1. No seguimento da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), surgiram esta manhã algumas notícias afirmando que os Bispos decidiram que as taxas vão ser iguais em todas as dioceses e que vai haver um aumento de 10%.
  2. Essas afirmações não correspondem ao trabalho que está a ser feito, como se pode ver no comunicado da Assembleia e nas palavras que o Presidente da CEP proferiu na conferência de imprensa, que falou apenas de atualização da forma mais justa possível, face à realidade atual.
  3. Recordo o ponto 11 do comunicado final: «Os Bispos refletiram sobre uma proposta comum de taxas, tributos e emolumentos para todas as dioceses, tendo em vista harmonizar e atualizar o que já se encontra definido nas três Províncias Eclesiásticas. O assunto será retomado em próxima assembleia plenária».
  4. É um trabalho que está a ser realizado com o precioso contributo das Vigararias Gerais das Dioceses, o qual será proposto «em próxima assembleia plenária» para decisão dos Senhores Bispos. O objetivo é harmonizar para o conjunto da Igreja em Portugal o que já acontece nas três Províncias Eclesiásticas. E atualizar não significa simplesmente aumentar (até poderá haver diminuição nalgumas situações). Também não se falou em números nem percentagens.
  5. O que foi comunicado no final da Assembleia é uma simples partilha do trabalho em curso, um trabalho sério e abnegado dos Vigários Gerais com o Secretariado Geral da CEP, numa linha de transparência e rigor, procurando «harmonizar e atualizar o que já se encontra definido nas três Províncias Eclesiásticas».

 

Lisboa, 16 de novembro de 2018

P. Manuel Barbosa, Secretário e Porta-voz da CEP