para mim \u00e9 inexplic\u00e1vel, mas alguns dos seus efeitos n\u00e3o deixam de causar-me espanto. De algum modo, Deus existe, digo para mim pr\u00f3prio, enquanto houver quem acredite nele. Tenho de aceitar uma cren\u00e7a que transforma algumas pessoas completamente, transforma\u00e7\u00e3o que n\u00e3o deixa de inquietar-me\u201d (Deus e a F\u00e9, Ign\u00e1cio Sotelo, p. 95).  A necessidade de gerar crist\u00e3os adultos \u00e9 servi\u00e7o que requer o recurso ao estilo catecumenal pr\u00f3prio da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3. A particular aten\u00e7\u00e3o aos n\u00e3o baptizados n\u00e3o permite negligenciar a urgente transmiss\u00e3o da f\u00e9 aos j\u00e1 baptizados em situa\u00e7\u00e3o de procura de inser\u00e7\u00e3o renovada nas comunidades crist\u00e3s.  A maneira de evangelizar ter\u00e1 de mudar. Continuamos a usar a linguagem de s\u00e9culos e n\u00e3o verificamos que a Igreja come\u00e7a a \u201cficar muda\u201d pois est\u00e1 a usar uma \u201clinguagem morta para falar dum Deus Vivo\u201d. S\u00f3 uma vida evangelizada falar\u00e1 de Deus. Em jeito de s\u00edntese da agenda desta Assembleia, deixo as palavras dirigidas, pelo Santo Padre, aos Sacerdotes de Roma, em tr\u00eas de Mar\u00e7o de 2006: \u201cUm mundo vazio de Deus, que esqueceu a Deus, perde a vida e cai numa cultura de morte\u201d. N\u00e3o \u00e9 isto que esta a acontecer? Experimentamos o entusiasmo provocado pela passagem das Rel\u00edquias de Santa Teresa e alegramo-nos com a pr\u00f3xima beatifica\u00e7\u00e3o da Irm\u00e3 Rita Amada de Deus; sabemos, por isso, que s\u00f3 a santidade manifesta Deus e, nesta convic\u00e7\u00e3o iremos discernir caminhos para que Ele regresse ao cora\u00e7\u00e3o e op\u00e7\u00f5es dos crentes para que o mundo creia.  <i>+ Jorge Ferreira da Costa Ortiga, Arcebispo Primaz e Presidente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa<\/i>\u0000<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Discurso do presidente da CEP na abertura da Assembleia Plen\u00e1ria<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-104","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.6 - 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